Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sexta-feira, 17 de junho de 2011

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

O SILENCIO DOS INOCENTES

Professores deixaram de ser pagos para corrigir exames nacionais. Por cada prova corrigida os docentes recebiam cinco euros ilíquidos.
Pela primeira vez os cerca de seis mil professores recrutados para
corrigir os exames não vão ser pagos por esta tarefa. O Estado
poupa (rouba) assim quase 1,8 milhões de euros com este corte. Os
exames nacionais começam na segunda-feira e este ano devem
realizar-se 359 640 provas só na primeira fase. Apesar do descontentamento nenhum professor decidiu contestar esta decisão
em tribunal. Acreditam que o novo governo vai mudar estas regras. (o silêncio dos inocentes)

NOTA: Noticia publicada hoje pelo DN. O sublinhado é meu. Recordo apenas o carácter fraudulento e ilegítimo duma prática estatal destinada a obter mão-de-obra gratuita, uma espécie de escravatura do século XXI! Os exemplos são mais que muitos. Entretanto, o que é preciso mesmo é animar a malta.

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Caro Agry
Cá de longe, tudo o que está acontecer na Europa parece o ensaio para o real desenlace, tal o acúmulo de contradições e a urgência de suas soluções.
Agry, creio que se os povos europeus, como os de Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha, por exemplo, não assumirem o próprio destino em suas mãos, o futuro que existir será de muita miséria e fome. Assim, é preciso que logo se movimentem para evitar a tragédia que o capitalismo vem desenvolvendo e que agora pode culminar nessa verdadeira catástrofe humanitária.
Torço e luto por vc todos.
Um abraço solidário do
Amigo
Pedro