Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 11 de outubro de 2008

GRITO DOS EXCLUÍDOS PROGRAMA ACTIVIDADES PARA O DIA 12 DE OUTUBRO

O Grito dos Excluídos, por Trabalho, Justiça e Vida, é um conjunto de várias manifestações realizadas nos últimos anos em mais de 23 países do continente americano e se apresenta como um não radical ao neoliberalismo. Começou em 1995 no Brasil, fruto de uma articulação de movimentos sociais, pastorais e denominações religiosas ecuménicas. Em 1999, estendeu-se para as Américas Latina e Central e para o Caribe. No Brasil, as manifestações ocorrem no dia 7 de Setembro. Nos demais países, acontecem no dia 12 de Outubro.
Mulheres, idosos, jovens e crianças, indígenas e negros, camponeses e trabalhadores, imigrantes, artistas e membros de várias religiões se juntam com o objectivo de lutar para superar todas as formas de exclusão social.
Os participantes querem também denunciar o modelo neoliberal, excludente e perverso; fortalecer a soberania dos povos e a defesa da vida; resgatar as dívidas sociais; lutar pelo não pagamento da dívida externa; lutar contra todas as formas de migração forçada e pela integração dos povos.
Na Argentina, no Paraguai, na Costa Rica, em Porto Rico, na República Dominicana na Bolívia estão previstas marchas contra a violência, campanhas de solidariedade ao Haiti apoio internacional contra os grupos paramilitares e contra a criminalização dos movimentos sociais. Confira aqui

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