Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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terça-feira, 29 de julho de 2008

AS PREOCUPAÇÕES DO PAULINHO




O animador de mercados e feiras, o demagogo, o populista,o ex-eurocéptico que dá pelo nome de Paulo Portas, fez há dias, no seu melhor estilo, mais uma das suas afirmações de feirante frustrado: “metade do País trabalha para que a outra metade receba subsídios”. Os populares (?) pretendem que seja feita uma investigação aprofundada à forma como os portugueses estão a usufruir desta ajuda do Estado. O CDS-PP vai pedir na reabertura do Parlamento uma investigação rigorosa à distribuição do rendimento social de inserção.
Gostaria de recordar umas coisas, coisa pouca, que reduz a nada as aspirações elitistas e populistas duma direita imobilista, dogmática, salazarenta e ultrapassada:

A pobreza atinge cada vez mais os deficientes, muitos dos quais a viverem com apenas seis euros por dia, e as oportunidades de trabalho escasseiam para este sector da população, "os primeiros a serem despedidos"
As políticas económicas e sociais dos últimos anos traduziram-se num forte aumento das desigualdades, na degradação dos salários reais. O aumento do fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres.
A privatização da saúde é desastrosa para os interesses de Portugal e dos portugueses. Coloca-se a saúde ao serviço dos interesses dos grandes grupos económicos, que esperam aumentar os seus lucros à custa da saúde dos portugueses.
A revisão do código laboral, é facilitadora dos despedimentos, da desregulação dos horários de trabalho, do aumento da precariedade e da caducidade das contratações colectivas.
Entre 2004 e 2006, os lucros da banca não sujeitos a impostos aumentaram de 919 milhões de euros para 1.488 milhões de euros, ou seja registaram um crescimento de 62%.A taxa legal de imposto que a banca devia pagar era de 27,5% (25% de IRC + 2,5% de derrama). No entanto a taxa efectiva média de imposto paga pela banca no período 2004-2006 foi apenas de 15,3% (em 2006 atingiu 17,6%).