Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

MANDELA - LUTA PELA LIBERDADE

Baseado na biografia do carcereiro que acompanhou a prisão de Nelson Mandela por uma grande parte dos 27 anos em que ficou preso, Mandela - A Luta Pela Liberdade é dirigido pelo dinamarquês Bille August, o mesmo de Casa dos Espíritos e Os Miseráveis. À medida que o líder negro conta para ele suas convicções e os ideais pelos quais seu povo luta, o carcereiro vai notando que talvez ele esteja do lado errado, o lado dos verdadeiros terroristas.
Para o papel do líder africano, foi escolhido Dennis Haysbert, conhecido por representar o presidente estadunidense no seriado 24 Horas. O filme participou da seleção oficial do Festival de Berlim de 2007, onde conquistou o Prêmio da Paz. Retirado daqui



segunda-feira, 12 de maio de 2008

TERRA SONÂMBULA


Esta longa-metragem, da realizadora portuguesa Teresa Prata, baseada no romance homónimo de Mia Couto, conquistou o Prémio de Melhor Realização no Festival Internacional de Cinema de Pune, na Índia.
Fez a estreia absoluta no Festival de Cinema de Montreal (Canadá), em Agosto; estreou-se na Europa em Outubro último, no Festival Internacional de Cinema de Mannheim-Heidelberg (Alemanha).
Em Lisboa, a estreia aconteceu neste mês de Maio.

A metáfora do romance é simples, escreve Mia Couto.
“Na altura eu denunciava a nossa progressiva perda de soberania, e uma crescente domesticação do nosso espírito de ousadia. Poderíamos ser uma nação mas não demasiado, poderíamos ser povo mas apenas se bem comportado”…
…O caminho que percorremos não foi exactamente escolhido por nós, nem está sendo testado à medida da nossa vontade. O nosso êxito não pode continuar a ser medido apenas pelo sucesso da aplicação de um directório de receitas políticas e financeiras. Ao contrário deveríamos ser valorizados pelo modo como repensamos criativamente o nosso lugar no mundo….
… Como é que se promove o desenvolvimento? Ele já está nascendo com a emergência de jovens que não se satisfazem com o discurso saturado da culpabilização dos outros sempre que analisa a situação interna do continente.
O maior desastre de África não é ser pobre mas ter sido empobrecida pela aliança entre a mão exploradora de fora e a mão conivente de dentro…
…Os africanos africanizaram a mandioca. As elites fizeram o mesmo com as reformas estruturais”