Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O QUE É PRECISO É ANIMAR A MALTA


A RTP emitiu, esta terça-feira, um comunicado para «repudiar» as afirmações
produzidas por José Rodrigues dos Santos ao Público, a propósito da ingerência
do conselho de administração na linha editorial da informação do canal do Estado
Por seu turno, o conselho deontológico do Sindicato dos Jornalistas quer que a administração da RTP clarifique as medidas a adoptar face às acusações de Rodrigues dos Santos e sobre uma deliberação de 2004 da AACS que questionou a independência da estação
Estranhamente (ou não) a direcção de Informação da RTP solidarizou-se com a Administração, rejeitando as acusações do jornalista!
Esta denuncia de Rodrigues dos Santos vem confirmar os rumores que circulam há muito nos corredores da informação, sobre a dependência da RTP.
Luís Marques, administrador da RTP, revelou ao SOL que «o Sr. Dr. José Rodrigues dos Santos não foi suspenso». O jornalista também não tem conhecimento de qualquer processo disciplinar e afirmou não ter medo do comunicado emitido pelo Conselho de Administração do canal público: «A razão da força pode estar do lado da Administração, mas a força da razão está do meu lado»

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