Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

domingo, 28 de setembro de 2014

SEXO E AS NEGAS



Militantes da MMM discorrem sobre o discurso da sexualização como a base simbólica para diversas formas de violência sofridas pelas mulheres negras: "É o nosso corpo colocado a partir do ponto de vista dos homens brancos, reproduzido por homens negros e toda a sociedade...
“As negas” é uma expressão que soa como as falas dos senhores referentes às escravas que estupravam diariamente – facto histórico responsável pela vangloriada miscigenação brasileira. Esse fato, ao menos no Brasil, é também responsável directo pelos discursos construídos em torno do corpo da mulher negra para o imaginário social brasileiro – fenómeno o qual chamamos de sexualização....ler mais

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