Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

APELOS CONTRA A DISCRIMINAÇÃO NO DIA INTERNACIONAL DO MIGRANTE

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

IMIGRAÇÃO: ESTRANGEIROS "NÃO SÃO MAIS CRIMINOSOS DO QUE OS PORTUGUESES"

Uma investigadora do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, Maria João Guia, estudou as relações entre imigração e criminalidade e concluiu que "os estrangeiros não são mais criminosos do que os portugueses".
"Através da análise de diversas variáveis, tais como nacionalidade, sexo, idade, habilitações literárias, pena e crime, foi possível constituir uma tipologia de quatro grupos de imigrantes, cujas condenações por tipos de crime e outras variáveis se aproximavam", explica.
No seu trabalho, Maria João Guia procura "desmistificar o preconceito de que todo o imigrante é criminoso".
"Este livro é uma tentativa de repor verdades e de
analisar com o rigor possível as realidades da imigração e da criminalidade", salienta.

domingo, 2 de novembro de 2008

MANUELA E XENOFOBIA MAL DISFARÇADA


As associações representantes dos cabo-verdianos e ucranianos em Portugal lamentaram este domingo as declarações da líder do PSD, Manuela Ferreira leite, sobre os imigrantes que trabalham nas obras públicas.
A presidente do PSD disse em entrevista à rádio TSF duvidar que as grandes obras públicas sirvam para combater o desemprego, afirmando que os investimentos do Estado só ajudam a reduzir o desemprego dos países como Cabo Verde e a Ucrânia.Leia
aqui

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

JORNADA DE ACÇÃO CONTRA A ONDA XENÓFOBA E CONTRA O PACTO SARKOZY




JORNADA DE ACÇÃO

Pela regularização dos(as) indocumentados(as),

contra a onda xenófoba e contra o Pacto Sarkozy
Associações convocam jornada de acção para
domingo, 12 de Outubro, às 15h, no Martim Moniz

Solidários(as) com a luta que se desenvolve na Europa e no mundo contra as politicas racistas e xenófobas, também por cá vamos lutar pela regularização de todos imigrantes, sem excepção, cada homem/mulher - um documento. É uma luta emergente contra as pretensões de expulsão dos(as) imigrantes, contra a vergonha de uma Itália que estabelece testes ADN como instrumento de perseguição dos ciganos(as), contra as rusgas selectivas, arbitrárias e estigmatizantes, contra a criminalização dos(as) imigrantes, contra a ofensiva das políticas securitárias e racistas, alimentadas pelo tratamento jornalístico distorcido feito por alguns meios de comunicação social. Cientes de que está criado um ambiente de perseguição aos imigrantes na Europa, e rejeitando as pressões racistas e xenófobas dos Governos de Sarkozy e Berlusconi, organizações de imigrantes, de direitos humanos, anti-racistas, culturais, religiosas e sindicatos, decidiram marcar para o próximo dia 12 de Outubro, domingo pelas 15h, no Martim Moniz, uma jornada de acção pela regularização dos indocumentados(as), contra a onda de xenofobia e contra o Pacto Sarkozy. Continue a ler aqui

terça-feira, 7 de outubro de 2008

CABO VERDE E FRANÇA ASSINAM ACORDO DE IMIGRAÇÃO SAZONAL


Por ocasião da Conferência de Paris, Cabo Verde e França vão assinar, no próximo mês de Novembro, um Acordo de Mobilidade sobre emigração: uma medida que pode ajudar a combater a imigração ilegal, bem como reforçar o combate a outras práticas ilícitas.
A França facilita, assim, a imigração legal e predispõe-se a disponibilizar 50 tipos de empregos temporários a cidadãos cabo-verdianos. O cônsul francês na cidade da Praia já fez saber que esta medida visa facilitar os vistos àqueles que procuram a França como país de emigração. Stefane de Lemos observa que esta medida não abrange aqueles que queiram ficar em França por muito tempo, mas sim os cidadãos que têm como objectivo trabalhar por um período que varia entre os quatro e cinco meses e ganhar algum dinheiro para investir no país.
Outra novidade na cidade da Praia, é a introdução do chamado visto biométrico, com algumas inovações – uma medida que resulta de uma directiva da União Europeia datada de Junho de 2004, que exorta os estados membros do espaço Schengen a implementar, a médio prazo, um sistema biométrico, com o objectivo de manter um melhor controlo nas fronteiras.Confira aqui
Nota: Os Sarkozy’s não ignoram a importância e a indispensabilidade do trabalho dos imigrantes. Por isso, vão mudando de pele como os répteis

terça-feira, 24 de junho de 2008

A DIRECTIVA DA VERGONHA EO BRANQUEAMENTO DO PASSADO



É revoltante como europeus viram as costas a povos que subjugaram, exploraram, roubaram e mataram impiedosamente durante séculos. Leia aqui

sexta-feira, 13 de junho de 2008

ASSOCIAÇÕES DE IMIGRANTES CONVOCAM PROTESTO CONTRA DIRECTIVA DE EXPULSÃO


Associações de imigrantes convocaram uma concentração para sábado, em protesto contra a directiva de Retorno. A medida - que as associações dizem ser a directiva da expulsão - pretende harmonizar as diferentes políticas de imigração dos 27 e conceder-lhes mais poder para repatriar imigrantes indocumentados. Para Gustavo Behr, presidente da Casa do Brasil, é lamentável que no Ano Europeu do Diálogo Intercultural, a Europa, em vez de se centrar nas questões da integração e da igualdade, aposte nos procedimentos de expulsão.
A concentração realiza-se em frente ao Memorial da Tolerância, no Largo de São Domingos, em Lisboa (ao lado da Ginginha), pelas 15h do próximo sábado, e deverá contar com o apoio de associações de imigrantes, de direitos humanos, de sindicatos e ONGs.
A Directiva de Retorno teve o texto final acordado na última quinta-feira, numa reunião de ministros do Interior da UE, no Luxemburgo, e agora depende da aprovação do Parlamento Europeu
São vários os aspectos vergonhosos desta directiva. Vejamos apenas estes:
- fixação, em dezoito meses, do período máximo de detenção de imigrantes sem papéis, antes da sua deportação. sendo depois proibida a sua entrada no território da UE, durante cinco anos;
- as crianças podem ser detidas, mesmo que por um período "tão breve quanto possível".
Actualmente, Portugal não é só um país de recepção de imigração, advertiu: "Hoje há mais portugueses a sair do que imigrantes que demandam o nosso País", declarou Timóteo Macedo, responsável da Associação Solidariedade Imigrante.Confira aqui

sábado, 31 de maio de 2008

EMOÇÃO MARCA REGRESSO DE VÍTIMAS DE XENOFOBIA


É com este título que o jornal NOTICIAS do Maputo, noticia que “oitocentos e oitenta moçambicanos desembarcaram ontem na estação central dos Caminhos de Ferro de Moçambique carregados de muita emoção e satisfação depois de terem vividos momentos de tensão e desespero devidos aos actos xenófobos na África do Sul. O comboio, que chegou pouco depois das 17.00 horas, tinha duas carruagens lotadas dos haveres do grupo de cidadãos, que confessaram que não esperavam aquela atitude da parte dos sul-africanos”. Leia aqui
Nem a sociedade sul-africana nem o resto do mundo, acrescento eu.

Entretanto, e de acordo com o Jornal Notícias, "o Governo da África do Sul admitiu esta sexta-feira a urgência de acelerar os programas de luta contra a pobreza, que considera um dos factores, eventualmente até o principal, na origem dos "inaceitáveis e vergonhosos" ataques xenófobos das últimas semanas, segundo um comunicado do Executivo.
Considerando que os ataques contra imigrantes resultam "de um complexo conjunto de factores", o Governo sul-africano lamenta que "preocupações reais", designadamente quanto ao acesso à água potável e ao emprego, sejam "exploradas para manipular comunidades e levá-las a atacar os nossos pais, irmãos, irmãs e crianças da África do Sul, do continente africano e de algumas partes do Mundo".

Enfim, ainda não chegou a hora do governo sul-africano reconhecer, sem rodeios, a sua responsabilidade em todo este processo. Com pensamentos redondos e com uma enorme incapacidade de autocrítica (como primeiro passo) o regime sul-africano, ao que tudo indica, persiste em enterrar a cabeça na areia.