Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
Mostrar mensagens com a etiqueta direita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direita. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

A SENILIDADE DO CAPITALISMO E A NOVA DIREITA


Samir Amin é um dos mais prestigiados pensadores da actualidade. Tem as suas teses nos campos da teoria do desenvolvimento econômico, história, sociologia, cultura e ciências sociais em estudo e debate por todo o mundo.
É diretor do Fórum do Terceiro Mundo em Dakar (Senegal) e do Fórum Mundial das Alternativas
Possui a qualidade rara de expressar conceitos e idéias profundas em linguagem muito simples.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

HOJE ADULADOR, AMANHÃ TRAIDOR



De que serve estar contra o fascismo – que se condena – se nada se diz contra o capitalismo que o origina?” Bertolt Brecht .
A palavra esquerda, hoje, é uma fonte de equívocos e de apropriações arrivistas e ilegítimas.
Não basta a autoproclamação para convertermos velhos aliados da direita em genuínos militantes de esquerda.
A prática, a postura, a coerência, a verticalidade, continuam a ser os únicos critérios válidos para se julgar a esquerda e a direita.
Não basta a perversão mediática para converter partidos socialistas, ou sociais democratas, em partidos de esquerda.
O mesmo também se aplica a aduladores travestidos de defensores dos ideais de esquerda.
A reinvenção da linguagem – socialismo democrático, socialismo moderno ou socialismo neoliberal – é um último e desesperado golpe de rins na busca de protagonismo e de visibilidade. É uma espécie de sub-reacção libertadora! É uma tentativa velada para conquistar o eleitorado tradicionalmente de esquerda.É o embuste.
Estes aduladores, perseguem-nos como a publicidade, até à alcova.Instalam-se em todo o lado. Trocam brindes e piropos, entre si! E prémios!
Assumem-se como os maiores! E os melhores!
Especialistas em recuperar as críticas que lhes são dirigidas, refugiam-se no servilismo e na subserviência ao Poder. Estão sempre do lado do Poder.
São uma péssima referência para as novas gerações

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

TRATADO DE LISBOA PASSA AO LADO DE REFERENDOS?


O novo Tratado da EU será formalmente assinado amanhã, 5ª feira, em Lisboa. A sua ratificação terá de percorrer todos os Estados membros através de referendos ou pelos respectivos parlamentos nacionais.
Está, assim, comprometida a sua entrada em vigor antes das eleições europeias de Junho de 2009 o que pode contrariar a decisão dos líderes dos 27, em Março, último, em Berlim.

Visit X09.eu
O processo para estabelecer uma constituição na União Europeia prossegue com o objectivo de implementar o próximo tratado antes das eleições europeias de Junho de 2009.
Mas este processo não pode continuar sem a participação directa e a aprovação dos povos europeus. O próximo tratado da UE não pode ser estabelecido sem se ouvirem as pessoas!
X09.eu visa recolher assinaturas de toda a UE apelando para um referendo sobre o próximo tratado europeu.
X09.eu é o desenvolvimento da Carta Aberta aos Primeiros-Ministros endereçada após a Cimeira de Berlim de 25 de Março de 2007 e assinada pelos seguintes 10 deputados do Parlamento Europeu pertencentes a sete diferentes grupos políticos:

Anna Zaborska, Eslováquia (EPP)
Panayiotis Demetriou, Chipre (PPE)
Max van den Berg, Holanda (PSE)
John Attard-Montalto, Malta (PSE)
Diana Wallis, Reino Unido (ALDE)
Silvana Koch-Mehrin, Alemanha (ALDE)
Ryszard Czarnecki, Polónia (UEN)
Gérard Onesta, França (GREENS/EFA)
Tobias Pflueger, Alemanha (GUE)
Jens-Peter Bonde, Dinamarca (IND/DEM)
X09.eu é apoiado por outros deputados do Parlamento Europe e ONG’s em todos os 27 estados membros.Visit X09.eu

Políticos de direita e de esquerda pedem aos gritos por referendo, tumultuando no Parlamento Europeu a proclamação da Carta dos Direitos Fundamentais da União Européia. Confira aqui

Juventude Socialista defende referendo

PCP prop�e pergunta para referendo sobre tratado

O PSD reiterou a defesa da ratificação por via parlamentar do Tratado de Lisboa que vai ser assinado esta quinta-feira no Mosteiro dos Jer�nimos. PCP e Bloco de Esquerda insistem na necessidade de um referendo, uma promessa eleitoral de José Sócrates.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

ENCERRAMENTO DA CONFERÊNCIA NACIONAL DO PCP


No encerramento Conferência Nacional do PCP sobre Questões Económicas e Sociais, Jerónimo de Sousa afirmou que os «trinta anos de políticas de direita e de recuperação capitalista dos governos do PS, PSD e CDS-PP comprometeram o desenvolvimento sustentado do país e deliberadamente desbarataram as possibilidades de construção de um Portugal democrático, independente e próspero», salientando que «a Conferência Nacional demonstrou e confirmou que o actual caminho que a política de direita impõe não é único, que há alternativa e que há outras soluções capazes de resolver os problemas nacionais e garantir o desenvolvimento do país e melhores condições

domingo, 18 de novembro de 2007

MÁSCARAS DE ESQUERDA PARA POLITICAS DE DIREITA


O neoliberalismo fracassou há muito no plano ideológico. A prova disso é que as políticas económicas neoliberais têm de ser impostas aos povos através das artes do engano e da mentira. Basta ver o caso português, onde uma feroz política anti-trabalho está a ser aplicada pelo governo de um partido que se diz socialista. Mais flagrante ainda é o caso do Brasil, onde a aplicar a política económica imposta pelos credores da Wall Street está um presidente que até já foi operário. Quando eles têm de usar máscaras 'de esquerda' para executar políticas de direita estão a passar um atestado de falência à ideologia que realmente aplicam.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

ENTREGAR À RAPOSA A CHAVE DO GALINHEIRO


O cepticismo quase generalizado em relação à politica e à governação, tende a destruir, na sociedade actual, a ideia de que o homem é um animal eminentemente político.
Edificar um Estado de direito em espaços anteriormente flagelados por décadas de autoritarismo, de incultura e de repressão, apresentou-se como um desafio à audácia e à imaginação de sociedades recém-libertas de regimes colonial-fascistas.
Os elevados índices de analfabetismo no ex-império e nas ex-colónias, a escassez de quadros técnica e academicamente preparados, economias incipientes, pouco desenvolvidas, isolados do mundo, são algumas das heranças do passado que era urgente ultrapassar.
Os desenvolvimentos pós libertação provocaram o desencanto da grande maioria dos cidadãos que se remeteu para um cepticismo feroz, traduzido na célebre expressão : “ os políticos são todos uma merda”
A miragem duma sociedade mais justa e solidária desmoronou-se como um baralho de cartas.
A frustração gerada pelos acção dos diversos executivos que nos governaram produziu um mal estar em cadeia
A descredibilização da politica e dos políticos instalou-se, com armas e bagagens, e para ficar.
Nos dias de hoje, uma fatia significativa dos cidadãos questiona o ritual eleitoral e a abstenção não pára de crescer.
Nas nossas terras, os contorcionismos da grande burguesia, travestida de democrática, agudizam-se pelo carácter desinformativo e anestesiante dos media ao seu serviço.
A velha táctica de dividir para reinar obteve, inevitavelmente, algumas vitórias. O instinto de posse fragiliza alguns trabalhadores e torna-os presas fáceis e à mercê dos apelos ao consumismo.
A solidariedade, pelo contrário, exige um pouco mais de todos. A comunidade, o primado do bem geral sobre o individual empurra para os braços da direita o que deveria manter-se no campo oposto.
O combate aos sindicatos e ao espírito sindical processa-se em várias frentes.
Enfim, temos o país e os governantes que merecemos. Nada mais.
Que fazer?
Como diz Mata Harnecker, devemos procurar mostrar que a politica não é arte do possível, mas a arte de construir a força social e politica capaz de mudar a realidade, tornando possível, no futuro, o que hoje nos parece impossível.
A capitulação, o desalento, o cruzar de braços, o deixa-andar não nos leva a lado nenhum. Não podemos renunciar ao combate de ideias e à luta por uma sociedade mais justa.
Se não participarmos na politica, continuaremos a ser governados por arrivistas, incompetentes e corruptos. Seremos governados pela lei da selva

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

MESMO COM DECEPÇÕES, O COMUNISMO É UMA CONVICÇÃO


Saramago é uma figura incontornável da cultura portuguesa, não obstante o ruído que a direita provoca em torno das suas convicções.
Não disfarça a mágoa em relação aos politicos que o pretenderam condenar ao ostracismo e o levou a mudar o perímetro do seu quotidiano. Sublinha que ninguém, entre aqueles, esboçou o mais ténue pedido de desculpas. Agora, a caminho dos 85 anos, já não está disponível para diálogo de surdos
Não renuncia à sua utopia ideológica apesar dos dissabores que algumas experiências lhe provocaram. Mantém-se fiel à mesma matriz politica sem que isso o impeça de condenar os desvios de líderes bem conhecidos da opinião pública.
A sua frontalidade na abordagem de temas muito polémicos, tem-lhe granjeado novos “admiradores” à direita e à esquerda do espectro partidário
Pessoalmente, não me revejo em críticas que roçam a fronteira do ajuste de contas e que assumem um carácter extremamente redutor. Leia aqui e aqui

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

A PROPÓSITO DE UMA CERTA DIREITA


É sobejamente conhecida a capacidade que a direita tem para recuperar o que a critica. A direita para sobreviver lança mão de mecanismos obscuros e enganadores para disfarçar a sua vocação histórica A direita é, por definição, a aliada natural dos poderosos, dos opressores e dos manipuladores da opinião pública. A direita é conservadora, é retrógada. A direita é como os insectos: sai mais forte quanto mais fortes são as doses de DDT que lhes aplicam.Quem domina, há séculos, o mundo? É a esquerda?
Os teóricos e os defensores do regime colonial-fascista, no interior e “além-mar”, nem sequer ousam em recusar as suas origens ideológicas. Quando se sente encurralada, a direita em nome de uma certa liberdade, de uma espécie de liberdade formal que permite institucionalizar a exploração dos homens por outros homens, por vezes utiliza os seus jornais e os seus jornalistas para emboscar os leitores com ideias e palavras capturadas à esquerda
Ontem li num jornal do Maputo uma frase de Saramago retirada do seu contexto. Nada mais desonesto.
Numa intervenção pautada pelo apelo à insubmissão da população e pelo questionar pseudo- partidos de esquerda, eis que alguém decide reinventar o discurso de Saramago, fragmentá-lo e reduzi-lo apenas a uma frase. Brilhante .

Leia, por favor, parte da referida intervenção:
Já não há governos socialistas, ainda que tenham esse nome os partidos que estão no poder", afirmou Saramago a respeito de executivos como o português e o italiano, citado pela agência EFE no último dia da conferência "Lições e Mestres", em Santilhana del Mar, no norte de Espanha."Antes gostávamos de dizer que a direita era estúpida, mas hoje em dia não conheço nada mais estúpido que a esquerda", afirmou o octogenário escritor e militante histórico do Partido Comunista Português.Fugindo ao tema literário, Saramago acabou por dedicar grande parte da sua intervenção aos problemas das democracias contemporâneas, que na sua opinião "não passam de plutocracias", e apelou à insubmissão da população, segundo relata a agência espanhola."O mundo é dirigido por organismos que não são democráticos, como o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio", acusou.Para Saramago, "é altura de protestar, porque se nos deixamos levar pelos poderes que nos governam e não fazemos nada por contestá-los, pode dizer-se que merecemos o que temos"."Estamos a chegar ao fim de uma civilização e aproximam-se tempos de obscuridade, o fascismo pode regressar; já não há muito tempo para mudar o mundo", afirmou José Saramago. Confira aqui

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O TRAÇO IDENTIFICADOR DE UMA CULTURA RELACIONADA COM A IDEOLOGIA.


A crise da esquerda decorre da crise da direita, porque ambas são complementares. E poucas vozes, na Europa, de um e de outro lado, conseguiram abandonar as concepções ultrapassadas do mundo, de que são dramaticamente prisioneiras. Veja-se a ambiguidade do Tratado de Lisboa, e a astenia política dos seus antagonistas. O capitalismo sai largamente beneficiado, e a Europa dos "valores", da solidariedade nas diversidades culturais, da justiça e da democracia é severamente sovada. Esta civilização universal do acordo e do consenso não passa de ficção.
O "realismo" político da esquerda tem sido o do cumprimento das regras, sem contrariar o domínio do capitalismo global, cada vez mais selvático. A esquerda tem, somente, tentado salvar a mobília com que ataviou a sua história, aceitando, como mal menor, as imposições do "mercado". As "imagens" (cinematográficas ou literárias) de que fala lucidamente João Lopes, previnem-nos sobre o mais avassalador empreendimento anti-social de que há conhecimento - e aconselham-nos a agir. Como? A esquerda não ensina porque não sabe.

SOBRE O FRACASSO IDEOLÓGICO


O neoliberalismo fracassou há muito no plano ideológico. A prova disso é que as políticas económicas neoliberais têm de ser impostas aos povos através das artes do engano e da mentira. Basta ver o caso português, onde uma feroz política anti-trabalho está a ser aplicada pelo governo de um partido que se diz socialista. Mais flagrante ainda é o caso do Brasil, onde a aplicar a política económica imposta pelos credores da Wall Street está um presidente que até já foi operário. Quando eles têm de usar máscaras 'de esquerda' para executar políticas de direita estão a passar um atestado de falência à ideologia que realmente aplicam.
A terceira crise anunciada é a do mundo pós Pico Petrolífero. O Pico já terá sido atingido ou esta a sê-lo agora (antes de 2009 ou 2010, seguramente). Como será a conjugação das duas crises? Que consequências trará para a humanidade? Tudo indica que é o momento de tocar todas as campainhas de alarme. Enterrar o neoliberalismo e com ele o capitalismo é uma condição imperiosa de sobrevivência.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

JUIZA AMEAÇADA POR EXTREMA-DIREITA


A procuradora Cândida Vilar, que foi alvo de várias mensagens ameaçadoras em sites da Internet ligados à extrema-direita, já tem segurança garantida por parte ministério da Administração Interna e da Justiça.
Em comunicado, os dois ministérios informam que foram tomadas as medidas necessárias à protecção da procuradora e que estão em vigor desde este fim-de-.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

PS - PARTIDO/GOVERNO DE ESQUERDA!


Breve comentário a propósito dum artigo de opinião publicado no Diário Económico no qual se faz a defesa intransigente do PS, enquanto partido e governo de esquerda:

"O autor não conseguiu ,ou não pôde, explicitar a sua concepção de Esquerda.Isto é fundamental para podermos ou não aderir à apologética que faz do PS enquanto partido de esquerda.Por outro lado,convinha esclarecer os leitores sobre a sua eventual distracção em qualificar, repetidamente, o governo de "governo PS" Nos regimes socialistas em transicção, designados pela direita de regimes comunistas, não foram sistematicamente acusados de serem comandados pelo Partido? Não há aqui uma incongruência?A demarcação ideológica entre esquerda e direita subordina-se ao sabor das circunstâncias e da disposição do autor ou, ao invés, obedece a um conjunto de critérios e valores de ordem politica, história e sociológica?Não basta a autoproclamação para se converter uma qualquer organização num Partido de esquerda. A prática politica do quotidiano é o melhor critério para se avaliar a cor ideológica dum partido.Agry Leia aqui

terça-feira, 2 de outubro de 2007

AS REGRAS DO REBANHO


O simplismo e a subserviência do pensamento único, conduz a direita a este paradoxo: critica a esquerda por disputar, entre si, o monopólio da "verdadeira esquerda".O epíteto de dogmáticos e ortodoxos converte-se aqui numa crítica ao pragmatismo da esquerda e à sua recusa de se submeter à lei do rebanho. As correntes de pensamento não podem ser amordaçadas em nome de ambições eleitoralistas. Os partidos adulteram a sua existência quando perseguem o Poder pelo Poder.A esquerda aposta no Poder como meio e não como uma obsessão mórbida. É ao nivel da estrutura mental que distinguimos um conservador dum progressista.Apesar de tudo que se disse, é desejável que entre as "esquerdas" se estabeleça um diálogo permanente e que se construam pontes mas ...as coisas não são lineares.Leia aqui

domingo, 30 de setembro de 2007

OS NOVOS PROFETAS


Quando alguém num passado recente se bateu com galhardia e com aparente convicção por causas e valores que agora condena ao ostracismo, estigmatizando quem, em nome da coerência e da verticalidade politicas não abandonou o combate, está a a brindar-nos, no circo da baixa política, com piruetas miméticas só acessíveis a génios capazes de reinventar a arte circense
Nas cinzas dum espaço flagelado por décadas de autoritarismo, de incultura e de repressão aos partidos de esquerda, nascem os novos profetas, os iluminados da era da globalização do pensamento único
Como diz Hemingway, "O homem não foi feito para a derrota. Um homem pode ser destruído, mas não derrotado"
Devemos manter alguma dignidade mesmo na hora da deserção.
Não há mais e menos esquerda! Há esquerda, há direita e há, isso sim, arrivistas nas duas margens.
Qualquer cidadão com o mínimo de experiência no combate politico, sabe que ,em todos os tempos, houve quem abraçasse determinadas causas por mero oportunismo e por adesão emocional, irreflectida, não digerida.
As pessoas que não dispõem de um certo arcaboiço físico, psicológico e intelectual, sucumbirão na luta pela defesa de ideais que colidem com o comodismo de quem nunca sofreu na pele a repressão do Poder e, do mesmo modo, nunca se debateu com as carências experimentadas pela maioria dos cidadãos.
Não é exclusivo dos idiotas não mudarem. Os fracos, os arrivistas, os que nunca souberam destruir o egoísmo que mora em si, nunca mudam. No quadro das chamadas democracias modernas e ocidentais, os anticomunistas são treinados desde o berço a sê-lo.
Há quem não resista ao charme e às mega-operações de marketing promovidas pelas oligarquias financeiras e por uma classe politicamente inculta e conservadora.
A mutilação do conceito de democracia das suas componentes sociais, económicas e culturais, em oposição à cómoda e redutora interpretação que a circunscreve às liberdades politicas, propicia aos seus agentes fazer a apologética
dum regime que serve apenas uns pouco,os ociosos. Leia aqui

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

DESMANTELADA ORGANIZAÇÃO DE EXTREMA DIREITA


Os falsos profetas perseguem-nos diariamente com a conversa do costume: hoje não faz sentido a discussão e análise ideológica.A democracia é irreversível e o muro de Berlim pertence ao passado.
A realidade colide frontal e diariamente com a hipocrisia e o simplismo dos iluminados da direita portuguesa.
Leia aqui

terça-feira, 17 de julho de 2007

A PROMISCUIDADE E A DINASTIA DE POLITICOS


Neste país, à beira-mar amordaçado, o Poder ( politico e económico) repousa em estruturas anacrónicas povoadas por pessoas ainda prisioneiras dum passado tenebroso e exploradas até ao tutano
Está ainda por demolir o Aparelho Repressivo do Estado Novo.O golpe de Estado de 25 de Abril não foi além disso mesmo!
De resto, sabemos que o aparelho de Estado pode permanecer intacto como o provou as revoluções do século XIX em França e mesmo a revolução de 1917 ou a própria eleição de Allende, mais recentemente
Em nome de um Direito construido pelo fascismo, concede-se "democraticamente" imunidade aos algozes da PIDE. Pós 25 de Abril, muitos deles permaneceram junto do Poder. As grandes figuras do passado ( Melos e companhia) jamais detiveram tamanha força!
A nivel dos Aparelhos Ideológicos o panorama é, obviamente, semelhante. Existem dinastias de homens politicos, dinastias de gestores,etc. A existência de Partidos,nos quais a democracia interna está ausente, também não conduz a lado nenhum.
E se olharmos para os feudos? Os senhores feudais proliferam neste país!
Os seus filhos e dos amigos e dos amigos destes, os concursos criados e/ou sugeridos expressamente para a admissão deste ou daquele, afilhado etc. etc., despertam neles os Senhores que sempre foram
Vive-se há muitos anos um clima de promiscuidade particularmente no chamado Aparelho de Estado e nas empresas públicas
A demagogia, a ausencia de verticalidade, a mistificação grosseira, as promoções, as admissões e as expulsões repousam numa construção de mentira sórdida, nojenta.
Jamais me conformarei com a existência duma corja de arrivistas que humilham e perseguem trabalhadores os quais o único crime que cometeram foi o de não terem nascido com os olhos azuis (ou verdes ou vermelhos).
No quadro duma democracia ( ainda que formal) a sobrevivência duns não obriga à destruição de outros
A caminhada para a destruição dos legítimos interesses dos trabalhadores ainda agora começou.
Na vanguarda, temos a direita na qual se deverão incluir os dirigentes do PS.
A concentração do poder em poucas mãos, conduz inevitavelmente à arbitrariedade, ao compadrio, aos exageros de toda a ordem e à proliferação de tribos.
Os chefes tribais determinam as regras a que estão subordinados os seus súbditos.
A obsessão do Poder divide-nos em duas espécies: os que detêm o poder e os que lhe devem obediência.Sim…ainda há uma terceira categoria: os “apátridas” que vendem a alma ao diabo
As eleições são hoje um autêntico espectáculo circense só explicado à luz do que poderemos designar de patologia do Poder
Hoje realizaram-se eleições para a Câmara de Lisboa. O vencedor, um dirigente socialista é uma pessoa que cultiva a arte de violar os direitos dos trabalhadores
Valerá a pena evocar a sua passagem como líder parlamentar do PS durante a qual fez despedimentos sumários( e selectivos) ignorando os seus direitos: fez tábua rasa dos anos de serviço dos trabalhadores e permitiu-se o luxo de reduzir substancialmente o salário de alguns. Em relação a outros/as utilizou critérios bem diferentes. É a arbitrariedade convertida em lei é a arrogância convertida e fardada de poder
Quando se fala de direitos, liberdades e garantias, o que se pretenderá dizer em concreto? Estar-se-à a pensar nos direitos e nas garantias dos poderosos e na sua liberdade de disporem, a seu belo prazer, de quem com eles trabalha como se estivessem a lidar com gado?
Que se cuidem os trabalhadores da Câmara de Lisboa
Para terminar faço questão de sublinhar que não me incluo na tribo dos que consideram os políticos ( todos os políticos) um grupo de malfeitores.
Não tenho a menor dúvida que há gente muito digna, coerente, culta, combativa e com grande capacidade de trabalho entre a classe politica, sem esquecer os que desenvolvem a sua actividade na Assembleia da República.
No entanto, permito-me ter reservas sobre o carácter genuinamente democrático desta instituição porque nela impera a lei do rebanho e por lá proliferam arrivistas e inimigos da liberdade. Quando existirem mecanismos que permitam separar o trigo, então poderemos dar mais uns passos na construção duma sociedade democrática.

ZECA AFONSO - A morte saiu à rua

quinta-feira, 12 de julho de 2007

O MUNDO NECESSITA DE ACÇÕES


Há que mudar a forma de entender o mundo.O mundo necessita de acções, mas não se chega à acção sem que isso tenha sido elaborado pelo espírito.Um dos grandes males da nossa época, é que não temos ideias e parece que os politicos de esquerda, não se dão conta de uma realidade: a direita não necessita de ideias, mas a esquerda não vai a lado nenhum se não as tem.Esse é o problema(José Saramago)