Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

domingo, 17 de agosto de 2008

CONDOLEEZZA RICE E O SEU CINZENTISMO

Condoleezza Rice, uma figura cinzenta e luzidia, feita à medida dum presidente sinistro que dá pelo nome de George Bush, herdou deste a arrogância e a mediocridade.
A subserviência canina de certa imprensa abana a cauda e escreve:
“Condoleezza Rice aperta o cerco à Rússia e exige que o Kremlin ponha um ponto final nas hostilidades e cumpra a sua parte do acordo assinado.
“A Rússia não pode ameaçar os seus vizinhos, ocupar a capital de um país, derrubar um governo e sair incólume. As coisas mudaram”, disse a mulher forte da Casa Branca.
A secretária de Estado norte-americana advertiu Moscovo de que se arrisca a “reforçar o seu isolamento” internacional se desrespeitar o cessar-fogo no Cáucaso.
Se o TPI fosse um tribunal a sério, um tribunal isento, independente, seria inevitável a abertura de investigações sobre as denúncias contra o actual governo norte-americano em relação às causas reais da invasão do Iraque e do assassinato de centenas de milhares de inocentes civis e crianças naquele país.
Se o TPI não fosse acusado de, muitas vezes, servir de instrumento politico; se pudesse justificar a excessiva dependência do apoio financeiro e logístico dos EUA e da NATO, das famosas "acusações secretas" ou a recusa em dar seguimento ao dossiê apresentado em Maio de 1999 por um grupo de juristas ocidentais acusando a NATO de crimes de guerra durante o ataque ao Kosovo, talvez, no banco dos réus também se sentasse esta colaboradora de Bush que cinicamente permite-se ameaçar e acusar outros de “ocupar a capital de um país e sair incólume”.
Desconhece esta senhora que o terrorismo de Estado é a palavra de ordem dum país tão poderoso como os Estados Unidos a pretexto da defesa da paz no planeta?
Ignora que os EUA reivindicam, também, o direito de intervir em qualquer parte do mundo com o apoio de centenas de bases militares, forças navais, aéreas e espaciais distribuídas no planeta?
“O que fazem no Iraque os soldados georgianos senão apoiarem uma guerra que custou a esse povo centenas de milhares de vidas e milhões de danificados? Que ideais foram defender ali? É muito lógico que cidadãos da Ossétia do Sul não desejem ser enviados como soldados a combater no Iraque ou noutros pontos do planeta a serviço do imperialismo” (F.C.).
Haverá, há concerteza, neste planeta quem tenha toda a legitimidade de questionar as intervenções militares, russas ou americanas. Uma coisa eu posso garantir.Não é seguramente o governo americano que integra o grupo de entidades a quem possamos reconhecer legitimidade para questionar o que quer que seja, sobretudo no que respeita à paz, liberdade, democracia e direitos humanos.
Sobre a crise no Cáucaso, pode ler aqui, aqui , aqui e aqui,

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Agry
Ora, com o Bush e seus sequazes há muito tentam reescrever a História, tanto que ele num "discurso" disse que a URSS fazia parte dos países do Eixo quando da 2ªGuerra Mundial, daqui há pouco, através da dócil, gentil e generosa media saberemos que a Rússia invadiu a Geórgia e que eles apenas reagiram ante tal agressão.
O problema para os EUA é que lhes falta "plata" para fazer a guerra e já estão desconfiados da capacidade militar de seus aliados/serviçais, assim, só lhes resta o campo de batalha da informação e isso por enquanto.