Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

TROPAS AMERICANAS E DA ONU NO HAITI

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

NUNCA ESQUECER AS VÍTIMAS DO IMPERIALISMO

terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

O FALHANÇO DE COPENHAGA PERTENCE A OBAMA

"Compreendo todos os argumentos sobre as promessas que ele não pode cumprir, sobre a disfunção do Senado norte-americano, sobre a arte do possível. Mas poupem-me a lição sobre o pouco poder que o pobre Obama tem. A nenhum presidente desde Frankin Delano Roosevelt (FDR) foram dadas tantas oportunidades para transformar os EUA em algo que não ameace a estabilidade da vida neste planeta. Ele recusou usar toda e qualquer uma delas". (Artigo de Naomi Klein)

sábado, 16 de Janeiro de 2010

SEM MEMÓRIA NÃO HÁ FUTURO


É este o actual estado de degradação em que se encontra a Vila Algarve, edifício sede da PIDE no Maputo! Por aqui passaram milhares de moçambicanos que o único crime que cometeram foi o ter nascido negros! Uma parte significativa dos detidos não tinha quaisquer ligações à FRELIMO! Era a detenção arbitrária, e aos magotes, com o fito de provocar o pânico e matar o jacaré na margem. Depois surgiam os interrogatórios e a tortura. Quando se apercebiam, eventualmente, dos “lapsos cometidos” receavam, por razões óbvias, devolver os cidadãos à liberdade. As cadeias da PIDE possibilitaram, assim, o despertar da consciência nacionalista e politica de milhares de cidadãos moçambicanos.
Paradoxalmente, a tortura e a morte de cidadãos moçambicanos, nas cadeias daquela policia sinistra, não comoveu, ao que julgo saber, as autoridades moçambicanas. A reunião-julgamento com os ex-presos políticos é um testemunho tristemente célebre!
O abandono da Vila Algarve, confirma, infelizmente, a indiferença e a recusa em preservar a memória da resistência anti-colonial. Será que na perspectiva do Poder, os combatentes da liberdade reduzem-se aos que pegaram em armas, incorrendo-se assim num grosseiro e indesculpável erro histórico?
Na capital do “ Império”, no local da sede da PIDE, em Lisboa, construiu-se um condomínio de luxo! Um grupo de cidadãos reage e surge, em 2005, O Movimento Cívico “
Não Apaguem a Memória!”, como resposta à exigência da salvaguarda, investigação e divulgação da memória da resistência antifascista .

O que presenciamos no Haiti foi muito mais do que um forte terremoto. Foi a destruição do centro de um país sempre renegado pelo mundo. Foi o resultado de intervenções, massacres e ocupações que sempre tentaram calar a primeira república negra do mundo. Os haitianos pagam diariamente por esta ousadia.
O que o Brasil e a ONU fizeram em seis anos de ocupação no Haiti? As casas feitas de areia, a falta de hospitais, a falta de escolas, o lixo. Alguns desses problemas foram resolvidos com a presença de milhares de militares de todo mundo?

A realidade, já nos mostra o desfecho dessa tragédia – o povo haitiano será o último a ser atendido, e se possível. O que vimos pela cidade hoje e o que ouvimos dos haitianos é: estamos abandonados.

( Otávio Calegari Jorge Investigador da Universidade de Campinas em missão no Haiti.).Confira aqui

A DEMOCRACIA SOCIALISTA NO CENTRO DO DEBATE EM CUBA

A mobilização actual da sociedade cubana é um esforço declarado, pelo menos de parte da intelectualidade e de dirigentes políticos, pelo aprofundamento da democracia e do socialismo no país, em favor de uma maior participação popular nas decisões. Esse clima se reflecte também na imprensa, acusada nos debates populares de omitir assuntos considerados inconvenientes e de não retratar adequadamente a realidade do país. Mas, se é verdade que a mídia cubana deixa a desejar na cobertura das grandes questões nacionais, é igualmente verdade que ela tem sido sensível às críticas da sociedade. A análise é de Hideyo Saito, AQUI

quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

O HAITI JÁ ESTAVA DE JOELHOS;AGORA ESTÁ PROSTRADO


No dia 12 de Janeiro de 2010, o mundo ruiu em Porto Príncipe. Um mundo já frágil e parcialmente em ruínas foi-se abaixo. O Haiti já estava de joelhos. Agora, com a destruição de sua capital, está prostrado, por Omar Robeiro Thomaz, AQUI

Os principais edifícios desabaram, entre eles o palácio nacional, vários ministérios e a catedral; no segundo dia da volta às aulas, jovens estudantes de escolas e universidades procuravam seus amigos entre feridos e mortos nas calçadas e choravam aqueles soterrados.

As operações de resgate são, até o momento, uma promessa, e é evidente que as forças internacionais da ONU não estavam preparadas para lidar com uma calamidade desta natureza.

Sem Estado e diante da inoperância da ONU, os haitianos estão entregues à própria sorte

O sismo de 7 graus na escala de Richter que abalou o Haiti na terça-feira foi 35 vezes mais forte do que a bomba atómica lançada sobre Hiroshima no final da II Grande Guerra Mundial A afirmação é de Roger Searle, professor de Geofísica na Universidade de Durham, no Reino Unido, que comparou a energia libertada pelo sismo à explosão de meio milhão de toneladas de TNT.

PALESTINA,OCUPAÇÃO GOTA A GOTA

segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

OS EUA E A "PACIFICAÇÃO PRESIDENCIAL" NA AMÉRICA LATINA

O presidente Barack Obama distanciou os EUA de quase toda América Latina e Europa ao aceitar o golpe militar que derrubou a democracia hondurenha em Junho passado. O apoio ao processo eleitoral garantiu para os EUA o uso da base aérea de Palmerola, em território hondurenho, cujo valor para o exército norte americano aumenta na medida em que está sendo expulso da maior parte da América Latina. Obama abriu a brecha ao apoiar um golpe militar, repetindo uma prática dos EUA bem conhecida na América Latina. O artigo é de Noam Chomsky publicado por Carta Maior