Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

domingo, 29 de agosto de 2010

6º SEMINÁRIO DE TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO ABORDA QUESTÃO DO RACISMO



Recordo uma postagem sobre a miscigenação no Brasil, aqui.
O conceito de miscigenação no Brasil é usado para validar o mito da democracia racial, retirando aos movimentos negros os argumentos para denunciar o racismo. Mais do que isso: numa sociedade em que, em tese, não existe raça, racistas são aqueles que falam do racismo.
"É como se o movimento negro fosse racista porque traz o debate para a esfera pública", disse o sociólogo
Ronaldo Sales

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