Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

terça-feira, 25 de novembro de 2008

DESPEDIMENTO SELVAGEM

Os patrões da pastelaria Lua-de-Mel, na Rua da Prata,em Lisboa, empenharam-se no despedimento selvagem de cerca de 30 trabalhadoras e trabalhadores, muitos deles com dezenas de anos de serviço.
Estes, não embarcaram na falsa história de encerramento da pastelaria, para limpeza. A tentativa de retirarem arcas frigorificas e outros equipamentos esbarrou com a vigilância de cidadãos atentos.
Como resposta, e a pedido do patrão, a Policia interveio e espancou trabalhadores.
Uma dezena de elementos da PSP forçou-os a deixarem sair do local as carrinhas que haviam sido carregadas com maquinaria.
As chamadas forças de segurança pactuaram com esta manobra quando, o que está em causa, é uma tentativa de retirar bens antes de proceder ao despedimento dos trabalhadores optando-se, claramente, por um despedimento à margem da lei.
Esgrimir o velho, estafado e frágil argumento de "utilizar os meios coercivos necessários, e adequados, para repor a legalidade", é uma clara atitude de prepotência e de cumplicidade com patrões sem escrúpulos e que, deliberadamente, ignoram e atropelam a lei.
Finalmente, recordo que ninguém, rigorosamente ninguém, se pode permitir agredir impunemente os cidadãos. Foi contra esta repressão gratuita que também surgiu o 25 de Abril. Será contra a sua persistência que deverão ressurgir outros movimentos que esmaguem, em definitivo, o instinto reaccionário e fascizante dos detentores da “nobre missão” de preservar o que se designa de autoridade.
IMAGEM DAQUI

1 comentário:

X!mb!t@nE disse...

Lamentavel, é o que se pode dizer de tudo isso. Por ca, os madgermas, ja quase de cabelo branco, mesmo apos inumeros confrontos com a policia nao desistem!