Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

FESTIVAL UMOJA, NO MAPUTO

No âmbito do Programa Umoja, programa cultural internacional que junta a Noruega a alguns países africanos, Maputo vai ser palco de mais uma edição deste projecto.
Para além das Escolas Nacional de Dança, Música e de Artes Visuais, Moçambique estará representado neste evento pelos artistas Xidiminguana, Mingas, Stewart, as bandas Timbila Muzimba e Rockfellers
Da África do Sul virão a banda Malaika e o músico General Muzka; Busi Ncube do Zimbabwé, Tewodros Mosisa da Etiópia, Eric wanaina do Kénia, Ray C da Tanzania, entre outros artistas
O festival é financiado pelo NORAD e a Embaixada da Noruega
Este programa tem como patronos a cantora Miriam Makeba, da África do Sul, Oliver Mutukuzi, do Zimbabwe e Malangatana, de Moçambique.
UMOJA é um programa de desenvolvimento envolvendo 17 instituições culturais em 7 países e conta com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega. É o maior programa cultural internacional na Noruega. Envolve dirigentes, professores, jovens talentos de Quénia, Moçambique, Etiópia, África do Sul, Tanzânia, Zimbabwe e Noruega.O Noticias do Maputo aqui
IMAGEM DAQUI

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

V CONFERÊNCIA INTERNACIONAL VIA CAMPESINA, NO MAPUTO

A Via Campesina floresceu e expandiu-se por todo o mundo a partir das suas raízes, convertendo-se no movimento camponês mundial de referência. É a hora da África: desde a última conferência passaram de três para 12 as organizações no continente, no momento em que as transnacionais dos agronegócios afiam os dentes para devastar a agricultura camponesa com iniciativas como a Aliança para a Revolução Verde em África.
Mais de 600, entre delegadas e delegados de mais de 130 organizações nos cinco continentes, participaram na
5ª Conferência Internacional da Via Campesina que teve lugarem Maputo, capital de Moçambique.
Em debate estiveram temas relacionados com agro-combustiveis e a soberania alimentar.
Pode ler a Carta de Maputo que resultou desta Conferência,
aqui

terça-feira, 30 de setembro de 2008

CAMPONESES DE TODO MUNDO REUNEM-SE EM MAPUTO

A UNAC é um movimento de camponeses do sector familiar em Moçambique. é composta por produtores agro-pecuários organizados, ou não organizados em associações, cooperativas e grupos de ajuda mútua e está implantada em todo o país. actualmente conta com mais de 65.000 membros organizados em 58 uniões e 1.243 associações e cooperativas de camponeses, para além dos seus membros individuais
A União Nacional de Camponeses (UNAC) de Moçambique será a organização anfitriã da V Conferencia Internacional da Via Campesina, a ser realizada de 16 a 23 de outubro deste ano.
Mudanças climáticas, agro combustível, comércio livre, alianças com outros movimentos sociais e género serão pontos de debate no seio do campesino durante a V Conferência da Via Campesina a realizar-se na província de Maputo, Matola entre os dias 16 e 23 de Outubro próximo. Confira aqui . Sobre a UNAC leia aqui

domingo, 20 de julho de 2008

MAIS BICICLETAS - POUCO DESENVOLVIMENTO


"Há mais Bicicletas - mas há desenvolvimento?", é o título do livro lançado esta semana em Maputo de Joseph Aanlon e Teresa Smart, ambos professores e de nacionalidade britânica.
Os autores são contundentes particularmente em relação à Saúde e à Educação, afirmando que Moçambique "não vai chegar aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio". A fraca qualidade dos professores, o desequilíbrio no rácio professor/aluno e no acesso ao ensino entre rapazes e raparigas, bem como o ritmo lento na construção das infra-estruturas de educação, são as principais causas apontadas para este insucesso.
No sector da Educação, o Banco Mundial não escapa às criticas destes autores,, que o acusam de incongruências perturbadoras do normal desenvolvimento do sector.
Na Saúde, acusam as autoridades de lentidão no combate à propagação da SIDA Estima-se que 17 por cento dos moçambicanos em idades situadas entre os 15 e os 49 são HIV positivos; morrem 140 mil pessoas por ano de SIDA.
Os autores apontam o dedo à elite burguesmente instalada no Maputo acusando-a de recusa na partilha de poder sobre politicas e recursos
Joseph Hanlon e Teresa Smart admitem que, tem havido mudanças , depois da guerra: há mais bicicletas. Há mais crianças na escola. A descentralização trouxe uma mudança genuína nas relações de poder".
IMAGEM DO BLOG DIGITAL NO ÍNDICO

sábado, 8 de março de 2008

MAPUTO CIDADE SUJA


A cidade do Maputo era ( foi) uma cidade que primava pela limpeza. Muitos anos após a independência, a capital de Moçambique mantinha intacta esta tradição.
Os conflitos internos provocaram uma certa erosão nos bons costumes dos habitantes. Terá sido?
À disciplina militar de Samora Machel, seguiu-se um período de degenerescência, a toda a linha. O conceito simplista , e hipócrita, de liberdade provocou uma espécie de neurose social.
No passado recente, foram apreendidas, em bloco, um conjunto de crenças e/ou princípios. Ao recusar-se uma, o edifício do ideário construído, desmorona-se como pedras de dominó.
A organização politica nos bairros era indissociável da limpeza do mesmo espaço. A disciplina, e todo o cortejo de valores partilhados nos primeiros anos de independência tornou-se uma relíquia do passado. Demolido este, nasceu outro país, outra cidade! Mais justo, mais tolerante? Mais sujo , sobretudo, se aceitarmos como verdade a inclusão da capital na lista das 25 cidades mais sujas do mundo, de acordo com a revista Forbes