Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quarta-feira, 11 de junho de 2008

CHOMSKY PREVÊ VITÓRIA DE MCCAIN


Noam Chomsky, reconhecido linguista e activista político norte-americano, prevê que os democratas vão obter maioria no Congresso sob a liderança de Barack Obama, mas que o republicano John McCain vai ganhar as presidenciais de Novembro próximo.
São duas as razões que, na opinião de Chomsky, impedirão, com toda a probabilidade, que o candidato democrata seja proclamado o primeiro presidente negro da história dos EUA: o racismo que subsiste na sociedade norte-americana, sobretudo no Sul do país, e a falta de escrúpulos dos republicanos na hora de desqualificar os seus rivais.
"O Partido Republicano, que tem uma vertente realmente fascista, conta com uma formidável máquina de difamação e vilipêndio que que ainda não foi posta em marcha contra Obama, mas que sem dúvida será", disse Chomsky Chomsky
Perguntado sobre a percepção de alguns países europeus de que McCain é um republicano "brando", à esquerda de Bush, Chomsky declarou que isso certamente é "o resultado de uma propaganda muito eficazmente construída para apresentá-lo como um independente com posições próprias"
. McCain é provavelmente mais perigoso que Bush e perfeitamente capaz de levar o país ao confronto militar com o Irão
"Apresentam-no como especialista em segurança porque foi piloto de guerra, mas não sabe nada de temas militares. Sabe como bombardear as pessoas de uma altura de 30 mil pés, mas será que isso o converte em especialista em segurança?", perguntou. Confira aqui

5 comentários:

Jorge Saiete disse...

A questão racial parece que está ganhar muita relevancia no debate amaricano. o que errita é que depois saiem pelo mundo a ensinar o que eles propeios não praticam. que falsos padres: façam o que digo e não o que faço!!!

Pedro Ayres disse...

Caro Agry
É evidente que a questão "racial"terá importância nas próximas eleições nos EEUU. Essa importância será maior, não porque o racismo ainda seja um forte componente social de lá, mas pela extrema incapacidade demonstrada pelo senador Barack Obama em criar divisores políticos claros entre ele e seu adversário. O resultado é perder a substância que alguns segmentos scociais dos EEUU acreditaram na fase inicial de sua campanha nas primárias. Quanto mais ele se parecia com a senador Clinton e com McCain, mias fracos eram os seus desempenhos pré-eleitorais. O Obama pode perder a eleição, mas, não será pelo "racismo", mas por absoluta falta de propostas consistentes de mudança. Ser menos malvado, não é a mesma coisa que não ser malvado. Essa é a questão Obama.

AGRY disse...

Caro Pedro
Há que reconhecê-lo, no essencial resta muito pouco para o distinguir de outros “ilustres” presidentes e candidatos.
Recordo apenas, para dar um exemplo, que foi um presidente democrata quem decretou, há 40 anos, o criminoso embargo a Cuba!
(escrevi eu num pos anterior a propósito de Obama)

AGRY disse...

Jorge Saiete
Há muitos analistas que desconsideram o problema racial. Os factores são múltiplos embora o problema racial, no quadro duma sociedade dividida ao meio, como o é os EUA este problema tenha uma enorme importância

AGRY disse...

A propósito desta postagem. Avabo de ler uma coisa curiosa. Kadafi, o polémico dirigente,definiu Obama como "um jovem de origem africana" e disse que "toda a África e o mundo árabe estão prontos" para apoiá-lo.
"Obama é negro, africano, queniano e muçulmano, mas errou ao defender o Estado de Israel durante o encontro da comunidade hebraica norte-americana há alguns dias", ressalvou o ditador.