AS PREOCUPAÇÕES DO PAULINHO
O animador de mercados e feiras, o demagogo, o populista,o ex-eurocéptico que dá pelo nome de Paulo Portas, fez há dias, no seu melhor estilo, mais uma das suas afirmações de feirante frustrado: “metade do País trabalha para que a outra metade receba subsídios”. Os populares (?) pretendem que seja feita uma investigação aprofundada à forma como os portugueses estão a usufruir desta ajuda do Estado. O CDS-PP vai pedir na reabertura do Parlamento uma investigação rigorosa à distribuição do rendimento social de inserção.
Gostaria de recordar umas coisas, coisa pouca, que reduz a nada as aspirações elitistas e populistas duma direita imobilista, dogmática, salazarenta e ultrapassada:
A pobreza atinge cada vez mais os deficientes, muitos dos quais a viverem com apenas seis euros por dia, e as oportunidades de trabalho escasseiam para este sector da população, "os primeiros a serem despedidos"
As políticas económicas e sociais dos últimos anos traduziram-se num forte aumento das desigualdades, na degradação dos salários reais. O aumento do fosso entre os 20% mais ricos e os 20% mais pobres.
A privatização da saúde é desastrosa para os interesses de Portugal e dos portugueses. Coloca-se a saúde ao serviço dos interesses dos grandes grupos económicos, que esperam aumentar os seus lucros à custa da saúde dos portugueses.
A revisão do código laboral, é facilitadora dos despedimentos, da desregulação dos horários de trabalho, do aumento da precariedade e da caducidade das contratações colectivas.
Entre 2004 e 2006, os lucros da banca não sujeitos a impostos aumentaram de 919 milhões de euros para 1.488 milhões de euros, ou seja registaram um crescimento de 62%.A taxa legal de imposto que a banca devia pagar era de 27,5% (25% de IRC + 2,5% de derrama). No entanto a taxa efectiva média de imposto paga pela banca no período 2004-2006 foi apenas de 15,3% (em 2006 atingiu 17,6%).






















capitalismo em crise
































