Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

INTELECTUAIS ITALIANOS A FAVOR DOS IMIGRANTES

Intelectuais italianos, liderados por Dario Fo, Antonio Tabucchi, Andrea Camillieri, Giani Amelio, Dacia Maraini, Wu Ming e 34 outros mil, lançaram manifesto na defesa dos imigrantes: "Em virtude de uma decisão política, vinda de uma maioria efêmera, as crianças nascidas de mulheres estrangeiras em situação irregular serão durante toda as suas vidas filhos de ninguém. Elas serão tiradas de suas mães e colocadas nas mãos do Estado. Nem o fascismo foi tão longe!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ITÁLIA FAZ DO RACISMO POLITICA DE ESTADO

A Itália vive forte crise. Seus salários estão entre os mais baixos da Europa, enquanto o custo de vida é um dos mais elevados da União Europeia.
Após o longo governo conservador de Sílvio Berlusconi, dois anos de governo de centro-esquerda de Romano Prodi, em 2006-8, que prosseguiu na senda neoliberal e não cumpriu uma sequer das promessas eleitorais, a direita retornou ao governo, na esteira de campanha eleitoral que agitou fortemente a ameaça do imigrante à segurança pessoal, social e económica do italiano, descentrando a discussão das questões estruturais do país.
Mantidas as proporções, o açulamento do ódio e a legislação contra comunidades étnicas diabolizadas pelo governo restabelecem, sessenta anos após o fim do regime fascista de Mussolini, o racismo como política de Estado e como meio de conquista-manipulação do consenso popular, a fim de melhor implementar políticas conservadoras contra a população e os trabalhadores.
Os meios de informação contribuem fortemente para a histeria racista, extrapolando e agitando eventuais delitos de estrangeiros, apesar de as estatísticas apontarem serem as taxas de criminalidade dos imigrados inseridos na sociedade italiana mais baixas do que as da população nativa em igual situação, além de indicarem igualmente que há muito mais mortos devido às péssimas condições de trabalho do que em consequência da criminalidade
A verdadeira comunidade estrangeira combatida por este governo dirigido pelo maior capitalista italiano, reconhecidamente envolvido em dezenas de casos de corrupção e delitos diversos, é o trabalhador e a trabalhadora italianos, e seus partidos e organizações.Confira
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