Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

SÓ UM TERÇO ENCONTROU EMPREGO


No espaço de dois anos, desde que o Governo tomou posse, só um terço das pessoas que entraram no mercado laboral - imigrantes ou ex-estudantes, por exemplo - encontrou emprego. Das quase 64 mil novas pessoas que entraram no bolo da população activa, só 22 600 encontraram trabalho; as restantes 41 mil juntaram-se à cada vez maior lista de desempregados. A meio da legislatura, parece, pois, cada vez mais difícil a criação dos 150 mil postos de trabalho prometidos por José Sócrates até 2009, mas as perspectivas inscritas no Orçamento de Estado para 2008, a revelar hoje, ajudarão a perceber se o Executivo ainda pensa ser possível atingir a meta

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