Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

FRENTE POLISÁRIO LAMENTA EXCLUSÃO DA CIMEIRA UE/ÁFRICA




O dirigente da Frente Polisario Mohamed Lamin lamentou hoje que a República Árabe Saharaui Democrática (RASD) não tenha sido convidada para a cimeira UE/África do próximo fim-de-semana, apesar de ser membro da União Africana, o que não acontece com Marrocos que abandonou a Organização.Esta é mais uma trapalhada de Sócrates, do seu governo e da EU. Com efeito, não faz sentido estender-se o convite a Marrocos nas actuais circunstâncias

14 comentários:

sarita disse...

História do conflito do Sara

A frente Polisário, criada em 1973, foi baptizada com o nome de Polisário ou, ainda, frente de libertação de Essaquia Al Hamra e de Oued Eddahab; o seu ramo armado tem o nome de Exército de Libertação Popular Saraui (ALPS).

O grupo fundador da Polisário é composto de jovens marroquinos de origem saraui que prosseguiam os seus estudos na universidade Mohammed V em Rabat.

No entanto, as situações catastróficas sofridas pelos criadores da Polisário não podem ser ignoradas de ninguém, sobretudo daqueles que as viveram.

Não nos podemos esquecer que eles formavam um grupo de uma trintena de jovens universitários, todos os originários das províncias do Sul marroquinas, que tinham decidido um dia tomar as rédeas do seu próprio destino.

Foi nesse momento que eles aproveitaram a realização das festividades do Moussem de TanTan para manifestar nas vielas estreitas daquela cidade (que ainda não o era naquela altura) e, ao quebrar o equilíbrio estabelecido depois de uma dezena de anos, a resposta não se fez esperar.

O Caïd da zona ordenou, por conseguinte, o aprisionamento destes perturbadores de última hora, e como na altura não existia uma prisão propriamente dita, este improvisou uma, e amontoou-os numa rústica mansarda de uma dezena de metros quadrados, dotada apenas de uma pequena porta, sem janela, e debaixo de um calor sufocante.

Nenhum deles podia esquecer a dureza da vida e a coragem que os tinha levado a esta situação. Viviam, como os seus pais e mães, numa miséria inconcebível, degradante, desumana. Nesta aldeola, não existiam estradas alcatroadas, nem passeios, nem água corrente, nem saneamento, nem electricidade, nem investimentos, nem, certamente, trabalho, nada que permitisse dizer que esta região fazia efectivamente parte da pátria mãe.

Estas figuras ilustres, filhos de heróis, e eles próprios membros gloriosos do Exército de liberação nacional, que tinham vindo colher o fruto da sua vitória, encontraram-se, de um dia para o outro, compactados numa mansarda sem quaisquer condições, dormindo no chão, sem tapetes, nem mesmo uma esteira, debaixo de um tecto improvisado.

Viviam apenas da assistência nacional, graças à distribuição de sacos de farinha distribuídos a conta-gotas e, para cumulo da história, quanto mais delatavam o seu vizinho, mais bem vistos eles ficavam, ou mesmo, mais bem considerados eram, e menos sujeitos à fome ficavam. Adeus dignidade!!!



É neste estado de miséria absoluta que estes corajosos guerreiros e os seus descendentes e, para alguns, mesmo os seus ascendentes, vegetavam desde que a operação Ecouvillon os tinha lançado no caminho sem saída do êxodo.

Contava-se aos milhares o número de pessoas vindas em busca da liberdade, de felicidade e de paz na dignidade. Infelizmente, nada disso foi obtido, e foi neste mundo esquecido de todos: responsáveis locais e regionais, que esta trintena de universitários tentou fazer-se entender e gritar todo o mal que pensava da sua situação social, económica, cultural e política!

Não devia ter sido subestimado o despeito e o ódio que os responsáveis administrativos tinham contra estes jovens, vindos não sabemos de que planeta, e que nem eram nem submissos nem resignados, como os seus pais. Até eram acusados de se exprimirem e de manifestarem o desacordo com a ditadura do Caïd.

Como ousam eles desafiar o poder do governador invisível erigido num monumento sagrado?
Como pretendem eles ter a audácia de dizer em voz alta o que as suas famílias pensam em silêncio?
Como foi possível ganharem a temeridade do "desesperado" para levantar a cabeça e chegar aos calcanhares do califa do bairro?

Para resfriar estas "cabeças quentes", nada melhor do que os espancar, mas este trabalho não devia ser feito por qualquer pessoa, e muito menos por um guarda militar ou um polícia. Não, eles não mereciam este privilégio, mais valia suspende-los, fecha-los, privar-lhes de comida, deixá-los sufocar e sofrer o martírio enquanto não chegasse uma secção de Makhzen móvel, estacionada a mais de duzentos Km a norte (em Bouizakarne) para os fazer vir especialmente a fim de os torturar, humilhar e fazer-lhes provar as queimaduras das chamas ardentes da dor do "indefeso", espancados por aqueles que eram considerados os mais medíocres e desumanos entre os serviços de ordem.

Nem os jovens, nem os mais jovens, compreendiam o que se estava passar, porque o seu único delito, ou melhor, o seu único crime, tinha sido de um certo dia, terem aberto os olhos, mais do que os seus pais, e terem organizado uma marcha na véspera desta catástrofe, nas vielas estreitas desta pequena povoação de Tan Tan.

Eles manifestaram para que Marrocos recuperasse ou fizesse algo para recuperar o seu Sara, que seria a garantia da melhoria de uma situação ressentida como insuportável e profundamente desesperante.

É perante esta incompreensão, este tipo de cidadania, de terceiro nível, que a sua revolta foi destrutiva e devastadora, que a ira se incrustou nos corações e nos espíritos dos mais extremistas, por serem os menos pacientes e os mais afectados pelo soar das sirenes do progressismo, os mesmos que mais se agitavam e se uniam à ideologia em voga naquele momento no nosso país, isto é, uma ideologia que pretendia erradicar tudo e que preconizava a aceleração do ritmo de uma mudança brutal.

Para resumir, tratava-se daqueles que eram incapazes de separar o trigo do joio na desordem dos anos 70 em Marrocos, os que não tinham tempo para refletir e fazer a distinção entre o que compete, no exercício do poder, à pequena autoridade local, e o que incumbe ao Estado central.

Aqueles que estavam convencidos que seriam eternamente incompreendidos e que tinham decidido fazer-se entender pela força. Resumidamente, os mais idealistas que acreditavam na revolução mundial, no Cheguevarismo e no Castrismo, decidiram, então, romper com o seu passado e renegar as suas origens, bem como as dos seus antepassados.

Foi então dada ordem aos mais vulneráveis deste grupo para se dispersarem e desaparecerem, precisamente para escaparem às rusgas dos visitantes nocturnos, para se encontrarem noutros lugares, com certos líderes, para vingarem a honra perdida e fazer justiça, devolvendo ao carrasco os golpes que ele lhes tinha infligido de bom grado!! Depressa foi procurado o responsável deste cataclismo e averiguado o nível hierárquico ao qual este pertencia.

A resposta não dava aso a qualquer tipo de dúvida: não, o califa não tem poder, o Caïd tão pouco, o guarda militar ou polícia não são ninguém e ainda menos os pobres Mokhaznis. Quanto ao governador, é "intocável" e de qualquer modo ninguém ousaria afirmar que o viu ou o ouviu, para poder testemunhar a sua existência real, nenhum dos membros deste staff pode ser considerado responsável destas "desgraças humanas".

Não, o responsável, é quem permitiu a esta escumalha de responsáveis locais de se comportarem como leões neste deserto largado ao Deus dará. Esta responsabilidade só pode incumbir à própria Administração marroquina, e não pode ser assumida por qualquer membro da administração, qualquer responsável ou funcionário e, de um modo geral, por todos os que tinham o direito e a possibilidade de abrir a boca!

É necessário, por conseguinte, vingar deste Estado que não soube, ou não pôde ou, pior ainda, não quis proteger os cidadãos, considerados como os mais pobres, embora se possam orgulhar de terem sido os mais fiéis. A decisão ergueu-se como um ideal, melhor ainda, como um mito, que infelizmente, com o passar do tempo se transformou em quimera que gerou um pesadelo.

Certamente, no início dos anos 70, estes jovens universitários marroquinos de origem saraui tinham reivindicações legítimas, de ordem política, económica e social, mas tratava-se de reivindicações de carácter interno, que tiveram lugar num quadro exclusivamente marroquino.

Estas reivindicações surgiram num momento difícil da história de Marrocos, num momento em que o Estado estava submetido a fortes pressões externas e internas. Podemos afirmar, sem equívoco, que naquela altura, ou seja, durante os anos 70, Marrocos não dispunha de qualquer poder ou força política capaz de responder de maneira positiva e favorável a uma reivindicação de carácter regional, por muito legítima que esta fosse.

Nesta altura, Marrocos estava confrontado com desafios enormes de ordem interna e externa. As prioridades eram outras, dadas as circunstâncias da época, dado que a conjuntura estava marcada por um contexto muito hostil de guerra fria e de incessantes conflitos entre árabes.

É por isso que uma parte deste grupo de universitários marroquinos de origem saraui que prosseguiam os seus estudos em Rabat, sentiu a vontade de vingança, após a repressão da manifestação de Tan-Tan, dos aprisionamentos, dos maus tratos e das torturas que se seguiram.

Estes maus tratos levaram estes jovens universitários a aliarem-se a certos países, num contexto de guerra fria e de conflitos entre árabes e entre africanos. Naquela altura, este tipo de alianças era perfeitamente permitido.

Estes estudantes universitários manifestaram esta vingança contra o seu próprio país de origem, isto é, Marrocos, do qual são originários os seus antepassados, todos os seus antepassados. Os seus pais lutaram incansavelmente, no âmbito do Exército de libertação, para a libertação do país onde estes jovens sarauis prosseguiram os seus estudos.

Os seus pais defenderam com ardor o sultão Mohammed V e prestaram fidelidade ao seu falecido filho, o Rei Hassan II. Havia que ter um pouco mais de bom senso. Nunca haviam de se ter esquecido que as autoridades marroquinas que eram, aquando da manifestação de Tan Tan em 1972, responsáveis pelos maus tratos, torturas e perseguições destes jovens universitários, também tinham sido vitimas de duas tentativas fracassadas de golpes de Estado.

Eis o panorama das grandes contradições de Marrocos dos anos 70.No entanto, todos estes motins não influenciaram o decorrer normal da história, pela simples razão que a questão do Sara é uma questão de descolonização entre Marrocos e a Espanha.

Tendo estado sob o protectorado de duas potências coloniais, a França e a Espanha, Marrocos teve que recuperar, gradualmente e por etapas sucessivas, a parte do território que estava sob o protectorado espanhol, começando pela zona do norte e Tanger em 1956, Tarfaya e Tan Tan em 1958, Sidi Ifni em 1969 e o Sara em 1975. Está marcado na história.

Isto sempre se verificou com a nossa vizinha e amiga Espanha. Todos os conflitos com este país, relacionados com o fim do protectorado, foram resolvidos pela negociação e através de vias pacíficas. Ora, os adversários de Marrocos, que fomentaram o conflito do Sara e se opõem à conclusão da sua integridade territorial, financiando e ajudando o movimento da Polisário, prepararam antecipadamente as condições desta oposição a Marrocos.

Resultado: este movimento tinha sido acolhido pela Argélia no seu território em Tindouf, devido às divergências existentes naquela época entre Marrocos e a Argélia, no que se refere às fronteiras comuns, e na altura em que Marrocos tinha concluído um acordo com Espanha, em conformidade com as relações históricas que sempre existiram entre os dois países.

De resto, Marrocos recuperou o seu Sara, através da negociação e do consenso, de acordo com o procedimento habitual que sempre manteve com a Espanha.

Tendo Marrocos recuperado as suas províncias do Sul, a Polisário não encontrou melhor idéia do que levar uma parte da população saraui para campos instalados no território argelino, aos quais foi posto o nome de campos dos refugiados, ou ainda, designados sob denominações fictícias, tais como campo de Laâyoune, campo de Smara, campo de Aouserd, ou campo de Dakhla.

A Polisário mentiu e manipulou a população que foi conduzida a Tindouf, na Argélia. Todos os Sarauis sabem que nos meses de Novembro e Dezembro de 1975, a Polisário tinha pedido a muitas pessoas para assistirem a reuniões em Gueltat Zemmour e quando essas pessoas se apresentaram para as ditas reuniões, foi-lhes pedido para se apresentarem para uma outra reunião em Bir Lahlou. Em seguida foi-lhes pedido que se reunissem em Tindouf, como armadilha para nunca mais os deixar sair de Tindouf.

Infelizmente, por falta de meios de transporte, a maior parte destes sequestrados ficou retida em Tindouf até hoje. Mas muitos deles aperceberam-se da armadilha e utilizaram todos os meios para regressar às suas casas, em Smara, Laâyoune, Dakhla e Aouserd.

Este facto verídico é do conhecimento dos Sarauis, pelo menos dos que tinham mais de 15 anos naquela altura. A Polisário premeditou, planeou e executou a instalação dos campos no território argelino.

Por que motivo a Polisario criou estes campos e continua a mantê-los num território que não é o seu, tomando por reféns as populações desmunidas de documentos de identificação, confinadas nos campos e sem liberdade de circulação?

Estas populações são vigiadas dia e noite pela Polisário que alista os seus filhos nas escolas, ensinando-lhes exclusivamente o ódio e inculcando-lhes o desespero. Perguntamo-nos quais são as razões humanamente aceitáveis que permitem a um grupo de líderes da Polisário de reter contra a sua vontade, durante mais de trinta anos, estas populações em campos? Qual é realmente o objectivo? Será uma moeda de troca?

Podemos adivinhar facilmente que sem a existência destes campos, o movimento político-militar chamado Polisário nunca teria existido. A existência da Polisário está directamente ligada à existência destes campos. Mas, esta política não leva a nenhum lado, e só poderá conduzir ao caos da deriva.

A própria existência destes campos num território hostil e em condições desumanas durante um tão longo período é uma violação flagrante dos direitos do homem.

Com que direito se pode deixar as pessoas viverem em tendas mais de 30 anos? Com que direito se pode impedir as pessoas de circularem livremente? Com que direito se pode alistar os seus filhos e inculcar o ódio e o desespero? Com que direito se pode impedir as pessoas de viverem como as outras? Com que direito se pode dispor, à vontade, da vida de uma parte da população saraui nos campos? Com que direito se pode vender a miséria humana às organizações de caridade internacionais?


São estas as verdadeiras e mais importantes violações dos direitos do homem, porque elas afectam a própria essencia do ser humano e a sua liberdade de escolher e de dispor de si próprio e da sua família.

A Polisário tem violado, constante e deliberadamente, os direitos do homem mais elementares há mais de 30 anos. Reteve prisioneiros marroquinos durante mais de 25 anos, que estiveram separados das suas famílias e dos seus pais no sofrimento total.

Qual a razão para ter infligido tanto sofrimentos a estes prisioneiros, que são seres humanos para todos os efeitos? Porque motivo os retiveram durante mais de 25 anos em condições insuportáveis, com todas as torturas físicas, psicológicas e morais que isto implica?

As perguntas são imensas, sem que se encontre uma única resposta justificável. Finalmente, este movimento foi obrigado a liberta-los sem qualquer contrapartida política. A Polisário instalou em seguida o seu Estado-maior em Hassi Rabouni, em Tindouf, e apropriou-se desde 1976 dos nomes de certas pessoas, sem qualquer fundamento jurídico, histórico e legítimo e sem a mínima consulta às populações sarauis.

A Polisário é um movimento político-militar que instituiu um sistema semelhante ao que existia nos países antigamente totalitários, com partido único, uma instituição única, uma estrutura única e uma burocracia única. O conjunto reunido num pensamento único.

Instaurou um controlo armado das populações que ele detém ou que controla, utilizando a ajuda alimentar como um instrumento de chantagem permanente e gere a população dos campos através de um sistema de controlo físico, psicológico e moral rígido, tipo Comissário político para cada actividade e serviço.

A frente instaurou os métodos de delação como meio de controlo e o alistamento permanente, ou melhor, a lavagem de cérebro dos jovens, dos adultos, como a deturpação da história ou a manipulação dos acontecimentos e o ensino do ódio como regra geral.

A Polisário é um produto de uma outra época, antes do desmoronamento do sistema totalitário, já quando o mundo começou a sofrer grandes alterações em 1991, ela permaneceu à margem destas mudanças: sem eleições livres, sem democracia, sem pluralidade, sem liberdade de expressão, sem liberdade de opinião e sem sociedade civil.

Impôs um hermetismo total e absoluto e uma compartimentação completa das estruturas de modo a que elas perdurem. Todos os movimentos de carácter político ou politico-militar semelhantes à Polisário desapareceram desde a queda do muro de Berlim. Quer mudaram de nome ou se autodissolveram, ou criaram novas estruturas correspondentes ao novo mundo globalizado, livre e democrático.

A Polisário, que pretende ser uma entidade independente, criou uma certa República Árabe Saraui Democrática (RASD), dando, ao mesmo tempo, às terras libertadas por Marrocos, o nome de Sara Ocidental ou de territórios ocupados.

Esta "RASD" está em contradição flagrante com o pedido da Polisário de um referendo de autodeterminação.

Como se pode pedir um referendo de autodeterminação para todos os Sarauis e responder antecipadamente ao seu desejo e à sua vontade criando uma entidade que não tem nenhuma base moral, histórica ou democrática?

Estes são exactamente os métodos dos movimentos totalitários antidemocráticos. Trata-se de uma prática muito conhecida, de responder em nome do povo às perguntas que não lhe são directamente feitas. A proclamação unilateral, por parte da Polisário, da "RASD" é uma violação flagrante do direito internacional. Trata-se do desrespeito da vontade do povo, o desrespeito das regras da democracia e a vontade deliberada e premeditada de obter lucros políticos através da fraude e da mentira.

É precisamente por isso que a Polisário desacreditou o seu pedido de autodeterminação livre para o povo saraui, manipulando as respostas dadas antecipadamente. Não podemos presumir que ela respeite a decisão do sarauis, uma vez que responde, por eles, antecipadamente. Não podemos pretender ser honestos e responder pelos outros. Não podemos dizer que somos fracos e ao mesmo tempo ludibriar nos princípios.

Ninguém pode dizer que existe um direito de autodeterminação dos povos de decidir do seu futuro livremente, sem qualquer pressão de qualquer parte que seja, e desacreditar-se respondendo antecipadamente a uma questão que ainda não foi levantada.

Ninguém pode dizer que é honesto, tendo anteriormente enganado. A "RASD" não tem qualquer existência territorial, ela instalou-se em Tindouf, na Argélia, e não tem povo, porque a única população de que dispõe, compõe-se de retidos dos campos que detém e controla contra a sua vontade, não é o resultado de uma eleição. Ela não dispõe de qualquer atributo de soberania, só existe na Internet e nas instituições fictícias no território de um país estrangeiro.

A Polisário, que instaurou em Tindouf instituições fictícias, tais como o governo saraui, a cruz vermelha saraui (CRS), a união da mulher saraui, a união da juventude saraui, não faz quaisquer diligências para organizar no solo argelino festividades comemorativas, como por exemplo: o 27 de Fevereiro, o 10 de Maio, o 20 de Maio ou ainda o 12 de Outubro.

Desde a sua criação, a Polisário tinha nomeado o seu primeiro secretário-geral Chahid El Ouali que foi sucedido pelo denominado Mohamed Abdelaziz, nomeado em seguida presidente, secretário-geral da Polisário ou chefe da Polisário.

A frente também não deixou de criar os seus meios de comunicação social de propaganda para apoiar as suas teses separatistas, nomeadamente "a agência de imprensa saraui", (SPS), "Rádio Sahara" ou ainda "Rádio Polisário" lançando-se de corpo e alma numa quimera absoluta sobre a questão do Sara.

De facto, quando perdeu a guerra e após o fracasso do projecto do referendo, que de resto, é irrealizável visto que seria necessário alterar todas as fronteiras, a Polisário começou a afirmar, a quem a quisesse ouvir, que o Sara é um território ocupado por Marrocos e que esta região sofre todas as formas de repressão política e de violações dos direitos do homem.

A Polisário não está em posição de poder dar lições em matéria de direitos do homem a quem quer que seja. Todos sabem que as fronteiras na região do norte oeste africano, nomeadamente os confins maroco-algéro-mauritano-malianos, foram traçados com uma régua, no momento da divisão desta parte dos territórios africanos, entre a França e a Espanha.

As fronteiras actuais não obedecem a qualquer critério de ordem geográfica, humana ou de qualquer outro tipo. Pode-se dizer, com toda a certeza, que estas fronteiras foram traçadas arbitrariamente aquando da partilha. É a razão fundamental que deu origem ao fracasso do projecto do referendo.

Os sarauis não se encontram só em Marrocos. Toda a parte do sul ocidental da Argélia, de Bechar até à fronteira mauritano-maliana, é uma região de tribos sarauis, assim como toda a parte do noroeste do território da Mauritânia e o extremo norte do Mali entre Tombouctou e a fronteira argelina, passando por Taoudenni.

É por isso que, para ter um referendo de autodeterminação livre, democrática, justa, honesta e global que permita a todos os Sarauis, sem excepção, se pronunciarem sobre o seu futuro, como o desejava as Nações Unidas, no seu plano de resolução inicial, seria indispensável alterar as fronteiras dos quatro países em causa, nomeadamente de Marrocos, Argélia, Mauritânia e Mali, de modo a que fosse possível dispor ao mesmo tempo das populações sarauis e do seu espaço geográfico e histórico, antigo e actual.

Estas mudanças de fronteiras são obviamente impossíveis, ilógicas e desprovidas de qualquer carácter de responsabilidade. Por conseguinte, o referendo baseado na identificação é, também, impossível de se realizar. Qualquer insistência em organizá-lo é uma vontade deliberada de eternizar inutilmente o conflito e o sofrimento das populações. Na mesma ordem de ideias, a Polisário não hesitou em criar mais instituições, totalmente fabricadas, com a cumplicidade de certas pessoas anti-marroquinas, por diversas razões, como é o caso das associações de amizade com o povo saraui, as associações dos direitos do homem, as associações de solidariedade com o povo saraui, as associações de solidariedade com a RASD, as associações de ajudas humanitárias, a Associação Chahid El Ouali, a associação Oum Driga, a associação dos amigos do Sara ocidental, ou a associação dos amigos do povo saraui.

Embora a Organização das Nações Unidas (ONU) tenha concluído a impossibilidade de organizar um referendo para o Sara, sem a mudança das fronteiras, a Polisario não encontrou nada melhor do que inventar a questão da autodeterminação, argumentando que esta, através do referendo, só pode conduzir ao separatismo.

No entanto, a carta da ONU, que constitui a mais alta jurisprudência a nível internacional, estipula que a autodeterminação deve ter em conta a unidade e a integridade territorial do país e que a autonomia permanece uma das melhores fórmulas da autodeterminação.

Esta autonomia existe nos países ocidentais mais desenvolvidos do mundo. É por isso que, a comunidade internacional denunciou a Organização da União Africana (OAU), por ter violado deliberadamente o direito internacional reconhecendo a fantasmagórica "RASD", do mesmo modo que a instituição que a substituiu, a União Africana (UA), que desviou igualmente do direito internacional, reconhecendo uma entidade que foi declarada por um movimento politico-militar e não com base numa consulta referendária .

Em contrapartida, o resto das organizações internacionais, como a ONU, os países não alinhados, a Liga árabe, a Organização da Conferência Islâmica (OCI), a União Europeia (UE) e a União Asiática, recusaram categoricamente de negar o direito internacional e conformaram-se com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, ou seja, encontrar uma solução política e consensual para o conflito estéril do Sara, através da negociação e do diálogo.

Com efeito, este conflito impediu a construção da União do Magrebe árabe (UMA), obstruiu todos os acordos entre os países irmãos vizinhos, Marrocos e Argélia, e impediu as famílias sarauis de regressar às suas casas para viver com os seus familiares.

Criou igualmente uma fonte de tensão no noroeste de África e fomentou a proliferação do tráfico humano, nomeadamente a imigração clandestina, o tráfico de armas e de droga, o desvio de todos os tipos de mercadorias nos campos, bem como o aparecimento do terrorismo.

A ONU envia com frequência, a estes campos, delegações do Programa Alimentar Mundial (PMA) e do Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR) a fim de inquirir sobre a má gestão e sobre o desvio da ajuda humanitária procedente destas instâncias e da Direcção da ajuda humanitária europeia (ECHO), destinada, em princípio, aos retidos destes campos.

O desvio da ajuda humanitária foi confirmado por várias ONG internacionais, nomeadamente "US Committee for Refugees and Imigrantes (USCRI)", “La Fondation France-Libertés” e o “European Strategic Inteligency And Security Center” (ESISC).

Estas Organizações chamaram, várias vezes, a atenção da Comunidade internacional para este fenómeno de desvio e sobre o seu impacto na situação humanitária das populações retidas nos campos de Tindouf, na Argélia.

Apesar desta triste história, a Polisário pode ainda redimir-se e retornar à razão. É inútil de se obstinar e continuar no erro. A victória nunca pertenceu aos radicalistas. Hoje, a história dá a oportunidade à Polisário de concluir um acordo honroso e vantajoso para as nossas populações e as nossas famílias.


Hoje, a história oferece à Polisário a ocasião de abrir as portas da esperança, de fazer esquecer os sofrimentos, os erros e os incumprimentos morais. Hoje, a história oferece uma ocasião em ouro à Polisário para aceitar a única solução possível, a única realizável, a mais adequada, isto é, a autonomia política, sob a soberania do Reino de Marrocos.

Se a Polisário tem um mínimo de sentimentos ou um mínimo de respeito para com os Sarauis, deveria aproveitar esta oportunidade histórica.

A Polisário deve sair da armadilha onde se encontra e não deve servir os interesses de outrem, ou ser utilizada contra os interesses do Reino de Marrocos por uma questão de hegemonia política.

sarita disse...

Le représentant du Polisario à Madrid cité à comparaître devant un tribunal espagnol pour esclavagisme

Le représentant du Polisario à Madrid, Brahim Ghali, doit comparaître le 10 décembre devant un tribunal de Murcia, suite à une plainte pour esclavagisme à Tindouf.


Soltana n’aurait peut-être jamais imaginé que ses bourreaux soient un jour traduits en justice. Aujourd’hui, elle peut même crier victoire face à ses geôliers. Elle a réussi, grâce à ses parents adoptifs en Espagne, à porter une affaire digne d’un autre âge devant un tribunal de Murcia. Les péripéties remontent à l’été 2002, quand cette fille, âgée de 14 ans, est arrivée à Murcia, en provenance des camps de Tindouf, à l’invitation de «l’Association des amis du peuple sahraoui», à l’origine des colonies de vacances organisées à Murcia au profit des enfants de Tindouf. Passées les vacances, et alors que les enfants sahraouis se préparaient à regagner les camps du Polisario, l’ONG espagnole découvrira que la petite Soltana s’était enfuie. Elle sera retrouvée dans un centre d’accueil des mineurs nommée Santo Angel, basé à Murcia. «Je veux plutôt mourir en Espagne que retourner à Tindouf », dira la petite Soltana, après avoir été interrogée par la présidente de l’ONG «amie du peuple sahraoui», Rosa Maria Sanchèz, citée par le quotidien El Païs, dans son édition du 17 janvier 2007. Cette dernière, connue pour sa sympathie à l’égard du Polisario, ne savait pratiquement pas qu’elle allait se trouver au cœur d’un scandale inédit.
Elle réalisera, avec son époux Gregorio Martinez, que la petite Soltana, au teint noir, était employée en tant qu’esclave par une famille sahraouie appelée El Bardi, qui n’avait pas la même couleur de peau qu’elle, et que sa mère biologique était originaire de la région de Zouérate, en Mauritanie. Informée de l’affaire, une ONG mauritanienne chargée de la lutte contre l’esclavage ouvre une enquête.
Cette ONG n’est autre que SOS Esclave, en pointe dans le combat contre la pratique de l’esclavage en Mauritanie. « Après plusieurs interviews avec Knana (mère biologique), notre représentant en Zouérate (lieu de naissance de Soltana) pense que c’est fort probable que Gueiwarra El Bardi (employeur de Soltana à Tindouf) soient les “propriétaires” de Knana et de sa fille», conclut l’enquête de SOS Esclave, citée par le quotidien El Païs, le 12 mars 2007. Une conclusion qui sera confirmée par des témoignages émouvants de la petite Soltana. «Quand j’étais petite, ma mère (Knana Saleck) m’a abandonné avec une autre famille (El Bardi) afin de me traiter aussi mal (…) Etre esclave chez cette famille était très dur (…) Si je ne me réveille pas pour le matin, on me réveille avec de l’eau froide», témoigne la petite Soltana, sur les colonnes de la presse espagnole. Un témoignage à la limite d’un véritable coup de massue. Mais voilà : Aux grands maux, les grands remèdes. La présidente de cette ONG, Rosa Maria Sanchèz, décide de devenir la mère adoptive de la petite Soltana. Et ce n’est pas tout … Rosa Maria était convaincue que ce geste n’était pas pour panser la plaie profonde de Soltana. Elle a décidé de porter l’affaire devant la justice, en poursuivant «les amis d’hier» devenus «les ennemis d’aujourd’hui». Elle portera plainte contre la direction du Polisario, auprès d’un tribunal de Murcia. Le représentant du Polisario à Madrid est cité à comparaître le 10 décembre devant ce tribunal, où il sera confronté aux témoignages de la petite Soltana. Une fille qui porte bien son nom, puisque d’esclave elle devient désormais le symbole de la lutte contre l’esclavage dans les camps de l’horreur.




Indignation de la
communauté internationale


Une vague d'indignation se déclenche suite aux témoignages livrés sur l'esclavage à Tindouf par deux reporters australiens, sur la base de leur investigation en mai dernier dans les camps de Lahmada. Les deux reporters, Violeta Ayala et Daniel Fallshaw, qui se trouvent actuellement en voyage aux Etats-Unis, avaient rédigé un rapport cinglant sur cette pratique institutionnalisée et courante dans les camps, suscitant des réactions énergiques de la part de plusieurs organismes internationaux. Le Comité américain pour les réfugiés et les immigrants a récemment réagi à la poursuite de cette pratique, en précisant que ces actes, avalisés par la direction du Polisario, viennent remettre sur le tapis la question des violations des droits de l'Homme devenues « endémiques » à Tindouf. Une association des Marocains établis aux Etats-Unis a par ailleurs saisi le secrétaire général de l'ONU, dans une récente lettre où elle a appelé Ban Ki-moon à ouvrir une enquête sur cette affaire. «A l'heure où les Nations unies et son Conseil des droits de l'Homme s'activent pour défendre et protéger les droits de l'Homme, l'esclavage semble être une pratique institutionnalisée dans les camps de Tindouf», écrit l'Association «Le Congrès des Marocains aux Etats-Unis». Une autre ONG américaine, nommée «Together Fundation», a invité dernièrement des journalistes accrédités auprès de l'ONU, à suivre un film documentaire réalisé par les deux journalistes australiens auprès d'esclaves séquestrés à Tindouf.

Agry disse...

VALE A PENA LER EDUARDO GALEANO
Muros, por Eduardo Galeano E nada, nada de nada, se fala do Muro de Marrocos, que desde há vinte anos perpetua a ocupação marroquina do Saara ocidental. Este muro, minado de ponta a ponta e de ponta a ponta vigiado por milhares de soldados, mede sessenta vezes mais que o Muro de Berlim.
O Muro de Berlim era a notícia de cada dia. Da manhã à noite líamos, víamos, escutávamos: o Muro da Vergonha, o Muro da Infâmia, a Cortina de Ferro...
Por fim, esse muro, que merecia cair, caiu. Mas outros muros brotaram, continuam a brotar, no mundo, e ainda que sejam bem maiores que o de Berlim, deles fala-se pouco ou nada.
Pouco se fala do muro que os Estados Unidos estão a alçar na fronteira mexicana, e pouco se fala do arame farpado de Ceuta e Melilla.
Quase nada se fala do Muro da Cisjordânia, que perpetua a ocupação israelita de terras palestinianas e daqui a pouco será quinze vezes mais longo do que o Muro de Berlim.
E nada, nada de nada, se fala do Muro de Marrocos, que desde há vinte anos perpetua a ocupação marroquina do Saara ocidental. Este muro, minado de ponta a ponta e de ponta a ponta vigiado por milhares de soldados, mede sessenta vezes mais que o Muro de Berlim.
Por que será que há muros tão altissonantes e muros tão mudos? Será devido aos muros da incomunicação, que os grandes meios de comunicação constroem em cada dia?
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Em Julho de 2004, o Tribunal Internacional de Justiça de Haia sentenciou que o Muro da Cisjordânia violava o direito internacional e mandou que fosse demolido. Até agora, Israel não se inteirou.
Em Outubro de 1975, o mesmo Tribunal tinha opinado: «Não se estabelece a existência de vínculo algum de soberania entre o Saara Ocidental e Marrocos». Ficamos curtos se dissermos que Marrocos foi surdo. Foi pior: no dia seguinte a esta resolução, desencadeou a invasão, a chamada Marcha verde, e pouco depois apoderou-se a sangue e fogo dessas vastas terras alheias e expulsou a maioria da população.
E aí continua.
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Mil e uma resoluções das Nações Unidas confirmaram o direito à autodeterminação do povo sarauí.
De que serviram essas resoluções? Ia fazer-se um plebiscito, para que a população decidisse o seu destino. Para assegurar a vitória, o monarca de Marrocos encheu de marroquinos o território invadido. Mas em pouco tempo, nem sequer os marroquinos foram dignos da sua confiança. E o rei, que tinha dito que sim, disse que quem sabe. E depois disse que não, e agora o seu filho, herdeiro do trono, também diz que não. A negativa equivale a uma confissão. Negando o direito de voto, Marrocos confessa que roubou um país.
Continuaremos a aceitá-lo, como se nada fosse? Aceitando que na democracia universal os súbditos só podem exercer o direito de obediência?
De que serviram as mil e uma resoluções das Nações Unidas contra a ocupação israelita dos territórios palestinianos? E as mil e uma resoluções contra o bloqueio de Cuba?
O velho provérbio ensina:
- A hipocrisia é o imposto que o vício paga à virtude.
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O patriotismo é, hoje em dia, um privilégio das nações dominantes. Quando é praticado pelas nações dominadas, o patriotismo torna-se suspeito de populismo ou terrorismo, ou simplesmente não merece a menor atenção.
Os patriotas sarauís, que desde há trinta anos lutam para recuperar o seu lugar no mundo, conseguiram o reconhecimento diplomático de oitenta e dois países. Entre eles, o meu país, o Uruguai, que recentemente se juntou à grande maioria dos países latino-americanos e africanos.
Mas a Europa, não. Nenhum país europeu reconheceu a República Sarauí. Espanha, também não. Este é um grave caso de irresponsabilidade, ou talvez de amnésia, ou pelo menos de desamor. Até há trinta anos o Saara era colónia de Espanha, e Espanha tinha o dever legal e moral de amparar a sua independência.
Que deixou ali o domínio imperial? Ao fim de um século, quantos universitários formou? Ao todo, três: um médico, um advogado e um perito mercantil. Isso deixou. E deixou uma traição. Espanha serviu em bandeja essa terra e essas gentes para que fossem devoradas pelo reino de Marrocos. Desde então, o Saara é a última colónia de África. Usurparam-lhe a independência.
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Por que será que os olhos se negam a ver o que rompe os olhos?
Será porque os sarauís foram uma moeda de troca, oferecida por empresas e países que compram a Marrocos o que Marrocos vende, ainda que não seja seu?
Há um par de anos, Javier Corcuera entrevistou, num hospital de Bagdade, uma vítima dos bombardeamentos contra o Iraque. Uma bomba tinha-lhe destroçado um braço. E ela, que tinha oito anos de idade e tinha sofrido onze operações, disse:
- Oxalá não tivéssemos petróleo.
Talvez o povo do Saara seja culpado porque na sua longa costa reside o maior tesouro pesqueiro do oceano Atlântico e porque sob as imensidões de areia, que tão vazias parecem, jaz a maior reserva mundial de fosfatos e talvez também haja petróleo, gás e urânio.
No Corão poderia estar, ainda que não esteja, esta profecia:
- As riquezas naturais serão a maldição das pessoas.
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Os acampamentos de refugiados, no sul da Argélia, estão no mais deserto dos desertos. É um vastíssimo nada, rodeado de nada, onde só crescem as pedras. E no entanto, nessas aridezes, e nas zonas libertadas, que não são muito melhores, os sarauís foram capazes de criar a sociedade mais aberta, e a menos machista, de todo o mundo muçulmano.
Este milagre dos sarauís, que são muito pobres e muito poucos, não só se explica pela sua porfiada vontade de ser livres, que, isso sim, sobra nesses lugares onde tudo falta: também se explica, em grande parte, pela solidariedade internacional.
E a maior parte da ajuda provém dos povos de Espanha. A sua energia solidária, memória e fonte de dignidade, é bem mais poderosa que os vaivéns das governações e os mesquinhos cálculos das empresas.
Digo solidariedade, não caridade. A caridade humilha. Não se equivoca o provérbio africano que diz:
- A mão que recebe está sempre debaixo da mão que dá.
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Os sarauís esperam. Estão condenados a pena de angústia perpétua e de perpétua nostalgia. Os acampamentos de refugiados levam os nomes das suas cidades sequestradas, dos seus perdidos lugares de encontro, das suas querenças: El Aiun, Smara...
Eles chamam-se filhos das nuvens, porque desde sempre perseguem a chuva.
Desde há mais de trinta anos perseguem, também, a justiça, que no mundo do nosso tempo parece mais esquiva que a água no deserto.

sarita disse...

É tão fácil falar (quando se vive "na outra banda"), como criticar os factos que mais se assemelham às nossas aversões pessoais e, tudo isto, sentado numa rica poltrona, dá-nos aquela "sensação de bem-estar", de "militar" pela "justa causa", mesmo quando estamos bem longe da verdade. Por vezes, seria melhor ver primeiro e depois crer! espreite aqui e, se entender Francês ficará mais elucidado sobre a Polisário:

http://www.dailymotion.com/video/xm65h_polisario-bande-de-terroristes_news

AGRY disse...

Terá de concordar que não está a ser justa pois tenho publicado tudo que me enviou e com uma extensão que seria recusada pela maior parte dos bloggers.Por outro lado, eu não me pronunciei.Limitei a postar a sua opinião e, recentemente, a de Eduardo Galeano.Agora,gostaria que clarificasse a sua opinião, isto é, as suas criticas são dirigidas a quem, em concreto?

sarita disse...

Desculpe se algo o feriu, mas não era essa a minha intenção.
Obrigada pela disvulgaçao das minhas mensagens. As minhas mensagens são sempre CONTRA a Polisario e SEMPRE A FAVOR DO SARA MARROQUINO, porque o que circula na imprensa portuguesa é exclusivamente fruto da propaganda dos membros da Polisario ou da imprensa argelina (Pro-Polisario, que estão bem longe da realidade. Estou em contacto com centendas de sarauis todos os dias, que rogam a Deus para que o Sara seja autonomo sob a soberania de Marrocos e, milhares de familias de sarauis vivem divididas por causa da polisario que sequestrou uma parte das suas familias nos campos, onde a vida é uma miséria, estando submetidos a lavagem ao cérebro desde a tenra idade. Já agora,veja este site e conheça todos os métodos de persuasão utilizados pela Polisário:


www.endoctrinement.com

Pura violação dos direitos humanos!!!!

E BOAS FESTAS caro amigo!

AGRY disse...

Sarita
As suas mensagens, como vê, sempre serão tratadas com todo o respeito que me merecem. Não sou, propriamente, um fundamentalista e , por isso, não posso (nem quero) fechar os olhos perante comentários que, de algum modo, contestem os meus ou os textos por mim "publicados"
Boas festas para si e apareça sempre que quiser
Abraço

Anónimo disse...

Desculpe de algo o feriu, mas longe de mim tal intenção. Antes pelo contrario, tenho a agradecê-lo por divulgar as minhas mensagens.
Não estou contra si, mas contra a propaganda, a Polisario, e A FAVOR DO SARA MARROQUINO. O que circula na imprensa portuguesa é mero fruto da propaganda da Polisario, ou da imprensa Argelina (Pro-Polisario), que se aproveitam da dificuldade que certos países têm em conhecer a realidade, nem que seja pelo facto de as noticias, muitas vezes chegarem em língua estrangeira.

A Polisario emprega métodos para reter os sarauis nos seus campos, continuando assim a guardar as rédeas da manipulação e a alimentar a sua propaganda. Mas até quando???? O povo saraui marroquino, de quem eu conheço largas centenas, rezam todos os dias a Deus pela autonomia do Sara sob a soberania marroquina, pois estão conscientes que seria a melhor solução para aquela região, e para nos todos, a nível de segurança, só que os portugueses não estão conscientes desse facto. Poderá alguém ainda acreditar na boa fé da Polisario que faz lavagem ao cérebro dos sarauis retidos nos campos? Será que ninguém se apercebe que quem tem campos daquele tipo, para formatar gente, também poderá formatá-los para o terrorismo?

Conheça todos os métodos de persuasão utilizados pela Polisário, visitando o site:

www.endoctrinement.com


Aqui lhe deixo também os meus votos de muito BOAS FESTAS !!!

SARITA

sarita disse...

Tindouf : 40° à l'ombre
Ecrit par Abdelhak Kettani
24-11-2007
Barbelés, miradors, Jeeps, armes légères, l’arsenal est de poids. Les hommes plaisantent entre eux, puis ouvrent la barrière pour laisser un blindé léger pénétrer dans le camp. Pourtant, pas d’adversaire en vue, tout juste quelques gamins qui jouent au football. Une femme veut aller tirer de l’eau, elle doit d’abord passer par les gardes, qui s’assurent qu’elle ne transporte rien d’autre qu’un seau vide.Quelques dizaines de tentes viennent briser la monotonie du paysage. Plusieurs milliers de personnes vivent ici.Nous sommes à Tindouf, sud de l’Algérie, 40° à l’ombre, 90 000 civils et presque autant de militaires.Nous sommes bien en 2007, bienvenue dans l’enfer des camps du Polisario.Depuis 30 ans, au mépris de tous les droits humains les plus élémentaires, des milliers de personnes issues du Sahara Marocain sont enfermées, leurs gestes épiés, leurs déplacements contrôlés, leur nourriture revendue, leurs esprits conditionnés, tout cela, pour un but, un seul : permettre à la République Algérienne Démocratique et Populaire d’assouvir sa stratégie de puissance régionale. Comment cette escroquerie de l’histoire a pu se dérouler dans le silence assourdissant de la communauté internationale ? La réponse est complexe, elle part d’Alger, passe par la Havane, a des ramifications à Lagos, transite par Pretoria, et se retrouve au conseil de sécurité de l’ONU, alors que le fond de l’affaire est d’une limpidité cristalline : aujourd’hui, en 2007, des milliers de personnes sont enfermés dans des camps, dirigés par le même clan depuis les origines, et surveillés par une armée de métier.Intimidations, tortures, disparitions inexpliquées, toute la gamme d’exactions a été exploitée par les dirigeants du Front Polisario pour assurer un contrôle total sur les corps et les esprits des habitants des camps de Tindouf. Aujourd’hui, il est temps que cela cesse…


« Ma mémoire a été violée… »
Ecrit par Saïd Mokhtari
25-11-2007
Ses mains repliées, paralysées à jamais, témoignent des stigmates de sa longue détention au sein des camps de Tindouf. Le Capitaine K., emprisonné à l’âge de 30 ans, a passé plus de la moitié de sa vie enfermé dans les geôles du Polisario. Son visage est digne, malgré les humiliations, les tortures, la faim, et une attente interminable. « Je n’ai jamais douté que je reviendrais au Maroc » nous dit-il. Pourtant, le Capitaine K est détenteur d’un record dont il aurait pu bien se passer, il fait partie des plus anciens prisonniers politiques au monde.La description de ses conditions de détention avec ses camarades ne laisse aucun doute sur l’inhumanité de ses geôliers. « En 30 ans, je n’ai jamais vu un soldat du Front Polisario, ce sont les militaires algériens qui gardaient notre prison, et qui assuraient les nombreux transferts ». Enlevé à la fleur de l’âge, le Capitaine K. n’aura pas vu ses enfants grandir. « Etre prisonnier, ça veut dire la perte de la notion du temps, les moments d’espoir se succédaient à ceux de découragement profond, notre vie a réellement changée le jour où, après avoir corrompu nos gardiens, nous avons pu avoir une télévision, ce qui nous permettait de voir les images de la mère patrie. A partir de là, tout à changé, nous nous rendions bien compte que notre pays faisait tout pour nous rapatrier, mais que le Front Polisario niait nous avoir comme otages » il poursuit : « Mon plus grand choc a été l’arrivée à Agadir, je ne reconnaissais presque rien, les routes, les bâtiments, j’avais oublié qu’il était possible de respirer sans un sentiment d’oppression, pendant trois mois, je suis resté enfermé chez ma fille, je refusais de voir l’extérieur, ma mémoire a été violée ».





Les geôliers bientôt prisonniers : La justice internationale rattrape le Polisario et l’Algérie

Ecrit par Abdelhak Kettani
14-12-2007
C’est une véritable « bombe » médiatique qui a été lancée aujourd’hui 14 Décembre 2007 à travers la plainte de victimes sahraouies auprès de l’audience Nationale Espagnole pour « Génocide et Terrorisme » à l’encontre de 28 hauts responsables du Polisario et de l’Algérie. Fait inédit, c’est la première fois que la Justice Internationale s’intéresse au cas des « Geôliers de Tindouf » et à leurs victimes. C’est donc une véritable prise de conscience de l’opinion publique internationale qui est en train de s’amorcer, alors que des soupçons de pratiques d’esclavagisme au sein des camps de Tindouf se font de plus en plus précis. , Saadani Maoulainine, Dahi Aguai, et Hosein Baida Abdelaziz ont décidé de porter leur combat pour la reconnaissance des exactions dont ils ont été victimes ainsi que leur famille sur le front de la Justice Internationale. Quiconque méprise le sens de l’histoire risque de se prendre une baffe, et les professionnels de l’univers carcéral que sont les membres du front Polisario et la sécurité militaire algérienne entendent maintenant un bruit de clés lancinant, celui des barreaux qui se refermeront bientôt sur eux…la liste exhaustive dans la suite.1. SIDAHMED BATTAL.2. SIDI WAGAG.3. EL JALIL AHMED.4. BRAHIM GHALI.5. JANDOUD MOHAMED.6. ABDELWODOUD EL FERI.7. MOHAMED SALEM SANOUSSI "SALAZAR".8.TALEB HAIDAR.9. BRAHIM BEIDILA.10. MAHJOUB "LINCOLN".11. MOHAMED LAMINE BUHALI.12. EDDA HMOIM.13. AHMEDU BAD.14. ALI DABBA.15. BACHIR MOUSTAFA SAYED.16. MOHAMED JADAD.17. MOLUD LEHSEN.18. MOHAMED HNYA "DERBALI".19. MOHAMED ALI HNYA "DEGAULLE".20. LUCHAA OBEID.21. MOLUD DIDI.22. MAHFOUD HMEINA DUIHI "ALI BEIBA".23. MOHAMED FADELN "JAPON S".24. GENERAL LAMARI.25. NABIL "KADOUR".26. NADIM BENASER.27. MAHFOUD.28. ABDERRAMAN BOUH "MICHEL".

sarita disse...

Tindouf : 40° à l'ombre
Ecrit par Abdelhak Kettani
24-11-2007
Barbelés, miradors, Jeeps, armes légères, l’arsenal est de poids. Les hommes plaisantent entre eux, puis ouvrent la barrière pour laisser un blindé léger pénétrer dans le camp. Pourtant, pas d’adversaire en vue, tout juste quelques gamins qui jouent au football. Une femme veut aller tirer de l’eau, elle doit d’abord passer par les gardes, qui s’assurent qu’elle ne transporte rien d’autre qu’un seau vide.Quelques dizaines de tentes viennent briser la monotonie du paysage. Plusieurs milliers de personnes vivent ici.Nous sommes à Tindouf, sud de l’Algérie, 40° à l’ombre, 90 000 civils et presque autant de militaires.Nous sommes bien en 2007, bienvenue dans l’enfer des camps du Polisario.Depuis 30 ans, au mépris de tous les droits humains les plus élémentaires, des milliers de personnes issues du Sahara Marocain sont enfermées, leurs gestes épiés, leurs déplacements contrôlés, leur nourriture revendue, leurs esprits conditionnés, tout cela, pour un but, un seul : permettre à la République Algérienne Démocratique et Populaire d’assouvir sa stratégie de puissance régionale. Comment cette escroquerie de l’histoire a pu se dérouler dans le silence assourdissant de la communauté internationale ? La réponse est complexe, elle part d’Alger, passe par la Havane, a des ramifications à Lagos, transite par Pretoria, et se retrouve au conseil de sécurité de l’ONU, alors que le fond de l’affaire est d’une limpidité cristalline : aujourd’hui, en 2007, des milliers de personnes sont enfermés dans des camps, dirigés par le même clan depuis les origines, et surveillés par une armée de métier.Intimidations, tortures, disparitions inexpliquées, toute la gamme d’exactions a été exploitée par les dirigeants du Front Polisario pour assurer un contrôle total sur les corps et les esprits des habitants des camps de Tindouf. Aujourd’hui, il est temps que cela cesse…


« Ma mémoire a été violée… »
Ecrit par Saïd Mokhtari
25-11-2007
Ses mains repliées, paralysées à jamais, témoignent des stigmates de sa longue détention au sein des camps de Tindouf. Le Capitaine K., emprisonné à l’âge de 30 ans, a passé plus de la moitié de sa vie enfermé dans les geôles du Polisario. Son visage est digne, malgré les humiliations, les tortures, la faim, et une attente interminable. « Je n’ai jamais douté que je reviendrais au Maroc » nous dit-il. Pourtant, le Capitaine K est détenteur d’un record dont il aurait pu bien se passer, il fait partie des plus anciens prisonniers politiques au monde.La description de ses conditions de détention avec ses camarades ne laisse aucun doute sur l’inhumanité de ses geôliers. « En 30 ans, je n’ai jamais vu un soldat du Front Polisario, ce sont les militaires algériens qui gardaient notre prison, et qui assuraient les nombreux transferts ». Enlevé à la fleur de l’âge, le Capitaine K. n’aura pas vu ses enfants grandir. « Etre prisonnier, ça veut dire la perte de la notion du temps, les moments d’espoir se succédaient à ceux de découragement profond, notre vie a réellement changée le jour où, après avoir corrompu nos gardiens, nous avons pu avoir une télévision, ce qui nous permettait de voir les images de la mère patrie. A partir de là, tout à changé, nous nous rendions bien compte que notre pays faisait tout pour nous rapatrier, mais que le Front Polisario niait nous avoir comme otages » il poursuit : « Mon plus grand choc a été l’arrivée à Agadir, je ne reconnaissais presque rien, les routes, les bâtiments, j’avais oublié qu’il était possible de respirer sans un sentiment d’oppression, pendant trois mois, je suis resté enfermé chez ma fille, je refusais de voir l’extérieur, ma mémoire a été violée ».





Les geôliers bientôt prisonniers : La justice internationale rattrape le Polisario et l’Algérie

Ecrit par Abdelhak Kettani
14-12-2007
C’est une véritable « bombe » médiatique qui a été lancée aujourd’hui 14 Décembre 2007 à travers la plainte de victimes sahraouies auprès de l’audience Nationale Espagnole pour « Génocide et Terrorisme » à l’encontre de 28 hauts responsables du Polisario et de l’Algérie. Fait inédit, c’est la première fois que la Justice Internationale s’intéresse au cas des « Geôliers de Tindouf » et à leurs victimes. C’est donc une véritable prise de conscience de l’opinion publique internationale qui est en train de s’amorcer, alors que des soupçons de pratiques d’esclavagisme au sein des camps de Tindouf se font de plus en plus précis. , Saadani Maoulainine, Dahi Aguai, et Hosein Baida Abdelaziz ont décidé de porter leur combat pour la reconnaissance des exactions dont ils ont été victimes ainsi que leur famille sur le front de la Justice Internationale. Quiconque méprise le sens de l’histoire risque de se prendre une baffe, et les professionnels de l’univers carcéral que sont les membres du front Polisario et la sécurité militaire algérienne entendent maintenant un bruit de clés lancinant, celui des barreaux qui se refermeront bientôt sur eux…la liste exhaustive dans la suite.1. SIDAHMED BATTAL.2. SIDI WAGAG.3. EL JALIL AHMED.4. BRAHIM GHALI.5. JANDOUD MOHAMED.6. ABDELWODOUD EL FERI.7. MOHAMED SALEM SANOUSSI "SALAZAR".8.TALEB HAIDAR.9. BRAHIM BEIDILA.10. MAHJOUB "LINCOLN".11. MOHAMED LAMINE BUHALI.12. EDDA HMOIM.13. AHMEDU BAD.14. ALI DABBA.15. BACHIR MOUSTAFA SAYED.16. MOHAMED JADAD.17. MOLUD LEHSEN.18. MOHAMED HNYA "DERBALI".19. MOHAMED ALI HNYA "DEGAULLE".20. LUCHAA OBEID.21. MOLUD DIDI.22. MAHFOUD HMEINA DUIHI "ALI BEIBA".23. MOHAMED FADELN "JAPON S".24. GENERAL LAMARI.25. NABIL "KADOUR".26. NADIM BENASER.27. MAHFOUD.28. ABDERRAMAN BOUH "MICHEL".

Anónimo disse...

sábado, diciembre 22, 2007
El Polisario presiona a la ONU, Francia y España sobre el Sáhara
ARGEL (AFP) — El Frente Polisario amenazó este viernes con reanudar la guerra con Marruecos, al que disputa el Sáhara Occidental desde 1975, y presionó a la ONU, España y Francia para que fuercen a Rabat a aceptar un referéndum sobre el futuro estatus de ese territorio.
Los saharauis están "dispuestos a una guerra de larga duración", afirmó Mohamed Abdelaziz al final del duodécimo congreso del Polisario, en el que también se confirmó su jefatura al frente del movimiento independentista saharaui.
La declaración de Abdelaziz subrayó la misma posición expresada en el comunicado final del congreso, que tuvo lugar en Tifariti, "en territorio liberado" según el Polisario, mientras que para Marruecos es una "zona tampón" tras el alto el fuego en vigor desde 1991.
"El gobierno marroquí asumirá plenamente las consecuencias que conlleve el fracaso del proceso de negociación, concretamente la reanudación de las hostilidades militares", advirtió el comunicado.
Rabat respondió calificando de "irresponsable" el tono del Polisario y preguntándose qué objetivo persigue. "Esta amenaza irresponsable no cambiará nada la situación porque la comunidad internacional ya se posicionó a favor del proyecto marroquí de conceder una amplia autonomía a las provincias del sur del reino" dijo a la AFP el ministro de Comunicación, Jalid Naciri, portavoz del gobierno.
"El proyecto de autonomía defendido por Marruecos es una solución seria y creíble", agregó Naciri. "Nos preguntamos cuál es el objetivo de semejantes declaraciones en vísperas de la tercera ronda de negociaciones" entre Rabat y el Polisario.
En este contexto, y con el fin de prepararse para la guerra, el congreso recomendó dar "prioridad al Ejército Popular de Liberación Saharaui (ALPS) para que se le suministre todo lo que necesita, moral y materialmente, y aumente su capacidad combativa".
"Retomaremos la lucha armada una vez que tengamos la convicción de que las cosas no avanzan, que Marruecos no quiere una solución pacífica y que la ONU habrá fracasado en el proceso de descolonización del Sáhara Occidental", recalcó por su parte Abdelaziz.
Las negociaciones directas bajo los auspicios de la ONU -de las que ya hubo dos rondas en junio y agosto en Manhasset, cerca de Nueva York- deben reanudarse del 7 al 9 de enero en esa misma localidad estadounidense.
Respecto a la ONU, el congreso del Polisario también subrayó la "preocupación" de los saharauis ante "la actitud de la organización que, pese a 16 años sobre el terreno, no logró cumplir sus obligaciones (...) en la organización de un referéndum de autodeterminación en el Sáhara Occidental".
La ONU intenta desde 1992 organizar un referéndum de autodeterminación en la ex colonia española que Marruecos y el Polisario, este último apoyado por Argelia, se disputan desde 1975. Rabat aboga por una amplia autonomía, bajo soberanía marroquí, para el Sáhara Occidental, mientras que el Polisario exige un referéndum de autodeterminación en el que los saharauis puedan elegir entre independencia, autonomía y unión con Marruecos.
El Polisario recordó a España, considerándola antigua potencia colonial del Sáhara, "su responsabilidad histórica, moral y jurídica frente a la descolonización del Sáhara Occidental y al derecho del pueblo saharaui a la autodeterminación". También "exhortó a Francia a jugar un papel más constructivo para contribuir a una solución justa y definitiva del Sáhara Occidental y no apoyar a Marruecos en su política de rebelión contra el derecho internacional".
El Polisario ha criticado en numerosas ocasiones la actitud de Francia y España, que consideran favorable a la posición de Marruecos.

Publicado por laura en 12:01 PM

Anónimo disse...

Entre la Apatía Internacional y el Plan de Autonomía de Marruecos

La zona del Sahara Occidental permanece en conflicto desde hace 32 años. El estatus legal del territorio está en disputa y su soberanía no resuelta. Marruecos y el Frente Polisario, el cual en febrero de 1976 proclamó oficialmente el gobierno en el exilio de la República Árabe Saharaui Democrática protagonizan una pugna continua por dicho territorio. El asunto ha formado parte de la agenda de las Naciones Unidas desde 1963, aunque la comunidad internacional ha fracasado a la hora de encontrar una solución adecuada para ambas partes involucradas. Los motivos de este fracaso son la falta de interés por parte de la comunidad internacional y la pugna de las potencias occidentales por el control de esta región estratégica del norte de África. A pesar de ello, el Reino de Marruecos ha propuesto un Plan de Autonomía en el cual “los habitantes del Sahara Occidental obtendrán el control local sobre sus asuntos a través de instituciones legislativas, ejecutivas y judiciales bajo los auspicios de la soberanía marroquí”. Intento analizar esta problemática en continuo debate y los factores involucrados en ella que quizá conduzcan a, o sumerjan completamente, el nuevo plan de Autonomía de Marruecos.

La zona del Sahara Occidental está situada en el Norte de África, en la costa del Océano Atlántico. La bordean Algeria por el este, Marruecos por el norte y Mauritania por el sur. Tiene el tamaño del estado de Colorado y es mayoritariamente un terreno llano y desierto con algunas pequeñas montañas en el sur y nordeste.

La etnia mayoritaria es la árabe, cuyos practicantes en su mayoría son seguidores del Islam. Se estima que la población ronda los 341.000, de los cuales 266.000 son refugiados en el sur de Algeria. Las lenguas oficiales son el árabe y el español, y los principales recursos naturales del Sahara Occidental son el fosfato y la pesca. Además, recientemente algunas compañías europeas han encontrado reservas de petróleo en la región.

Debido a su situación estratégica y esencial, varias grandes potencias han luchado por hacerse con el control de la disputada área del Sahara Occidental. Bajo el mando del Capitán Emilio Bonelli Hernando España se hizo con el poder sobre la región en 1884. En 1990 Francia y España firmaron una convención que delimitaba la línea fronteriza del Sahara español por el sudeste. España hizo frente entonces a la infructuosa resistencia militar de los líderes saharauis. Sin embargo, Mohammed Baseeri formó en 1969 otro movimiento saharaui estructurado (el Harakat Tahrir Saguia El Hamra wa Uad Ed-Dahab), y en 1970 organizó una larga y pacífica manifestación en Zemla (El Aaiun), demandando el derecho a la independencia. Ésta terminó con una masacre sobre la población civil y la detención de cientos de ciudadanos.

El fracaso de este movimiento, dio paso al establecimiento de un movimiento mucho más organizado y unido, que incluía a todos los grupos saharauis. Dicho movimiento aparecido en 1973 y liderado por Al-Wali Mustafa, se llamo “Polisario”. Su objetivo era la supresión del dominio español del Sahara Occidental.

Dos años después, el Acuerdo de Madrid entre España, Marruecos y Mauritania dividió la zona del Sahara Occidental entre Marruecos y Mauritania, aunque manteniendo los beneficios económicos de España. El acuerdo significó, además, el final del dominio español de dicho territorio. Igualmente, el tratado condujo a una marcha de más de 300.000 personas lideradas por Hassan II y su ejército. La marcha, adecuadamente conocida como La Marcha Verde, se caracterizó por las banderas de Marruecos, los retratos del Rey y las copias del Corán. La marcha pretendía urgir a España para que cediese el territorio a Marruecos. Como consecuencia, miles de refugiados saharauis huyeron de sus tierras y se asentaron en el sudeste del desierto de Algeria, cerca de la ciudad de Tindouf.

Papel de las Naciones Unidas en la disputa por el área del Sahara Occidental

El Sahara Occidental es una de las pocas áreas del mundo reconocida oficialmente por las Naciones Unidas como territorio no autogobernado. Desde el final del dominio colonial español en 1975, varios grupos, inclusive Marruecos, Mauritania y el frente independiente Polisario han reivindicado su derecho a éste.

La ONU declaró en 1961 que el Sahara Occidental era una “provincia española” y dos años después la incluyó en la lista de países por descolonizar. La Asamblea General de Naciones Unidas afirmó el derecho inalienable a la autodeterminación de la región del Sahara en 1965, pidiendo por ello a España el cese del dominio colonial sobre la región disputada. A pesar de tener conocimiento de ésta, la ONU no intervino en la guerra entre el Frente Polisario y Marruecos (1975) en los extremos norte y sur del territorio. Aunque los cascotes de esta cruenta guerra presionaron posteriormente tanto a la ONU como a la Unión Africana para que interviniesen eficazmente en el conflicto de 1991.

La ONU supervisó el alto el fuego entre los combatientes y llevo a cabo un referéndum que permitiría a los habitantes del Sahara Occidental decidir el futuro estatus de dicho territorio. También se fundo la misión de MINURSO: Misión de las Naciones Unidas para el referéndum del Sahara Occidental.

En 1997, la ONU supervisó las negociaciones en Houston (Acuerdo de Houston) entre Marruecos y Frente Polisario moderadas por James Backer, ex secretario de Estado de los EE.UU. y en agosto de 2003 una resolución del Consejo de Seguridad de la Naciones Unidas adoptó un nuevo plan de paz que convertiría la el Sahara Occidental en una región semiautónoma de Marruecos por un plazo de 5 años, tras los cuales se realizaría un referéndum para determinar su independencia, autonomía o integración en Marruecos.

El Frente Polisario aceptó el plan; Marruecos rechazó planteárselo si quiera. En junio de 2004, James Backer, dimitió tras siete años como enviado de la ONU. Su sucesor ha prometido conseguir la resolución del conflicto.

El plan de autonomía de Marruecos

Tras 32 años de conflicto y del rechazo de las propuestas previas de la ONU, el gobierno de Marruecos puso sobre la mesa una propuesta que establecía las condiciones mediante las cuales la zona del Sahara Occidental podría disfrutar del control local sobre sus asuntos. La propuesta también permitía, bajo los auspicios de la soberanía y las instituciones legislativas, ejecutivas y judiciales de Marruecos. No obstante, ¿a qué se debe esta propuesta de Marruecos?

Una ojeada a los últimos acontecimientos en materia de política a nivel mundial puede ayudarnos a deducir porqué han aumentado los intereses geopolíticos y económicos de EE.UU. en la mejora de las relaciones con Marruecos. El tratado de libre comercio EE.UU.- Marruecos, la Iniciativa Antiterrorista Transahariana (TSCTI en sus siglas en inglés) y la designación de Marruecos como uno de los principales aliados anti-OTAN dan suficiente fe del porqué de los acontecimientos.

El éxito de dichas iniciativas depende también de la cooperación económica, así como la integración regional en el Magreb y queda claro que el mayor obstáculo para éste es la situación todavía no resuelta del Sahara Occidental. Así pues, el Plan de Autonomía de Marruecos no podía haber llegado en mejor momento.

Lo que es más, Marruecos está aprovechando la ocasión de la “Guerra contra el terrorismo” para convencer a la comunidad internacional de que el Frente Polisario es sencillamente un grupo terrorista que tiene como objetivo alterar la paz preestablecida en la región. De hecho, hubo un atentado bomba suicida en Marruecos antes del anuncio de su plan. Luego, parece lógico que la creación de otro estado sólo allanará el terreno a este tipo de actividades terroristas sobre las cuales Marruecos podría no tener ningún tipo de control. Hoy en día, Marruecos está experimentando nuevos desafíos económicos a causa de la corrupción y de la inmigración ilegal, que entorpecen su relación con los países europeos.

Como ya he mencionado anteriormente, la posibilidad de explotación de nuevas reservas de crudo en la zona del Sahara Occidental podría dar un empujón a la economía de Marruecos. Siguiendo el mismo patrón, el hecho de otorgar total independencia a la región del Sahara Occidental sería una medida costosa e irracional. De esta manera, el Plan de Autonomía garantiza al Reino de Marruecos enormes beneficios económicos provenientes de las reservas de crudo del Sahara Occidental.

Reacción del Frente Polisario ante el Plan de Autonomía

Parece lógico que el movimiento Polisario tiene todo tipo de razones para rechazar dicho plan. Éste ya ha proclamado un país (la República Árabe Saharaui Democrática), el cual es miembro pleno de la Unión Africana, y ha sido reconocido por más de 85 naciones soberanas. Además, la mayoría de pueblos del Sahara Occidental prestan su apoyo al Frente Polisario. Asimismo cabría añadir a su favor que la ONU, en 1965 ya había ratificado el derecho a la autodeterminación del Sahara Occidental. Algunos señalan que quizás se está jugando con definición de la palabra “autodeterminación”.

El Consejo de Seguridad de la ONU acuñó el término. Mientras que, por un lado el Frente Polisario (y el derecho internacional) ven la autodeterminación como el derecho de los pueblos a decidir su propio estatus político, Marruecos entiende que el término casa con su Plan de Autonomía.

Antes de concluir, permítanme reiterar que he vivido en medio y sigo sobreviviendo en este conflicto. Creo sinceramente que este oscuro túnel sólo verá la luz cuando la ONU, así como el resto de partes involucradas en el conflicto, entiendan verdaderamente el mero hecho de que la soberanía establecida de la región del Sahara Occidental no es propiedad ni de Marruecos ni del Frente Polisario. Sin duda es un derecho del pueblo Saharaui. Pues a ellos hay que dar el derecho a decidir lo que quieren en un libre, justo y democrático referéndum.

Asimismo, dado que Marruecos no posee la soberanía sobre la región y dado que el conflicto ha sido tildado como un asunto de descolonización de acuerdo con el derecho internacional desde 1965, la comunidad internacional debería cumplir con su cometido de fomento de la paz, la justicia y el derecho a los derechos humanos en el Sahara occidental. De lo contrario, nos vamos a encontrar con el triste hecho que nadie querría que tuviese lugar. La explosión de una nueva guerra entre las dos partes en conflicto: Marruecos y el Frente Polisario.

“Lo único cierto es que nosotros no estaremos aquí. He pasado 25 años de mi vida en el desierto. Tengo tres hijas que no crecerán en él. No estamos condenados a ser refugiados el resto de nuestras vidas, especialmente cuando podemos cambiar nuestra situación. Y realmente podemos hacerlo” subraya uno de los refugiados saharaui.

Aluat Hamudi

Anónimo disse...
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AGRY disse...

A "mensagem" anterior foi, de facto, removida pelo administrador do blogue. Este não é o espaço para publicidade, independentemente da sua qualidade e ganha, por isso, foros de provocação gratuita!