Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
Mostrar mensagens com a etiqueta direita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direita. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A DIREITA HOJE



As vitórias eleitorais de Ângela Merkel na Alemanha, de Sarkozy na França e de Berlusconi na Itália, servem para nos recordar a força da direita hoje no mundo.
Na Europa ocidental, com as excepções da Espanha e da Noruega, a direita está no governo. Na América Latina, os governos do PAN no México, de Uribe na Colômbia, são representantes indiscutíveis da direita latino-americana
A direita hoje favorece a livre circulação do capital, o que significa o privilégio do dinheiro em relação aos direitos, do consumidor em relação ao cidadão, dos interesses privados em relação aos interesses públicos.
Detesta as políticas de justiça social, os aumentos de salários, a elevação do nível de emprego.
A direita não gosta de falar do imperialismo, das guerras que ele promove, da exploração, da discriminação, da alienação, da opressão, do capitalismo.
Em suma, a direita é de direita – se me permitem a tautologia. Resta que a esquerda seja de esquerda, para combatê-la e fazer avançar a democracia política, a justiça social, a soberania nacional e a integração regional. Adaptação de texto d'aqui
Adenda: Se pesquisar "direita", encontrará dezenas de textos neste blog
IMAGEM DAQUI

domingo, 4 de maio de 2008

OS DIREITOS SÓ PARA ALGUNS


“A política é simples, quando se quer”…
Michel Collon* -

Quais são exactamente as regras que regem a secessão e em geral, o que se chama autodeterminação dos povos?
Parece complicado, principalmente se acreditarmos nos nossos grandes meios de comunicação…

•Na Ásia, os tibetanos têm direito. Mas os iraquianos não, nem os afegãos.

•No Médio Oriente, os israelitas têm direito. Mas os palestinos não, nem os curdos.

•Em África os coronéis mafiosos do Este do Congo têm direito, mas o Sahara Ocidental não.

•Na América Latina as províncias ricas (de direita) da Bolívia e da Venezuela têm direito, mas os camponeses guaranis em Santa Cruz, na Bolívia, não

•Nas Balcãs, os albaneses do Kosovo, têm direito, mas não os sérvios do Kosovo, nem os da Bósnia.

•Na Europa Ocidental, os flamengos teriam direito, mas não os irlandeses do norte, nem os bascos.

Na verdade é complicado. E se simplificássemos tudo isto? Ninguém teria direito à autodeterminação para além dos estão «connosco». Os outros não.

E, já que estamos nesta, substituamos a palavra «democrata» por «connosco» e a palavra «terrorista» por «contra nós».

A política é simples, quando se quer. Confira aqui

sábado, 3 de maio de 2008

O REGRESSO AO PASSADO


Ontem, 6ª feira, o parlamento português foi invadido por um cheiro, insuportável, a fascismo.
Uma fuga provocada por uma ruptura no edifício fascizante da ideologia que suporta o CDS, estaria na base dum incidente que culminaria com a aprovação de um voto de pesar, aprovado por alguns deputados do PSD e, naturalmente, pelos salazarentos deputados do partido mais à direita, com assento parlamentar.
Cónego de Melo, assumidamente ligado ao MDPL, a extrema-direita que a seguir ao 25 de Abril, organizou atentados bombistas contra militantes de esquerda, proporcionou, a propósito da sua morte, uma réplica da Acção Nacional, bando de fascistas que habitaram, durante 40 anos o Palácio de S. Bento.
A democracia burguesa, no seu melhor. A ofensiva ideológica da extrema direita a emergir perante a fragilidade e a hipocrisia duma democracia meramente formal!
Assistiu-se, assim, a uma revivificação dum passado tenebroso a que só faltou a presença de ex-pides, nas bancadas do Parlamento.
O desrespeito pela memória das vítimas do fascismo, pela tortura, pelo assassinato foi, mais uma vez, ensaiado.
O fascismo, regressou ontem a S. Bento

segunda-feira, 28 de abril de 2008

PAÍS PRECÁRIO (2)


O primeiro-ministro, José Sócrates, acusou ontem o PCP e o BE de sectarismo e de fazerem do PS o "inimigo principal", numa resposta às críticas daqueles partidos às propostas do Governo para alterar as leis laborais.
"Os partidos à nossa esquerda (...) falam da precariedade. O PS apresenta medidas contra a precariedade, medidas que nunca foram apresentadas, e ainda assim acham que devem continuar a atacar o Governo e o Partido Socialista. A isso chama- -se sectarismo e puro facciosismo e vontade de atacar o PS e o seu Governo", afirmou José Sócrates.(Diário de Noticias)

São os trabalhadores precários, os desempregados e os condenados ao desemprego que constituem o clientelismo da esquerda, senhor primeiro-ministro e senhor ministro do trabalho?
Sejam sérios, senhores governantes!
O deserto de ideias não é, nunca foi, um traço definidor da esquerda.
A defesa intransigente dos trabalhadores precários e dos desempregados (presentes e futuros) tem sido assumida por quem, senhor primeiro-ministro?
Como cidadão livre dum Estado de Direito, proponho ao senhor primeiro-ministro que demonstre aos portugueses, de forma inequívoca, humildade intelectual e capacidade de autocrítica e que se assuma, de forma definitiva, como um politico de direita.
As suas acrobacias já não conseguem iludir ninguém! Com que então o PS apresenta medidas contra a precariedade, medidas que nunca foram apresentadas!
Depois de Caetano quem governou Portugal? Não foi o Bloco Central, a nova direita, representada pelos sociais-democratas e socialistas que se enamoraram, e se comprometeram, com o neoliberalismo e a actual globalização?
Vamos responsabilizar a esquerda pela promiscuidade entre a politica e os grandes empresários?
O pensamento único, o esvaziamento democrático, o autoritarismo galopante têm sido praticados por quem, senhor primeiro-ministro?
O PS não é um partido tendencialmente de esquerda, isto é um grande equívoco. Não é a autoproclamação que converte um partido de direita, ou de nova direita, num partido de esquerda. Haja pudor! O PS um partido socialista?
Um governo PS que confunde autoridade com autoritarismo, democracia com pensamento único, determinação com arrogância, precaridade com fretes ao patronato, segurança social com companhias de seguros, desenvolvimento com crescimento dos lucros da banca, SNS com privatização, é verdadeiramente alarmante e insultuoso para os cidadãos deste País!
Finalmente, faço questão de lhe recordar que o senhor não tem passado politico que o recomende como um defensor dos trabalhadores, ou do que quer que seja ,exceptuando, claro, as oligarquias politicas e financeiras.
Recorda-se das suas origens ideológicas? Haja pudor!
IMAGEM DAQUI

quarta-feira, 16 de abril de 2008

BERLUSCONI: BANALIZAÇÃO DA POLITICA EUROPEIA


O deputado alemão Martin Schulz, líder da bancada social-democrata no Parlamento Europeu, afirmou que a eleição de Silvio Berlusconi como novo chefe de governo italiano levará a uma "banalização da política européia".
Schulz, não é o único descontente. Em Bruxelas e em outras cidades européias, a euforia é pouca com a eleição do candidato populista de centro-direita.
O diário de economia Handelsblatt analisa a vitória de Berlusconi como uma derrota para a Europa.
Recorda o apoio que Berlusconi deu a George W. Bush na Guerra do Iraque.
Enquanto França e Alemanha se distanciavam de Bush, Berlusconi enviava seus soldados ao Iraque, contribuindo para uma divisão interna da União Europeia.
O governo Prodi foi marcado pelo aumento de impostos e pelas tentativas de colocar o orçamento em ordem e de cumprir as metas de estabilidade da UE. Berlusconi, por outro lado, que nada fez nos cinco anos anteriores para resolver os problemas estruturais do país, decretou diversas amnistias fiscais, uma após a outra, para a alegria dos 30% de italianos que ganham seu dinheiro como profissionais liberais. Confira "aqui


Segundo o Diário Digital, Berlusconi, conservador, 71 anos, assegurou o terceiro mandado como primeiro-ministro na segunda-feira, mas deve a sua maioria na Câmara e no Senado ao apoio do partido xenófobo e proteccionista Liga Norte, que obteve cerca de 8% dos votos.
Indo de encontro à ideologia da Liga, Berlusconi prometeu duras medidas contra o crime, que muitos italianos atribuem à imigração ilegal, bem como ajudas à empresa aérea Alitalia e o fim da crise do lixo em Nápoles.
«Uma das primeiras coisas que farei é fechar as fronteiras e levantar mais campos para identificar cidadãos estrangeiros que não têm trabalho e são forçados a entrar na vida do crime», disse Berlusconi numa entrevista à televisão.
«Em segundo lugar, nós precisamos de mais polícia local constituindo um ´exército do bem` nas praças e nas ruas para se interpor entre o povo italiano e o ´exército do mal`», disse.

terça-feira, 15 de abril de 2008

CHEIRA QUE TRESANDA A FASCISMO


Um jovem electricista e dirigente sindical, Pedro Jorge, foi despedido da empresa, onde desenvolvia a sua actividade, na sequência de uma sua intervenção num Programa da RTP, Prós e Contras, no qual denunciou as precárias condições de vida dos trabalhadores portugueses.
A sua denúncia enérgica e frontal, foi o pretexto para que um qualquer cacique agisse com toda a impunidade!
A ofensiva reaccionária está em marcha, naturalmente com o apoio dum governo de direita que insiste em se auto-proclamar de esquerda.
A minha convicção é inabalável ao afirmar que nada acontece por acaso. Não tenho a veleidade de pensar que os fáscios desapareceram da arena politica num golpe de mágica. Recuso embarcar em raciocínios tão ingénuos. O passado ainda é presente em muitos sectores da vida dos trabalhadores portugueses. Veja as intervenções de Pedro Jorge aqui

quinta-feira, 10 de abril de 2008

EXTREMA DIREITA À PORTUGUESA


O líder nacionalista Mário Machado, um dos 36 arguidos a serem julgados por discriminação racial, assegurou hoje em tribunal que "nunca se considerou racista" e que "não tem qualquer ódio primário à raça negra" ou a outras. O arguido admitiu, porém, ter "forte convicção" de que "há a propensão da raça negra para o crime", alegando que isso é "visível" na própria cadeia em que está preso, onde "só cerca de 25 por cento" dos detidos são brancos.


Parece-me oportuno revisitar um dossier elaborado pelo Esquerda-net em Outubro de 2007. Neste dossier, recua-se aos anos 60, às origens do movimento skinhead , antes da contaminação nazi; mostramos o que são os hammerskins e o seu "capítulo" português, e o que defendem estes skinheads racistas ; revelamos as ligações da extrema-direita portuguesa ao submundo do tráfico de droga, armas e mulheres e à violência nos estádios; e mostramos que o skinhead profanador do cemitério judaico já tinha atacado noutra data simbólica para a comunidade judaica . Analisamos também a combinação de violência e política da extrema-direita em Portugal, contamos como o PNR tomou o PRD e foi tomado pela Frente Nacional e como os que se afastaram querem tomar agora o PND. O espaço de opinião é de Mamadou Ba, do SOS Racismo, que não poupa críticas à "banalização do racismo" pelos fazedores de opinião da nossa praça.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

AS GRANDES EMPRESAS DA DESINFORMAÇÃO


As transnacionais, os monopólios e as grandes empresas da desinformação — além de locutores, modelos de televisão, advogados, economistas e um que outro jornalista de profissão ou que sem sê-lo apresenta-se como tal — substituíram os “Super Amigos” nessa luta contra o mal, chegando a convencer-se de que também são os portadores da verdade, da sabedoria, do conhecimento e de uma moral implacável que os torna invencíveis e incólumes a tudo quanto de pecaminoso existe no mundo. São quase deuses! Será por isso que não existem?
Investigar com profundidade tudo o que lhes vem na cabeça; nada escapa dos olhos da águia jornalística, apesar de que geralmente eles pareçam toupeiras. Suas fontes sempre são as mesmas: as notas das empresas-agências internacionais de notícias, os especialistas e políticos que defendem o status quo, os intelectuais bem pensantes fantasiados de “progre”
Falar com clareza e amplidão de termos.
São verdadeiros poetas (do futebol, da morte, de quase tudo) e escritores, mesmo que não saibam utilizar nenhuma das figuras nem dos recursos que a oratória, a poesia e a literatura proporcionam àqueles que querem desenvolver estas artes.
Esta “liga justiceira”, formada por uma plêiade de “sabe-tudo”, especialistas na mentira, arrogou-se o direito de apresentar sua visão do mundo como a única válida e verdadeira. Afinal de contas, sua missão divina é a de desinformar.
Como diz Alfonso Sastre: “Os membros desta confraria aparecem publicamente como muito zelosos da sua independência e da sua liberdade; quando a verdade é que geralmente sua liberdade e a ideologia do Poder coincidem”.
, querem convencer-nos de que a democracia, a liberdade, a paz e a unidade nacional podem ser construídas apenas com o diálogo e o consenso entre todos os membros de uma sociedade, sem importar as contradições sociais históricas que são o produto da existência de um sistema injusto, desigual e explorador como é o capitalismo.
Estes “democratas” e “pacifistas” a qualquer preço jamais se preocupam em analisar e apresentar as causas reais que são a origem dos conflitos de caráter social. Para estes falsificadores midiáticos o problema da violência fica reduzido às ações provocadas e executadas por grupos extremistas, tanto de direita como de esquerda, apesar de que freqüentemente falam somente da violência da “extrema esquerda”.Confira aqui

terça-feira, 1 de abril de 2008

VOLODIA, GIGANTE DA LITERATURA E REVOLUCIONÁRIO EXEMPLAR


Em dezenas de países, jornais, televisões e rádios dedicaram atenção especial à morte de Volodia Teitelboim, tal como revistas web na Internet. Tinha 91 anos o grande chileno desaparecido, mas durante quase toda a sua larga existência foi ignorado pelos media que saúdam agora nele um gigante da Literatura contemporânea.
As homenagens chegaram atrasadas.
No seu próprio país Volodia foi, até final da ditadura, quase ignorado como escritor pela grande imprensa. Tinha mais de 80 anos quando lhe atribuíram o Prémio Nacional de Literatura. O motivo do silêncio da burguesia sobre a sua obra é conhecido: o autor de Hijo del Salitre, dizia haver tido ao longo da vida dois amores pouco compatíveis : uma mulher legitima, a Política, e uma amante, a Literatura. Nunca rompeu com a segunda, não obstante ter sido secretário-geral e, depois, Presidente do Partido Comunista do Chile. Uma estranha bigamia, quase sem precedentes na História.
O prolongado silêncio sobre a sua obra não pode apagar a evidência. Volodia Teitelboim foi um dos mais importantes escritores latino-americanos do Século XX.
No exílio desenvolveu no combate ao fascismo pinochetiano uma actividade prodigiosa, num vaivém permanente que, a partir de Moscovo, o fez correr pelo mundo, do Vietnam ás capitais europeias, da África à Índia. Escreveu centenas de artigos em jornais de dezenas de países. Em Madrid fundou e dirigiu (de longe) a Auracaria, uma revista de cultura mobilizada para o debate de ideias, aberta a intelectuais revolucionários de muitas nacionalidades, sobretudo latino¬ americanos.
O seu funeral foi comovedor, segundo a própria imprensa de direita chilena. Na morte, até os adversários políticos lhe reconheceram a grandeza que lhe ignoraram enquanto viveu. Quando a urna de Volodia desceu à terra, até a presidente social-democrata, Michele Bachelet, cantou a Internacional, chorando.Confira aqui

sexta-feira, 28 de março de 2008

OPUS DEI RETOCA A SUA IMAGEM


Aproveitando-se da guinada conservadora da Igreja Católica, a instituição retratada no Código Da Vinci abandona a estratégia do sigilo e promove um esforço global de comunicação para disfarçar seus laços com a extrema-direita e valorizar o que a identifica com a "modernidade" capitalista
Excetuada a Companhia de Jesus, nenhuma organização católica jamais suscitou tantas publicações de livros, panfletos, artigos ou reportagens acusadoras quanto a Opus Dei
A Opus Dei combina um corpo doutrinário conservador com elementos decididamente modernos. Isso costuma desorientar os observadores
Até 1982, ano no qual o papa João Paulo II elevou a Opus Dei à classe de “prelazia pessoal”, os seus membros eram convidados a não revelar o culto ao qual pertenciam. Contudo, segundo os estatutos, a Opus Dei só visa ajudar seus fiéis a se santificarem “na vida ordinária” por meio do “exercício das virtudes cristãs”. É no meio do mundo, em particular no âmbito do trabalho, considerado uma verdadeira prece, que os fiéis devem supostamente viver a “espiritualidade laica”, que faz a especificidade da Obra.
A imagem que Dan Brown oferece da Opus Dei é certamente grotesca. Mas, como a organização estava muito bem preparada para a tempestade, esta lhe permitiu virar o jogo a seu favor. “O Código Da Vinci acabou sendo um ótimo negócio para a Opus Dei”, avalia Christian Terras, diretor da revista católica progressista Golias. “O livro lhe permitiu reabilitar sua imagem, comunicando detalhes saborosos para os meios de comunicação, embora estes, em sua maioria, fossem perfeitamente secundários”.
As relações entre a Opus Dei e o regime franquista espanhol (1939-1975) foram profundas e duradouras [11]. E tal experiência funcionou como uma espécie de incubadora ideológica da organização. No âmbito desse sistema ditatorial, os membros mais influentes da Obra, vários deles ministros de primeiro plano, atuaram como tecnocratas, impulsionando uma modernização econômica de tipo liberal, na qual a Obra se encontra perfeitamente à vontade, e não uma teocracia totalitária, tal como a fantasiava a Falange. Esse perfil se mantém atualmente nos Estados Unidos, onde, em média, os membros da organização se mostram mais inclinados aos projetos da direita clássica do que aos da extrema-direita.
A verdade é que o enquadramento ideológico que vem ocorrendo na Igreja desde os primeiros anos do pontificado de João Paulo II (1978-2005) contribui para a relativa normalização da imagem da Opus Dei entre os católicos e, por extensão, junto ao restante do grande público. No momento em que, de acordo com Bento XVI, a prioridade da instituição diz respeito à afirmação identitária frente aos “perigos do relativismo”, as teses da Obra parecem estar cada vez mais em conformidade com a vertente dominante no catolicismo.Confira aqui

sábado, 22 de março de 2008

RACISMO GANHA FORÇA EM ISRAEL

Três em cada quatro cidadãos judeus israelitas não estão dispostos a morar no mesmo prédio com um vizinho árabe e mais de dois terços dos estudantes do ensino secundário acham que os árabes "não são inteligentes". O clima de "legitimação do racismo" criado pelos líderes políticos israelitas é apontado como uma das principais causas do aumento das manifestações racistas no último ano, de acordo com o relatório da Mossawa, uma ONG israelita.
As manifestações de racismo na sociedade israelita tornaram-se mais frequentes no último ano, revela um relatório divulgado pela Mossawa, uma Organização Não Governamental (ONG) que defende os direitos dos cidadãos árabes em Israel, que representam 20% da população do país.

De acordo com a sondagem da Associação pelos Direitos Civis mencionada no relatório, 75% dos cidadãos judeus israelitas não estão dispostos a morar no mesmo prédio com um vizinho árabe e 61% não receberiam uma visita de árabes em sua casa. O estudo também indica que 55% defendem a separação entre judeus e árabes nos locais de lazer e 69% dos estudantes secundários acham que os árabes "não são inteligentes".

O agravamento do conflito entre israelitas e palestinianos é uma das principais causas apontadas para o aumento das atitudes racistas. Mas não é a única. O documento destaca também o papel de líderes políticos no incitamento contra os cidadãos árabes.

O político mais citado é Avigdor Liberman, líder do partido de direita Israel Beiteinu e ex-ministro para os Assuntos Estratégicos. "Os árabes israelitas são um problema ainda maior do que os palestinianos e a separação entre os dois povos deverá incluir também os árabes de Israel... por mim eles podem pegar a baklawa (doce árabe típico) deles e ir para o inferno", afirmou.

Outro deputado citado é Yehiel Hazan, do partido Likud, que chamou aos árabes "vermes". O actual ministro da Habitação e Construção, Zeev Boim, do partido Kadima, disse que o "terrorismo islâmico poderia ter razões genéticas". As declarações do deputado do partido de direita Ihud Leumi, Efi Eitam, também não deixam dúvidas. «Eles (os cidadãos árabes) são uma quinta coluna, traidores, não podemos permitir a permanência dessa presença hostil nas instituições de Israel», declarou

Segundo a Mossawa, as autoridades israelitas não aplicam as leis anti-racismo existentes no país, criando uma situação de impunidade na maioria dos casos em que essas leis são violadas. Figuras públicas que manifestam posições racistas continuam nos respectivos cargos sem que haja qualquer tipo de investigação contra elas, aponta o relatório.

No mesmo dia da publicação do relatório da Mossawa, a imprensa israelita publicou um decreto do rabino Dov Lior, dos colonatos de Hebron e Kiriat Arba, proibindo os seus seguidores de alugar casas a árabes ou de empregar funcionários árabes.

sexta-feira, 7 de março de 2008

MANIFESTAÇÕES CONTRA ESTADO COLOMBIANO E PARAMILITARES

Milhares de pessoas manifestam-se em 20 cidades da Colômbia, e também no Equador, em solidariedade com as vítimas dos grupos paramilitares de extrema-direita e dos crimes de Estado. Os manifestantes, que contam com o apoio dos principais partidos da oposição, protestam contra a cumplicidade entre os paramilitares e o próprio Estado colombiano, que em conjunto são responsáveis por "15.000 desaparecidos e 3.000 pessoas encontradas em valas comuns".
A Praça de Bolívar, em Bogotá, “foi invadida” nesta quinta-feira pelos colombianos numa marcha que repudia o paramilitarismo e os crimes do Estado. Os principais organizadores são o Movimento Nacional de Vítimas de Crimes do Estado e a Federação Nacional Sindical Única Agropecuária, que contam também com o apoio dos principais partidos da oposição, ficando de fora a coligação do governo.
Os ex-reféns Luis Eladio Perez, Gloria Polanco e Orlando Beltran, libertados pelas FARC na semana passada após mais de seis anos de cativeiro, participam também na manifestação. Cepeda, líder do Movimento de Vítimas de Crimes de Estado, explicou que a idéia é tornar visível o drama dos "15.000 desaparecidos e as 3.000 pessoas encontradas em valas comuns", e mortas pelos paramilitares.

IMAGEM TIRADA DAQUI

quarta-feira, 5 de março de 2008

O NARCOTRAFICANTE URIBE E O ASSASSINATO DE RAÚL REYES


Raúl Reyes era o principal negociador das FARCs com os governos da Venezuela e da França para a libertação de prisioneiros de guerra e a busca de um espaço para negociações de paz mais amplas na Colômbia. Por duas vezes a ex-senadora Ingrid Betancourt esteve para ser libertada.
Na primeira delas o governo Álvaro Uribe armou emboscada para os guerrilheiros que, em missão de paz e acertada com o governo da Colômbia, estavam levando provas que a ex-senadora estava viva.
Os documentos, inclusive as cartas pessoais de Ingrid a sua família foram divulgadas por Uribe o que gerou protestos da mãe de Ingrid, de sua irmã e dos seus filhos.
No momento que foi assassinado, Reyes estava em território do Equador e negociava com o governo francês através do presidente Chávez e do presidente Corrêa a libertação de Betancourt. Uribe sabia, Uribe havia concordado como da vez anterior, Uribe traiu.
O ataque terrorista colombiano foi feito oito quilômetros dentro do território equatoriano
O presidente da Venezuela Hugo Chaves já advertiu o líder colombiano que caso operações semelhantes venham a ser feitas no território da Venezuela haverá guerra.
Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, deu entrevistas em Manágua e condenou a ação terrorista do governo de Uribe, afirmando, entre outras coisas, que “Reyes era um negociador e estava negociando a paz”.
Ingrid Betancourt é apenas um peão nesse jogo todo e não interessa a Uribe (que quer mudar a constituição para mais um mandato, o terceiro)que a ex-senadora seja solta. Vai complicar o processo político na Colômbia e forçá-lo a aceitar negociações com as FARCs.
Governos europeus não alinhados com a política terrorista de Washington, Bush é o verdadeiro governante da Colômbia, mostram-se indignados com a ação terrorista da organização de Uribe.
A hipótese de uma ação terrorista colombiana na Venezuela não está descartada e pode ser parte do golpe em constante articulação contra o governo do presidente Chávez.
É só lembrar que os Estados Unidos armaram com armas químicas e biológicas inclusive, o governo de Saddam Hussein para uma guerra contra o Irã e o chefe da Al Quaeda, Osama bin Laden para enfrentar as tropas da extinta União Soviética no Afeganistão.
Faz parte do conjunto de ações terroristas da Casa Branca esse tipo de prática. Confira aqui


O que as televisões, os jornais e os politicos de direita dizem, não tem nada a ver com o que acabámos de ler. Os terroristas são os que perseguem a paz e os que se submetem ao escrutinio popular.Quando da última visita de Bush à capital colombiana, onde passou apenas sete horas antes de embarcar para a Guatemala, gerou fortes protestos no país.
Cento e vinte e sete pessoas foram presas em confrontos com a polícia e o exército, que dispararam jactos de água e bombas de gás lacrimogéneo para conter as manifestações.
O sistema de segurança para a visita de Bush à Colômbia incluiu mais de 20 mil soldados, de acordo com o Ministério do Interior, e a lei seca (proibição de venda de bebidas alcoólicas) durante todo o domingo. Que se saiba os manifestantes não integravam elementos das FARC, como se percebe na imagem
Leia as minhas postagens aqui e aqui e aqui

domingo, 2 de março de 2008

O INICIO DA SEGUNDA ETAPA DA CRISE GLOBAL

O economista argentino, Jorge Benstein,autor, entre outros livros, de "Capitalismo senil, a grande crise da economia global".
escreveu recentemente:
"A recessão já se instalou no centro do Império; agora, o debate gira em torno da sua profundidade, duração e alcance mundial. A corte de admiradores de direita ou progressistas do capitalismo global, que ao longo dos últimos anos nos encheu com suas teimosias sobre a solidez do sistema, hoje está em pleno recuo táctico; seus defensores já não negam a crise, mas tentam diminuir seu carácter dramático e reduzir suas raízes e extensão. Alguns deles ensaiam explicações anedóticas, outros dizem tratar-se de uma "crise cíclica" que é o mesmo que dizer passageira— e a maior parte deles refugia-se na explicação simplista que reduz o fenómeno a uma grande perturbação financeira combinada com um surto pessimista dos consumidores norte-americanos, provocado pelos devedores inadimplementos dos Estados Unidos (aqueles que não pagam seus créditos imobiliários) e por aqueles que deram a eles empréstimos generosos demais.
Uma vez que a crise está circunscrita ao estouro da "bolha imobiliária" norte-americana e aos seus impactos colaterais nos Estados Unidos e no resto do mundo, a "solução" parece clara: estimular os consumidores e investidores, aumentar o gasto público e injectar liquidez no mercado.
O que eles estão fazendo agora é uma espécie de repetição, em condições infinitamente mais graves, do que já fizeram em 2001. Eles não têm nenhum roteiro diferente. Só que naquela época a dívida pública norte-americana chegava a 5,7 triliões de dólares e agora está muito próxima de 9,2 triliões e se somarmos a isso o resto do endividamento dos sectores públicos e privados chegaremos aos 50 triliões de dólares (equivalente ao Produto Bruto Mundial). E ainda é preciso acrescentar a acumulação de deficit fiscais e comerciais e um volume de gastos militares totais que em 2009 poderia chegar a representar 10% do PIB norte-americano.
Agora que a recessão chegou ao centro da economia mundial, suas autoridades entram em pânico, percebem que suas ações são ineficazes ou, inclusive, contraproducentes. As medidas anti-recessão, como os cortes fiscais que estão em curso, as drásticas quedas nas taxas de juro ou o aumento do gasto público, certamente trarão mais déficit e dívidas e, caso cheguem a ter algum sucesso, mesmo que seja medíocre, trarão um aumento da inflação.
Em síntese, as autoridades norte-americanas sabem que se tentarem reverter a recessão reanimando o mercado estarão dando fôlego à inflação e à queda do dólar, o que, cedo ou tarde, trará mais recessão; mas também sabem que se tentarem conter a inflação esfriando a economia, a recessão vai se aprofundar: um beco sem saída.
Mas acontece que — para desgraça dos neoliberais os neoliberais tinham razão: as interdependências económicas mundiais são tão densas que, como estamos comprovando todos os dias, não há maneira de "descolar" as sacudidas norte-americanas (bancárias, da bolsa, etc.) do funcionamento financeiro internacional. A "bolha imobiliária" norte-americana foi a vanguarda de uma variada série de outras bolhas parecidas em diversos lugares do planeta, países como Espanha, Inglaterra, Holanda, Austrália, Irlanda e Nova Zelândia fizeram parte activa desta festa. Na Espanha, a bolha já começou a murchar". Confira aqui
IMAGEM TIRADA DAQUI

domingo, 17 de fevereiro de 2008

O JORNALISMO É A HONESTIDADE QUE SE PROCURA


Repito o que, há décadas, tenho escrito e dito: nenhum jornal é independente, imparcial e objectivo. Como pode haver rigor quando aquela trindade é inexistente?
A ambiguidade contida no adjectivo "independente" é alimentada por pequenos truques, onde a paginação dos textos desempenha a mais desprezível das cumplicidades. A selecção de redactores e de colaboradores constitui outra peça do mesmo edifício ideológico. Todos os jornais representam algo mais do que exteriormente dizem ser. Nenhum deles assume o compromisso de clarificar a linha editorial que defende, necessariamente dominante sobre a linha noticiosa.
Os grandes diários europeus não ocultam o que são: do "Times" ao "Guardian", do "Monde" ao "Fígaro", do "La Reppublica" ao "Corriere della Sera", do "El Pais" ao "El Mundo" - tudo é muito claro. Não se trata, somente, do maniqueísmo de serem uns de Direita e outros de Esquerda, nada disso. Em causa está a questão da ideologia, tomando este conceito como sistema de ideias, como princípio fundamental da justificação de valores e de padrões. Como probidade e virtude.
O jornalismo é a honestidade que se procura, a honra que nunca deve ser perdida, a moral activa e a filosofia de uma razão que só encontra sentido e destino na inteligência do leitor.Leia aqui

sábado, 16 de fevereiro de 2008

A PROPÓSITO DO SISMO SOCIAL DE 5 DE FEVEREIRO


As élites, dispostas a manter o poder e os privilégios, refugiam-se numa espécie de arqueologia
politica escavada no léxico do neo-liberalismo e no velho conceito platónico de democracia excludente.
Nos Estados Unidos ou em Moçambique, é preciso, é urgente, é imperioso defender os direitos das populações trabalhadoras.
A imunodeficiência politico-cultural transmitida pelo vírus do neo-liberalismo, não tem cessado a sua propagação pelo corpo social de sociedades mergulhadas, há séculos, na mais abjecta exploração.
O alerta sobre a mudança de bandeiras, estandarte de revolucionários como Amilcar Cabral, foi abafado e adulterado pela ambição de uns poucos.
Em nome da modernização (leia-se do capitalismo) os novos Poderes e as classes que os rodeiam, ou lhe prestam vassalagem, apropriam-se da linguagem e do raciocínio da esquerda para recuperar quem a critica.
Como afirmei algures, a direita é conservadora, é retrógada. A direita é como os insectos: sai mais forte quanto mais fortes são as doses de DDT que lhes aplicam.
Os teóricos e os defensores do regimes anti-populares,
nem sequer ousam recusar as suas origens ideológicas. Quando se sentem encurralados, em nome de uma certa liberdade, de uma espécie de liberdade formal que permite institucionalizar a exploração dos homens por outros homens, por vezes utilizam os seus jornais e os seus jornalistas para emboscar os leitores com ideias e palavras capturadas à esquerda.
A vitimização, o fim das ideologias e os contorcionismos epistemológicos são a terapêutica de choque utilizada por grupos blindados ante os sismos sociais, para usar uma excelente síntese vocabular produzida por Carlos Serra, autor do Diário de um Sociólogo, quando dos acontecimentos de 5 de Fevereiro no Maputo

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

AS OLIGARQUIAS CONTRA A DEMOCRACIA


É uma lei de ferro da história: as oligarquias dominantes lutam sempre desesperadamente para não perder o poder que controlam, a ferro e fogo, há séculos.
São partidos políticos, personagens da política tradicional, grandes empresas privadas, corporações empresariais, que apoiaram e tiveram gigantescos benefícios durante as ditaduras militares, que hoje encarnam a direita latino-americana, disfarçados de democratas, opondo-se aos novos avanços populares. São os mesmos que apoiaram as ditaduras, as intervenções norte-americanas, a violência contra o povo, que agora resistem à vontade democrática da maioria. Leia aqui

sábado, 12 de janeiro de 2008

O OVO DA SERPENTE


Anda por aí um cheirinho de fascismo. A frase, surpreendente, começa a entrar no circuito do comentário político e em afirmações, mais ou menos severas, do léxico comum. José Pacheco Pereira discorreu, levemente, acerca de; António Barreto foi-lhe na peugada e sugeriu que sim, mas que também; Zita Seabra, campeã de todas as liberdades, toca pela mesma pauta; e Vasco Pulido Valente usa um exaltado verbo para avisar os incautos: alto aí!
As apoquentações podem suscitar sorrisos condescendentes aos mais incrédulos. Porém, que a coisa é discutida, lá isso, é.
De facto, as liberdades tidas como tais, desde Abril de 1974, começam ser limitadas. Mas fomos nós que admitimos estes cercos. Em nome da "segurança" e da "estabilidade", da "paz pública" e da "tranquilidade das almas", velhos chavões das estratégias de poder da Direita, recuperados, numa reabilitação fantomática, pela "Esquerda moderna", inúmeros dos direitos conquistados foram espezinhados rudemente. Não há que fugir a isto.
Sabe-se: o fascismo possui diversas máscaras e dispõe de infinitas possibilidades de metamorfose. E há democracias, em todo o mundo, cuja musculatura, frieza, sobranceria e insensibilidade representam parentescos evidentes com o totalitarismo de Direita.
É o medo a origem de todas as inseguranças, de todos os pavores, de todas as submissões, de todas as cobardias, de todas as resignações, de todos os sofrimentos, de todas as angústias. O medo corrói-nos como homens. O medo constrói o fascismo. É o "Ovo da Serpente", como no inesquecível filme do imenso Ingmar Bergman. Pode renascer a cada momento.Confira aqui

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

AS OLIGARQUIAS CONTRA A DEMOCRACIA III


São partidos políticos, personagens da política tradicional, grandes empresas privadas, corporações empresariais, que apoiaram e tiveram gigantescos benefícios durante as ditaduras militares, que hoje encarnam a direita latino-americana, disfarçados de democratas, opondo-se aos novos avanços populares. São os mesmos que apoiaram as ditaduras, as intervenções norte-americanas, a violência contra o povo, que agora resistem à vontade democrática da maioria.
Eles estão perdendo em praticamente todas as eleições, quando o monopólio oligárquico da mídia não consegue convencer o povo de que seus interesses representam o país. Perdem na Argentina, no Brasil, no Equador, na Bolívia, na Venezuela. E aí apelam de novo para a violência e as tentativas de ruptura da democracia, quando esta não lhes serve mais, porque o povo passa a reconstruir democracias com alma social.Confira aqui

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

AS OLIGARQUIAS CONTRA A DEMOCRACIA I


A Bolívia, situada no coração do continente, concentra hoje as principais ações da direita oligárquica contra os processos de democratização que se desenvolvem na América Latina. As oligarquias brancas, que privatizaram os patrimônios fundamentais do Estado e do povo boliviano, que apoiaram regimes ditatoriais e participaram deles, que tentaram impedir, por séculos, que as grandes maiorias indígenas acedessem ao poder, que desenvolvem campanhas racistas sistemáticas de discriminação, tentam agora impedir que a vontade majoritária do povo boliviano realize, pela primeira vez na história desse país, as políticas de um governo dirigido por um líder indígena.Apesar da campanha eleitoral racista – em que 92% das notícias foram contrárias a Evo Morales e com caráter racista, conforme atestou a comissão internacional de acompanhamento da cobertura de imprensa -, o povo boliviano – de que 64% se reconhece como indígena – elegeu, em dezembro de 2005, a Evo Morales, no primeiro turno, com a maior votação que um presidente boliviano já obteve. Com minoria na Assembleia Constituinte, a direita tenta desestabilizar o pais, mediante mobilizações violentas, com metralhadoras, pistolas, bombas molotov, querendo bloquear o direito soberano e majoritário do povo boliviano de decidir o carater multi-étnico, multi-nacional, da nova Cosntituição. Usam os mesmos métodos violentos de sempre, se valem da atuação da embaixada dos EUA e de governos europeus, que alentam a oposição, preocupados em defender as empresas transnacionais que sempre exploraram a Bolivia, em conluio com essas forças que agora se rebelam contra a vontade popular.
Perder o poder sobre a terra, sobre os recursos naturais, que passam às mãos do povo boliviano, democrático representado pelo governo de Evo Morales, além do reconhecimento dos direitos de autonomia dos povos indígenas – torna-se insuportável para uma oligarquia que acostumou-se à apropriação privada do país para realizar seus interesses particulares.O povo boliviano se pronunciará sobre o projeto de nova Constituição, aprovado pela maioria dos delegados e dotará ao país, pela primeira vez na sua história, de uma estrutura política e jurídica democrática e pluralista. Conta com o apoio popular na Bolívia e com a solidariedade dos povos e governos democráticos da América Latina. Confira aqui