Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

segunda-feira, 10 de março de 2008

ANDA POR AÍ UM CHEIRINHO A FASCISMO


Anda por aí um cheirinho a fascismo!
A maior manifestação de sempre na Educação, que reuniu mais de 100 mil professores, provocou a ira de alguns, um punhado de fascios, os do costume.
A propósito desta revolta, li as coisas mais execráveis, que se possam imaginar.
Escrita pelos mesmos, sempre os mesmos. Os teóricos e os defensores de regimes onde o Poder e as benesses beneficiam sempre os mesmos
São os mesmos que apoiaram o fascismo, as intervenções norte-americanas, no Vietname, no Iraque, na América latina, que criticam, ferozmente, as forças progressistas em Portugal e no Mundo. São os saudosistas da presença de Portugal em África. São os inimigos dos imigrantes e dos trabalhadores, em geral. São a escória politica arrogante e parisitariamente instalada num mundo que não é o seu. São politicamente iletrados e desprovidos de ética
Dizem-se democratas, defensores da liberdade politica e económica! Falam, com desdém dos comunistas, em particular, e da esquerda, em geral. São aduladores do neo-liberalismo, dos americanos e dos governos seus lacaios.
São provocadores profissionais e profissionalizados. Estão em todo o lado.
Julgam-se intocáveis e impunes!
A vitimização, o fim das ideologias e os contorcionismos epistemológicos são a terapêutica de choque utilizada por estes bandos de iluminados.
Estes aduladores, perseguem-nos como a publicidade, até à alcova. Instalam-se em todo o lado. Assumem-se como os maiores! E os melhores!
Especialistas em recuperar as críticas que lhes são dirigidas, refugiam-se no servilismo e na subserviência ao Poder. Estão sempre do lado do Poder.
Quando se sentem encurralados, em nome de uma certa liberdade, de uma espécie de liberdade formal que permite institucionalizar a exploração dos homens por outros homens, por vezes utilizam os seus jornais para emboscar os leitores com ideias e palavras capturadas à esquerda.

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Navegador
Há alguns anos,no Central Café, em Belém, Pará, Brasil, onde um grupo de amigos se reunia para conversar e discutir sobre quase tudo, um de nós, o professor Chico Mendes (Francisco de Paula Mendes)certo dia nos afirmou que o fascismo era a formalização política do capitalismo, algo que podia vecejar mais quando o cotidiano de suas fúteis necessidades parece ameaçado pelo novo. O engraçado é que o novo de hoje, não é tão jovem assim em termos de tempo.
E muito grato por sua visita e palavras, palavras que devem ser enviadas à autora do texto.