Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

HOJE ADULADOR, AMANHÃ TRAIDOR



De que serve estar contra o fascismo – que se condena – se nada se diz contra o capitalismo que o origina?” Bertolt Brecht .
A palavra esquerda, hoje, é uma fonte de equívocos e de apropriações arrivistas e ilegítimas.
Não basta a autoproclamação para convertermos velhos aliados da direita em genuínos militantes de esquerda.
A prática, a postura, a coerência, a verticalidade, continuam a ser os únicos critérios válidos para se julgar a esquerda e a direita.
Não basta a perversão mediática para converter partidos socialistas, ou sociais democratas, em partidos de esquerda.
O mesmo também se aplica a aduladores travestidos de defensores dos ideais de esquerda.
A reinvenção da linguagem – socialismo democrático, socialismo moderno ou socialismo neoliberal – é um último e desesperado golpe de rins na busca de protagonismo e de visibilidade. É uma espécie de sub-reacção libertadora! É uma tentativa velada para conquistar o eleitorado tradicionalmente de esquerda.É o embuste.
Estes aduladores, perseguem-nos como a publicidade, até à alcova.Instalam-se em todo o lado. Trocam brindes e piropos, entre si! E prémios!
Assumem-se como os maiores! E os melhores!
Especialistas em recuperar as críticas que lhes são dirigidas, refugiam-se no servilismo e na subserviência ao Poder. Estão sempre do lado do Poder.
São uma péssima referência para as novas gerações

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