Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O LIVRO LINCHAMENTOS EM MOÇAMBIQUE


É hoje lançado em Maputo, às 17 horas e nas instalações do Sindicato dos Jornalistas, Avenida 24 de Julho, o livro Linchamentos em Moçambique I (uma desordem que apela à ordem), dirigido pelo sociólogo e blogger moçambicano Carlos Serra e para o qual tive a honra de contribuir com este artigo. (retirado do blogue Antropocoiso)

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Caro Agry
Quero te agradecer por me teres permitido conhecer um pouco da trágica e terrível lógica que permeia aos que viveram e conseguiram sobreviver a um duro e penoso momento de suas histórias. Aqui no Brasil, mais exatamente nas grandes cidades, já se nota esse tipo de "normalidade" ante a violência e a seu sentido de quase poder. É um dos mais terríveis sintomas desses últimos 50 anos - a banalização da violência e do crime.
O texto é excelente e senti muita pena de não poder utilizá-lo em meu blog. Muitos gostariam de lê-lo e outros talvez aprendessem a lição.
Um abraço
Pedro