Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

domingo, 11 de maio de 2008

TRIBUNAL PERMANENTE DOS POVOS (TPP)


Mais de 20 empresas europeias serão processadas em Lima, de 13 a 14 de Maio, pelo Tribunal Permanente dos Povos (TPP), por violações aos direitos humanos .
O Tribunal Permanente dos Povos (TPP) foi constituído em 1979 na Itália, três anos após a adopção da Declaração Universal dos Direitos dos Povos (Argel, 4 de Julho 1976). As recentes sessões na América Latina revelaram uma situação de sistemáticas violações dos direitos humanos, crimes de lesa humanidade e graves delitos ambientais.
O Tribunal pretende não só mostrar os impactos das empresas europeias, mas, também, tornar visíveis o tipo de cumplicidade que garante esse regime de impunidade; isto é, os instrumentos (militares, políticos, jurídicos, financeiros) desenvolvidos e os actores que configuram esse palco (Governos da UE e América Latina, organismos internacionais como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Organização Mundial do Comércio, etc.).
A sessão do TPP denuncia a inexistência de efectivos mecanismos legais que permitam avançar para um modelo económico e político onde as multinacionais tenham a obrigação legal de responder por seus crimes. O TPP é um instrumento de justiça muito importante na busca da verdade, a justiça e a indemnização integral das vítimas. Confira aqui

6 comentários:

Maria Lucia disse...

Navegador Solidário

Tenho, com grata emoção, viajado pelo seu preciosíssimo blog há meses,desde que o encontrei aqui no blog do Pedro Ayres.
Difícil dizer o que mais me encanta nos seus escritos, postagens e fotos.
A inteireza, a clareza das idéias? O incrível bom gosto? A extrema solidariedade com os povos oprimidos, colonizados? O amor ao seu,ao nosso Portugal,aquele de nossos avozinhos?
A confiança de que vamos ler ou ver lucidez, beleza, coragem e a rara e boa ética?
Hoje, tomei coragem e vim lhe dizer isto, alto e bom som.
Grata por tudo.
Maria Lucia

AGRY disse...

Cara Maria Lúcia
Não podemos, não devemos, ser juízes em causa própria.
Obrigado pelas suas palavras, sobretudo no que nelas está implícito:
a simpatia pelas aspirações mais legitimas dos Povos.
Pessoalmente, ajo de acordo com as minhas convicções. Faço-o com o espírito de quem
sente que tem o dever, e o direito, de o fazer.
Saudações
Agry

Maria Lucia disse...

Oxalá fossem tantos e muitos aqueles como você que escaparam incólumes do massacre midiático que produz em massa os defensores dos valores neoliberais.
Oxalá não fossem tantos e muitos os que se orgulham de não ter convicções e que em consequência agem como se não tivessem consciência de que existem direitos e deveres comuns a toda a nossa espécie.
Por isso a preciosidade de seu blog, caro Agry: Navegador Solidário é um locus de convicções claras,justas e solidárias.
Que venha sobre nós latino americanos a Quarta Frota estadunidense !
Nada poderá contra nós,se solidários,tivermos as convicções que você com brilho defende e professa, como um direito e um dever seus. Parabéns , mais uma vez !
Maria Lucia

AGRY disse...

Alimentei sempre a esperança de poder partilhar, neste blogue, as
inquietações que percorrem, e habitam, as mentes de cidadãos solidários e que, supostamente, constituem uma espécie rara e em vias de extinção.
A cómoda e camaleónica atitude de “estar no mundo” , de assistir passivamente à sua destruição, não está inscrita nos genes de nenhuma geração!
Mau grado o marketing politico gigantesco desenvolvido pelas forças conservadoras, aliado às inúmeras fábricas de informação e manipulação da opinião pública, o número de cidadãos que se demarca da ofensiva globalizante neo-liberal, tem crescido a um ritmo que alimenta a esperança de “tornar possível o impossível”, parafraseando Mata Harnecker.
Obrigado pelo seu comentário e até sempre
Saludos
Navegador solidário

Pedro Ayres disse...

Agry,
além de ser grato por sua gentil atenção e palavras de estímulo, saiba que para mimé motivo de orgulho poder participar de seu blog. Você sabe que pode usar todos os textos que desejar e até mesmo, se sentir vontade, enviar uma postagem para nos honrar ainda mais.
Um abraço
Pedro

AGRY disse...

Pedro
Gentil, como sempre.
Juntos, na mesma trincheira. Obrigado pela disponibilidade.
Abraço
Agry