Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quinta-feira, 3 de julho de 2008

DIA DE LUTO NACIONAL NA ÁFRICA DO SUL



A África do Sul organiza hoje, quinta-feira (3) ,um dia de luto nacional pelas vítimas das recentes violências xenófobas, que fizeram mais de 60 mortes nos bairros pobres do país.
Um serviço religioso terá lugar em Pretoria na presença do presidente Thabo Mbeki. O presidente sul-africano irá fazer um apelo público para que " as violências não se repitam jamais".
A África do Sul é a primeira potência económica do continente, o que atrai numerosos imigrantes. No entanto, um, em cada três trabalhadores, está no desemprego e 43% da sua população vive abaixo do limiar de pobreza.
A frustração dos mais pobres tomou como alvo os estrangeiros, fazendo pelo menos 62 mortes entre os quais vinte sul-africanos e dezenas de milhares de deslocados.
Milhares de estrangeiros regressaram aos seus países e cerca de 13.000 continuam em campos de refugiados da África do Sul.Confira aqui

quarta-feira, 2 de julho de 2008

A IMPRENSA SOBREVIVERÁ À INTERNET?


Num Seminário realizado, no Recife – Brasil - de 17 a 20 de Junho, promovido pela Fundação Joaquim Nabuco, os debates em torno do jornalismo, da formação, da liberdade de imprensa, resvalaram inevitavelmente sem surpresa, para muitos: a internet
O que acontecerá com os jornais impressos diante do jornalismo online? Os jornais conseguirão sobreviver publicando hoje o que ''todo mundo'' já sabe desde ontem? Sobreviverão com o formato actual? Com o mesmo modelo de negócios? Serão gratuitos?
Os blogues de notícias reproduzem o jornalismo dos média? O que os bloggers fazem é jornalismo?
Qual a distribuição dos internautas por classe, escolaridade, rendimentos, padrões de consumo? A internet é elitista e excludente?
A internet tem algum poder de influência nos resultado eleitorais? Existe alguma forma de se controlar a propaganda eleitoral na internet?
Quem controla a internet? Evidentemente, não há respostas consensuais sobre essas questões nem elas surgiram no seminário de Recife.
Pesquisas recentes indicam que, nos Estados Unidos, por exemplo, somente 19% da população entre 18 e 34 anos se declara leitora de jornais - que, aliás, desde 2004, ocupam o último lugar entre as fontes de notícia preferidas pelos leitores mais jovens.
Será que as promessas democratizantes da internet correm o risco de se frustrar pelas mesmas razões que têm provocado, por exemplo, a contaminação de coberturas jornalísticas - o chamado ''jornalismo sitiado'' produzido dentro de mega estruturas empresariais e, portanto, permanentemente sujeito às interferências directas ou indirectas de interesses (não-jornalísticos) de seus controladores?
De qualquer maneira, o importante é que as questões sejam propostas e debatidas. E é isso que eventos como o promovido pela Fundação Joaquim Nabuco oferecem: oportunidade para se buscar e, eventualmente, encontrar directrizes para uma imprensa e uma internet livres e democráticas, a serviço apenas do interesse público. Confira aqui