Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 19 de julho de 2008

COLÔMBIA: MAIS UM SINDICALISTA ASSASSINADO


Guillermo Fuquene era o presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de Bogotá quando desapareceu em Abril sem deixar rasto. Esta semana foi descoberto o seu cadáver, que tinha sido sepultado dias depois do rapto. O movimento sindical internacional aponta responsabilidades ao regime de Uribe na repressão aos movimentos de trabalhadores na Colômbia, que já fez 27 mortos desde o início de 2008. Confira aqui
Apostila: O aparato, a propaganda, a mistificação grosseira, e manipuladora da opinião pública, provoca uma espécie de histerismo, e de delírio colectivo, obedecendo a rituais que apelam a tumultos do foro emocional.
A demagogia, o populismo e as inverdades que ambos encerram, completam este cenário de adesão primária a iniciativas forjadas pelos defensores da mentira e pelo culto de ideologias retrógradas .
Prefere-se o apelo emocional ao debate sereno e objectivo. No império da mentira o problema da violência fica reduzido às acções provocadas e executadas por grupos extremistas, sobretudo da esquerda.
A questão dos esquadrões da morte e dos sindicatos do crime, enquanto braços armados da extrema direita, é omissa nos midia defensores e servidores do status quo

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Agry,
é terrível. Segundo dados da OIT e da CIDH da ONU, só na última década (1992/2002) dentre 5 sindicalistas assassinados no mundo, 3 eram da Colômbia. Caro amigo, quanto mais me enfronho na história neogranadina vejo que o Gabriel Garcia Márquez só fez aumentar um pouco a respeito dos fatos. Tudo lá é incrível. A Guerra dos Mil Dias, por exemplo, parece ter saído da imaginação de um ficcionista enlouquecido e sádico. O Uribe, como todo vassalo oligárquico, não só passa a ser um fiel reprodutor do modelo soberano, como também tenta dar a sua contribuição para tais feitos. Daí a brutalidade de seus governos.