Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quarta-feira, 13 de abril de 2011

COSTA DO MARFIM: O QUE OS MÉDIA NÃO CONTAM

LAURENT GBAGBO

Deposição de Gbagbo não é vitória da democracia, mas consagração da presença francesa no país.No Blog do Velho Mundo:

“A guerra, na Costa do Marfim, ainda não acabou. Pode ser que venha a acabar, se Ouattara, o vencedor no campo do conflito, conseguir colocar-se na posição de magistrado, mediar conflitos num país dividido, neutralizar os grupos armados mais belicosos de seu próprio lado e agir no sentido de reconciliar as diversas facções políticas, étnicas e religiosas. Significativamente, por exemplo, as comemorações mais ruidosas de sua vitória se deram no bairro de Abobo, densamente povoado por migrantes do norte do país”.Confira aqui

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Caro Agry

Hoje, 25 de abril, lembro da imensa alegria que foi a Revolução dos Cravos. Mais do que o fim de uma trágica história de violência e repressão, havia a esperança de fosse também o grande marco para descolonização d'África.
Os acontecidos na Costa do Marfim, mais do que um retorno ao colonialismo francês, é o sinal de que a humanidade começa a lutar por novos caminhos. Caminhos que nenhum Ouatara pode mudar.
Parabéns por mais um 25 de abril.
Um grande abraço
Pedro