Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O POVO JUDAICO É UMA INVENÇÃO

O último livro do historiador e catedrático judeu Shlomo Sand figura, há 19 semanas, na lista de bestsellers de Israel enquanto a edição francesa vende com tal rapidez que já vai na 3ª edição.
Esta obra põe o dedo na chaga mais importante em Israel: assegura que os judeus não foram nunca expulsos da Terra Santa, que a maioria dos judeus actuais carece de qualquer conexão histórica com o território denominado de Israel.
Chega ao extremo de sustentar que a única solução para o conflito israelita - palestino, é a abolição do Estado judaico
Sand sustenta que a ideia de uma nação judaica – cuja necessidade de um lugar seguro onde viver se utilizou originalmente com o fim de justificar a criação do Estado de Israel – é um mito inventado há pouco mais de um século
Tom Segev que é um dos mais prestigiados jornalistas israelitas, qualificou o livro de fascinante.
Sand tem sido criticado, em Israel, porque a sua especialidade é a História Europeia. Sobre isto, o historiador alega que um livro como este exige um estudioso que esteja familiarizado com os métodos habituais de investigação histórica utilizados nas melhores universidades do mundo. Se quiser ler uma análise, em espanhol, sobre a obra de Shlomo Sand click aqui

1 comentário:

MILU DUARTE disse...

Agry, vc despertou minha curiosidade com este post: amanhã mesmo vou procurar este livro aqui no Brasil. Parece ser,no mínimo, instigante. Muito obrigada.Beijos