Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PROSSEGUEM OS ASSASSINATOS DIRIGIDOS PELO "DEMOCRATA" URIBE


Edwin Legarda, marido de Aída Quilcue, indígena que liderou as marchas de milhares de aborígenes colombianos em Novembro passado, foi assassinado nesta terça num atentado atribuído ao Exército Colombiano, segundo informaram seus familiares.
Legarda foi, supostamente, assassinado quando viajava para Popayán para se encontrar com sua mulher,que participava numa reunião sobre direitos humanos da ONU, em Genebra.
Ainda que o Exército assegure que dispararam contra o veículo "por engano" por não ter parado, a versão da comunidade indígena é que o ataque foi um atentado contra Quilcue, pois ela costumava dirigir o veículo. Confira aqui aqui aqui aqui e aqui. Pode ver uma intervenção de Aída Quilcue aqui .
Para ver mais uma intervenção do exército colombiano click aqui

sexta-feira, 4 de julho de 2008

RESGATE DE 15 REFÉNS DAS FARC


Uma operação militar que contou com a falta de comunicação dentro da guerrilha resultou na libertação de 15 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), entre os quais Ingrid Betancourt e um lusodescendente. É uma importante vitória da política do Presidente Álvaro Uribe, que foi eleito em 2002 prometendo uma "mão forte" contra a guerrilha...

Decidimos não atacar" os outros 15 guerrilheiros que estavam presentes no local, respeitando a sua vida, "esperando que as FARC, em reciprocidade, soltem o resto dos sequestrados", acrescentou, dizendo que a operação "Jaque" ficará na história "pela sua audácia e eficácia". Santos fez um novo pedido à guerrilha para que "deponha as armas, não se matem nem sacrifiquem os seus homens" e se "desmobilizem". Confira aqui


Três mercenários estado-unidenses, 11 polícias & militares e um membro da classe dominante colombiana foram recuperados dia 2 pelo governo narco-militarista de Uribe. Daquilo que já se sabe deste episódio verifica-se: 1) Seguindo o diktat bushiano, Uribe continua a rejeitar a solução política do conflito – que deveria ter início com uma troca humanitária de prisioneiros, como propõe as FARC-EP. 2) O governo uribiano-bushiano não hesitou em por em risco a vida dos retidos. 3) Os retidos foram mantidos em boa saúde – poderá o Estado colombiano dizer o mesmo daqueles que mantem nas suas masmorras? 4) Regimes repressivos & fascistas muitas vezes obtêm êxitos em operações de comandos, como mostra a história de Israel e da Alemanha hitleriana – mas isso não leva à paz com justiça social. 5) O alarido mediático dos media corporativos volta-se selectivamente para os membros da classe dominante – mas nunca mencionam os sofrimentos dos oprimidos, como os milhões de camponeses colombianos expoliados das suas terras ou as centenas de guerrilheiros das FARC-EP que padecem nas prisões uribistas. 6) A operação ardilosa do dia 2, infelizmente, pôs a Colômbia mais distante da paz. Confira aqui


A operação que permitiu o resgate de 15 reféns das Farc foi 100% colombiana, apesar de os Estados Unidos terem auxiliado em "ajustes prévios", disse o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos.
A operação resgatou a política Ingrid Betancourt, os americanos Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell - ligados ao Departamento de Defesa de seu país - e 11 militares e policiais colombianos.
"Nós informamos e pedimos que nos ajudasse com algumas pessoas para testar as teorias que tínhamos e eles nos ajudaram um pouco a calibrar certas coisas, mas à margem. A verdade é que foi uma operação 100% colombiana, inclusive toda a inteligência foi colombiana" Confira
aqui
A mesma fonte faculta-nos o vídeo, que pode ver a seguir.
A primeira reação do governo americano foi dar todo o crédito ao governo colombiano para não parecer uma intervenção. Mas é difícil acreditar que a Casa Branca não tenha tido um papel mais ativo para libertar os três americanos . Confira
aqui

Le Figaro" duvida da "operação colombiana". Confira aqui

IMAGEM DAQUI



quarta-feira, 5 de março de 2008

O NARCOTRAFICANTE URIBE E O ASSASSINATO DE RAÚL REYES


Raúl Reyes era o principal negociador das FARCs com os governos da Venezuela e da França para a libertação de prisioneiros de guerra e a busca de um espaço para negociações de paz mais amplas na Colômbia. Por duas vezes a ex-senadora Ingrid Betancourt esteve para ser libertada.
Na primeira delas o governo Álvaro Uribe armou emboscada para os guerrilheiros que, em missão de paz e acertada com o governo da Colômbia, estavam levando provas que a ex-senadora estava viva.
Os documentos, inclusive as cartas pessoais de Ingrid a sua família foram divulgadas por Uribe o que gerou protestos da mãe de Ingrid, de sua irmã e dos seus filhos.
No momento que foi assassinado, Reyes estava em território do Equador e negociava com o governo francês através do presidente Chávez e do presidente Corrêa a libertação de Betancourt. Uribe sabia, Uribe havia concordado como da vez anterior, Uribe traiu.
O ataque terrorista colombiano foi feito oito quilômetros dentro do território equatoriano
O presidente da Venezuela Hugo Chaves já advertiu o líder colombiano que caso operações semelhantes venham a ser feitas no território da Venezuela haverá guerra.
Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, deu entrevistas em Manágua e condenou a ação terrorista do governo de Uribe, afirmando, entre outras coisas, que “Reyes era um negociador e estava negociando a paz”.
Ingrid Betancourt é apenas um peão nesse jogo todo e não interessa a Uribe (que quer mudar a constituição para mais um mandato, o terceiro)que a ex-senadora seja solta. Vai complicar o processo político na Colômbia e forçá-lo a aceitar negociações com as FARCs.
Governos europeus não alinhados com a política terrorista de Washington, Bush é o verdadeiro governante da Colômbia, mostram-se indignados com a ação terrorista da organização de Uribe.
A hipótese de uma ação terrorista colombiana na Venezuela não está descartada e pode ser parte do golpe em constante articulação contra o governo do presidente Chávez.
É só lembrar que os Estados Unidos armaram com armas químicas e biológicas inclusive, o governo de Saddam Hussein para uma guerra contra o Irã e o chefe da Al Quaeda, Osama bin Laden para enfrentar as tropas da extinta União Soviética no Afeganistão.
Faz parte do conjunto de ações terroristas da Casa Branca esse tipo de prática. Confira aqui


O que as televisões, os jornais e os politicos de direita dizem, não tem nada a ver com o que acabámos de ler. Os terroristas são os que perseguem a paz e os que se submetem ao escrutinio popular.Quando da última visita de Bush à capital colombiana, onde passou apenas sete horas antes de embarcar para a Guatemala, gerou fortes protestos no país.
Cento e vinte e sete pessoas foram presas em confrontos com a polícia e o exército, que dispararam jactos de água e bombas de gás lacrimogéneo para conter as manifestações.
O sistema de segurança para a visita de Bush à Colômbia incluiu mais de 20 mil soldados, de acordo com o Ministério do Interior, e a lei seca (proibição de venda de bebidas alcoólicas) durante todo o domingo. Que se saiba os manifestantes não integravam elementos das FARC, como se percebe na imagem
Leia as minhas postagens aqui e aqui e aqui