Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

domingo, 2 de novembro de 2014

IDEOLOGIA DO CONSENSO (7)






A FARSA NEOLIBERAL

Atrás da expressão neutra da “mundialização da economia” e seu corolário já mais explícito da “vitória do mercado”, esconde-se um modo específico de funcionamento e de dominação política e social do capitalismo. O termo “mercado” é a palavra que serve hoje para designar pudicamente a propriedade privada dos meios de produção (Chesnais)


A farsa neoliberal fundamenta-se na ideologia do “consenso”, e no pensamento único.
Para o neoliberalismo, qualquer tentativa de justiça social torna-se inócua porque novas desigualdades fatalmente ressurgirão. A desigualdade é um estimulante que faz com que os mais talentosos desejem destacar-se e ascender ajudando dessa forma o progresso geral da sociedade. À luz deste modelo, tornar iguais os desiguais é contraproducente e conduz à estagnação. O discurso neoliberal atribui à intervenção estatal e à esfera pública todos os males sociais e económicos, exaltando a livre iniciativa como solução frente aos problemas. Noções como igualdade, justiça social e direitos adquiridos cedem lugar às noções de produtividade, eficiência e qualidade. O Estado deve garantir e proteger o livre mercado. A sua sacralização é a pedra de toque que reforça a ideia do misticismo que envolve o modelo neoliberal: basta recordar a crença cega num receituário fraudulento que falhou a toda a linha onde quer que tenha sido ensaiado.

“Os defensores do FMI querem fazer crer que o fim da recessão é testemunha da eficácia das políticas do Fundo. Bobagem. Toda a recessão acaba algum dia. Tudo que o FMI fez foi agravar as recessões tornando-as mais profundas, mais prolongadas e mais difíceis” (Joseph Stiglitz ex-economista chefe do Banco Mundial).

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