Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

GREVE GERAL EM FRANÇA


Fortes perturbações nos transportes aéreos e terrestres por causa da greve de hoje em França. Uma mobilização olhada com atenção pela Europa para medir o pulso às tensões sociais crescentes com o agravamento da crise económica.
Centenas de milhares de pessoas, 100.000 segundo a CGT e 65.000 segundo a polícia, encheram hoje as ruas do país, para condenar a gestão da crise por parte do presidente Sarkozy, acusado de privilegiar as instituições financeiras, que sempre apresentaram lucros gigantescos, em detrimento dos cidadãos, nomeadamente na ausência da protecção do emprego e do consumo.
Os sindicatos esperam paralisar o país e forçar Sarkozy a ajudar as pessoas como foi capaz de ajudar os bancos.
Sarkozy já adiou, recentemente, a reforma do ensino secundário, que levou milhares de jovens às ruas, e também a da liberalização do trabalho aos domingos, que não teve o apoio nem mesmo de membros de seu partido.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ANGOLAGATE»:FALCONE E GAYDAMAK GANHARAM 397 MILHÕES DE DÓLARES


A acusação revelou, em Paris, que os dois sócios ganharam mais de metade do valor global (790 milhões) pago por Angola para comprar armas russas. Garante ter em sua posse extractos de contas bancárias, transferências e correspondência sigilosa que implicam o Presidente Eduardo dos Santos no escândalo
O Estado angolano continua a contestar o julgamento, que prosseguiu esta terça-feira, e cujas audiências deverão durar até Março do próximo ano.
De acordo com o seu advogado, o francês Francis Teitgen, Angola poderá apresentar um processo contra a França num tribunal internacional por "violação da sua soberania".
A acusação garante ter em sua posse extractos de contas bancárias, transferências e correspondência sigilosa que implicam o Presidente Eduardo dos Santos no escândalo.
Confira aqui

terça-feira, 7 de outubro de 2008

ABERTO EM PARIS JULGAMENTO POR VENDA ILEGAL DE ARMAS

Entre 1993 e 1998, Angola estava em plena guerra civil. Foi neste período que um verdadeiro arsenal de armas foi vendido por franceses ao país, supostamente sem autorização do Estado francês. Um comércio ilegal – e lucrativo – que envolveu a soma monumental de 790 milhões de dólares. O escândalo veio à tona no ano 2000.
Hoje, na 17ª câmara do Tribunal Correccional de Paris, começa o julgamento de nada mais nada menos do que 42 “colarinhos brancos” do mundo político e empresarial francês, acusados de envolvimento no tráfico. Entre os acusados pela articulação do negócio, estão os empresários e sócios Arcadi Gaydamak, refugiado em Israel e o franco-brasileiro Pierre Falcone, além do ex-ministro do Interior, Charles Pasqua e Jean-Christophe Mitterand, filho do ex-presidente François Miterrand. Dezenas de personalidades também são acusadas de receber luvas para facilitar as transacções.
Angola fez de tudo para impedir a realização desse processo, alegando que as armas não passaram pela França e que a justiça francesa não deve julgar um assunto exclusivamente interno. Confira aqui