Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

terça-feira, 4 de novembro de 2008

CYNTHIA MCKINNEY, DEMASIADO NEGRA E RADICAL

Cynthia McKinney, uma corajosa ex-congressista negra eleita pelo Estado da Geórgia, tornou-se numa das mais importantes activistas e líderes da esquerda norte-americana e dos movimentos progressistas no país. A sua militância contra a guerra no Iraque, pela destituição do presidente George W. Bush, em defesa das vítimas do furacão Katrina e na denúncia do papel do governo no desalojamento de milhares de pessoas, valeu-lhe o rótulo de «demasiado negra e radical» para passear nos corredores do Congresso. Por esse motivo, foi expulsa não uma, mas duas vezes pela direcção do Partido Democrata, o qual, tal como o congénere Republicano, é um partido do imperialismo. O ano passado, McKinney cortou definitivamente os laços com os Democratas.
A campanha de McKinney lança as bases para uma aliança radical entre latinos, negros, asiáticos, nativos americanos, sindicalistas e progressistas, imigrantes e sectores afectos à luta pelo socialismo, e apresenta um enorme potencial de crescimento. Pode ajudar a trazer para as ruas uma linha política de luta de massas. Pode continuar a ler aqui ou aqui

Para a campanha de 2008, ela conta com o apoio do linguista Noam Chomsky, segundo seu site oficial. Mas ela já conseguiu sua grande vitória ainda no começo do ano, quando venceu Ralph Nader nas primárias do Partido Verde para as eleições presidenciais.

A OBAMANIA INVADIU O MUNDO

A 'Obamania' invadiu o mundo e, a nível internacional, o candidato democrata Barack Obama parece ser o preferido para vencer as eleições para a presidência dos Estados Unidos, mas esta popularidade não implica que suas ideias sejam realmente conhecidas.
"Obama conta entre seus conselheiros financeiros com Austan Dean Golsbee, da Universidade de Chicago, conhecida por ter o programa neoliberal mais ortodoxo da terra. Na política externa, Joe Biden, "um dos partidários da invasão no Iraque em 2003.
Ninguém deve ter ilusões. Os Estados Unidos são essencialmente um sistema de partido único, que é um partido de negócios ( Julien Vaisse, pesquisador francês da Brookings Institution de Washington)


Mike Davis é historiador e activista politico. Nascido na Califórnia, Estados Unidos, dedica-se ao estudo do urbanismo, da ecologia e da história contemporânea. Não apenas sua obra, mas também sua trajetória de vida é marcada por experiências instigantes. Davis já foi camonista, talhante e militante estudantil. Atualmente é professor no Departamento de História da Universidade da Califórnia, em Irvine, e editor da New Left Review.
Ontem, dia 3 de Novembro, a
Agência Carta Maior publica mais um interessante trabalho deste historiador
"O grande desafio para as pequenas organizações da esquerda é o de serem capazes de antecipar essa decepção previsível das massas e de entender que nossa tarefa não consiste em achar a forma de “trazer Obama para a esquerda”, mas em buscar a maneira de resgatar e de reorganizar umas esperanças destroçadas. O programa de transição não pode ser outro senão o próprio socialismo".

Barack Obama não foi o único candidato afro-americano à presidência dos Estados Unidos. Mas o certo é que, por trás dos holofotes de republicanos e democratas, há todo um conjunto de candidatos de quem quase ninguém fala. A presidente da organização “Free and Equal Elections”, Christina Tobin, explica porque é tão complicada a vida dos pequenos partidos na política norte-americana
“Não há qualquer diferença entre o que os democratas e os republicanos estão dispostos a fazer para afastar os partidos pequenos e os independentes dos boletins de voto. As leis nos EUA são feitas pelos Republicanos e pelos Democratas e temos das leis mais restritivas que existem sobre esta matéria, por causa da dificuldade de acesso aos boletins de voto. Por exemplo, no Texas, são precisas mais de 75 mil assinaturas”, explica a activista
aqui . Sobre outros partidos, outros candidatos pode ler aqui e aqui
Poderá, ainda, recordar outra postagem aqui