Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A ARROGÂNCIA AMERICANA

A ministra moçambicana do Trabalho, Helena Taipo, considerou chantagem o pronunciamento do encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, Todd Champman, segundo o qual o seu país iria retirar todos os investimentos, caso não fosse autorizado um grupo de médicos norte-americanos trabalhar em Moçambique na área de Sida / Aids.
A arrogância made USA, está bem caracterizada na história que se segue:

“O diálogo, que se segue, é tido como verídico e foi travado em Outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo do litoral de Newfoundland.
Os americanos começaram educadamente:
— Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam prontamente:
— Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O capitão americano irritou-se:
— Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.
Mas o canadense insistiu:
— Não. Mude o SEU curso actual.
A situação foi se agravando. O capitão americano foi se exasperando e gritou ao microfone:
— ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTRÓIERES, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE. REPETINDO UM - CINCO, GRAUS NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NOSSO NAVIO.
E o canadense respondeu:
— Isto aqui é um farol. Câmbio!” (Retirado
daqui )

2 comentários:

SHIRANGANO disse...

Os americanos sao por excelencia prepotentes, e o nosso azar eh continuarmos a depender das migalhas que eles sacudem para nos alimentar. E por isso, continuaremos a ser esmagados e oprimidos com medo de nao conseguirmos sobreviver sem as migalhas.
Esta de parabens a ministra!

AGRY disse...

Também é verdade que vai crescendo o número de vozes que se erguem ante as prepotências dos senhores da guerra e do mundo.
O Império já iniciou a caminhada irreversível para o declínio. As próximas gerações já poderão preterir a coca cola a favor de um bem mais saudável sumo de caju
Abraço