Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

GRITO E CHORO POR GAZA E POR ISRAEL

Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamizaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas “terrorista” que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus? Pode continuar a ler no blog Contra a Indiferença, cujo autor é Fernando Nobre, aqui

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

UE CONDENA VIOLÊNCIA DESPROPORCIONAL EM GAZA

Cerca de 1,5 milhão de palestinos vivem na Faixa de Gaza, dependem do envio de alimentos e mais de metade são refugiados na sua própria Pátria!
Estão a ser alvos do ataque mais sangrento desde a Guerra dos Seis Dias em 1967
Ron Ben-Yishai, analista militar israelita, descreveu a ofensiva como uma "terapia de choque" com o objectivo de obter um armistício a longo prazo com condições vantajosas para Israel.
Javier Solana, encarregado da EU para assuntos estrangeiros afirmou: "Os ataques aéreos israelitas provocam um sofrimento insuportável para a população civil palestina. Só pioram a situação humanitária e dificultam a busca por uma solução pacífica para o problema".
Frank-Walter Steinmeier,ministro alemão das relações exteriores, exprimiu o receio de que o Oriente Médio possa "afundar numa espiral de violência" e criticou a desproporcionalidade das operações militares sionistas. Confira
aqui
APOSTILA :Terrorismo cultural: Israel bombardeia universidade em Gaza,um dos símbolos culturais da facção palestiniana Hamas. Leia Na BBC, aqui
IMAGEM DAQUI

domingo, 28 de dezembro de 2008

BOMBARDEAMENTOS ISRAELITAS CONTRA GAZA

O que ocorre em Gaza é um massacre, um genocídio, um crime contra a humanidade. A comunidade internacional pede(?) o fim das hostilidades, mas Israel avisa que continuará a ofensiva pelo tempo “que for necessário”. Esta arrogância só é possível porque conta com a cumplicidade da comunidade internacional, dos EUA em particular, e dos média ,como afirma Uri Avnery: A imprensa, hoje, é cachorrinho-de-madame, que procura a coleira e a traz nos dentes, para a entregar à patroa.
Apesar do estertor do moribundo governo de Bush, Condoleezza Rice surge em cena para apoiar, pela nésima vez, um dos mais execráveis e sanguinários regimes de toda a história da humanidade:“Os EUA condenam firmemente os ataques repetidos, com ‘rockets’ e morteiros contra Israel e responsabilizam o Hamas pela violação do cessar-fogo e o reinício da violência em Gaza”, declarou Condoleezza Rice, que se escusou a pedir o fim das operações militares israelitas”

A ocupação da Palestina tem por fundamento uma ideologia do século XIX que nega a existência de um povo. No dia de hoje os palestinianos continuam a não dispor de Estado, nem de forças armadas. Nossos ocupantes submetem-nos a toque de recolher, expulsões, demolições de casas, tortura legalizada e toda uma panóplia altamente elaborada de violações de direitos do homem. Os medias americanos chamam "terrorismo" à nossa busca de liberdade, assim o palestiniano preenche o papel do protótipo internacional do terrorista.Como é possível que a palavra "terrorismo" seja aplicada tão à vontade aos indivíduos ou aos grupos que utilizam bombas artesanais e não aos Estados que empregam a arma nuclear e outras armas proibidas assegurando a dominação do opressor? "terrorismo" é um termo político de que se serve o colonizador para desacreditar aqueles que resistem — do mesmo modo que os afrikaaners e os nazis qualificavam de "terroristas" os combatentes negros sul-africanos e os resistentes franceses.
As leis internacionais e os precedentes históricos de numerosas nações reconhecem o direito de uma população, quando elas se encontra sob o jugo de uma opressão colonial, a tomar armas na sua luta de libertação.Por que a situação seria diferente no caso dos palestinianos? Não é este o ponto de vista de uma regra do direito internacional e portanto de aplicação universal?
Por que deveríamos nós abandonar nossos direitos a resistir e a continuar a viver no reino do absurdo assassino?
A resistência é não é só um direito e um dever como também um remédio para os oprimidos. (síntese de um texto de Samah Jabr(1) publicado originalmente em The Washington Report on Middle East Affairs)
(1)Samah Jabr é uma médica palestiniana que vive na Jerusalém ocupada. Recebeu o prémio do Media Monitor's Network pela sua contribuição sobre a Intifada e alguns dos seus artigos foram publicados no International Herald Tribune, Philadephia Inquirer,Haaretz, Australian Options, The New Internationalists e outras publicações.
Pode ler aqui, aqui, aqui e também aqui. A Imagem foi retirada daqui

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

PALESTINA



A Norte da cidade de Gaza, activistas das Brigadas Al Nasser Salah al Din, braço armado dos Comités de Resistência Popular, treina tácticas de combate.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A IMPUNIDADE DE ISRAEL E A IMPOTÊNCIA E A CUMPLICIDADE DA ONU


“Por razões de segurança”, Israel manteve hoje encerradas as zonas de fronteira com a Faixa de Gaza, impedindo assim a entrada de 30 camiões com ajuda humanitária naquele território. A Agência da ONU para a ajuda aos refugiados da Palestina (UNRWA), informada do encerramento dos pontos de passagem, já fez saber que vai ser obrigada a suspender as entregas de produtos alimentares de primeira necessidade a 750 mil pessoas em Gaza a partir desta noite.
Nada pode justificar a violência sistemática e intensa contra uma população inteira, praticada com toda a impunidade pelo Estado de Israel. Entretanto, o Império e os media ao seu serviço, prosseguem a sua cruzada de converter agressores em vítimas
IMAGEM DAQUI

terça-feira, 22 de julho de 2008

SOLDADO ISRAELITA DISPARA SOBRE PALESTINIANO ALGEMADO

Um soldado israelita dispara um tiro de bala de borracha sobre um palestiniano preso, algemado e de olhos vendados. A denúncia é da Be'Tselem, uma organização israelita de direitos humanos.




terça-feira, 17 de junho de 2008

ACADÉMICOS PALESTINOS DEFENDEM HAMAS COMO MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO


Descrito como grupo extremista e terrorista pelos países ocidentais, o Hamas é visto internamente pelos palestinos como um movimento de resistência à ocupação israelita, segundo acadêmicos de origem palestina. É Israel, dizem, que precisa aceitar o Hamas e negociar uma solução pacífica para a região, e não o contrário.
“Não se pode comparar a al-Qaeda com o Hamas”, disse o pesquisador Zaki Chehab, editor político de uma rede de TV árabe com base em Londres. “A ONU tem uma resolução que dá ao povo o direito de lutar contra ocupação estrangeira. O Hamas está lutando pela liberdade. Isso não é terrorismo
Quase de forma ensaiada, o cientista político Azzam Tamimi repete o discurso de Chehab, e aponta Israel como a origem dos conflitos violentos. “Israel está ocupando a Palestina e matando sua população. Os palestinos têm o direito de se defender. O Hamas não começou este conflito, ele é resultado de uma crise criada pela ocupação” .
“Não importa que Israel considere o Hamas terrorista, só importa o que os palestinos consideram” disse Tamimi. “Para os palestinos, o Hamas é um movimento de libertação nacional, que representa exatamente o que o povo palestino quer alcançar” .
“O problema não está no Fatah ou no Hamas, mas em Israel, que não cede nas negociações e continua ocupando territórios palestinos. Os palestinos não invadiram o território israelense, foi o contrário”, declarou Chehab, que é autor de “Inside Hamas - The Untold Story of the Militant Islamic Movement” (Por dentro do Hamas – A história não contada do movimento islâmico de militância)
Não se pode pedir à vítima que reconheça os direitos do seu algoz, do ocupante dos seus territórios. É o oposto. Israel precisa reconhecer os direitos do povo palestino”
Para Chehab, os grupos políticos precisam voltar a unificar a força palestina, a fim de reforçar a defesa pela libertação. “Tanto Hamas quanto Fatah sabem que eles se enfraqueceram com a luta interna. A única solução é voltar a unir os dois grupos, e reforçar a luta pelos direitos palestinos.” Confira aqui