Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 26 de abril de 2014

ÁFRICA DO SUL: 20 ANOS PÓS-APARTHEID

 

O contraste é claro entre o consenso obtido pelo fim do apartheid e a sociedade que é a Africa do Sul hoje. A falta de interesse pela quinta eleição presidencial é um reflexo do que é hoje a sociedade sul-africana, convivendo com a miséria, a injustiça e a desigualdade.
Os governos da ANC (Congresso Nacional Africano) aumentaram substancialmente os investimentos sociais, o Estado pós apartheid criou mecanismos de participação popular.
No entanto, a promessa de que o fim do apartheid significaria “uma vida melhor para todos”, está longe de acontecer. Há uma diferença enorme entre a transformação política do fim do regime de apartheid e a manutenção das condições sociais herdadas do antigo regime.(excerto dum texto de Emir Sader que pode ser lido aqui)
 

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