Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

domingo, 20 de julho de 2008

MAIS BICICLETAS - POUCO DESENVOLVIMENTO


"Há mais Bicicletas - mas há desenvolvimento?", é o título do livro lançado esta semana em Maputo de Joseph Aanlon e Teresa Smart, ambos professores e de nacionalidade britânica.
Os autores são contundentes particularmente em relação à Saúde e à Educação, afirmando que Moçambique "não vai chegar aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio". A fraca qualidade dos professores, o desequilíbrio no rácio professor/aluno e no acesso ao ensino entre rapazes e raparigas, bem como o ritmo lento na construção das infra-estruturas de educação, são as principais causas apontadas para este insucesso.
No sector da Educação, o Banco Mundial não escapa às criticas destes autores,, que o acusam de incongruências perturbadoras do normal desenvolvimento do sector.
Na Saúde, acusam as autoridades de lentidão no combate à propagação da SIDA Estima-se que 17 por cento dos moçambicanos em idades situadas entre os 15 e os 49 são HIV positivos; morrem 140 mil pessoas por ano de SIDA.
Os autores apontam o dedo à elite burguesmente instalada no Maputo acusando-a de recusa na partilha de poder sobre politicas e recursos
Joseph Hanlon e Teresa Smart admitem que, tem havido mudanças , depois da guerra: há mais bicicletas. Há mais crianças na escola. A descentralização trouxe uma mudança genuína nas relações de poder".
IMAGEM DO BLOG DIGITAL NO ÍNDICO

2 comentários:

Anja Rakas disse...

Interessante e forte.
Gostei: há mais bicicletas. Há mais crianças na escola...
Mas a que isto nos leva se essas mesmas crianças depois de um fugaz tempo tem que abandoná-la?
As bicicletas enferrujam com as chuvas inconstantes e frias?
O ritmo lento na construção de um Moçambique não pode ser considerado no Maputo, mas em Moçambique!
Aqui se senta na carteira, no distrito, na pedra. Aqui se escreve com bic, no distrito com giz em quadrinhos que terão que apagar para inserir nova sapiência.
Me pergunto...poderá o desenvolvimento pedalar nesses alicerces?

p.S. perdoa, não pude deixar de rascunhar aqui...

Bjs angelicais

AGRY disse...

Anjas
Adorei o teu comentário. Fá-lo sempre que possas e te apeteça fazê-lo. Assim as bicicletas talvez não ganhem ferrugem. Sim, as palavras precisam, também elas, de ser oleadas pelos nossos pensamentos. Palavras ocas, soltas, estéreis servem a quem?
Continua que vou ficar fã dos teus comentários.
Beijos de esperança