Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
domingo, 18 de dezembro de 2011
O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, indignou-se hoje por o primeiro-ministro ter admitido que os professores portugueses podem encontrar no mercado de língua portuguesa uma alternativa ao desemprego em Portugal, aconselhando Passos Coelho a emigrar. "Penso que o senhor primeiro-ministro podia aproveitar (a sugestão) e ir ele próprio desgovernar outros países e outros povos. Não desejo no entanto que esses países e esses povos sejam os nossos irmãos de língua portuguesa", disse Mário Nogueira, reagindo à entrevista hoje publicada pelo Correio da Manhã.
Na entrevista, Pedro Passos Coelho admite que os professores portugueses podem olhar para o mercado da língua portuguesa como uma alternativa ao desemprego que afecta a classe em Portugal.
Apostila: qual Linda de Suza, imagino Passos Coelho com uma mala de cartão na mão recheada de sonhos de um dia poder vir a ser secretário particular de uma qualquer Sra. Merkel!
sábado, 17 de dezembro de 2011
MORREU CESÁRIA ÉVORA, A DIVA DOS PÉS DESCALÇOS
A cantora Cesária Évora, nome incontornável dos palcos internacionais, faleceu na manhã de hoje, no Hospital Baptista de Sousa, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.
O vice-presidente da Associação Cabo-Verdiana de Lisboa, Mário de Carvalho, referiu-se à morte de Cesária Évora como “uma perda irreparável para a cultura” do seu país e “para o mundo”, uma vez que “a sua música não tem fronteiras”.
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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
COMEÇOU A PRIVATIZAÇÃO DA SEGURANÇA SOCIAL
O Governo já trabalha na privatização da Segurança Social. O Ministro Pedro Mota Soares ensaia as primeiras regras de um novo regime.
Escreve hoje o jornal i que é oficial: a reforma na Segurança Social vai avançar e os privados vão ter a porta aberta.
Cito, a propósito, Baptista Bastos:
"Impostos, aumento do horário de trabalho, abolição de subsídios, congelamento de salários, despedimentos em massa, redução das pensões, acréscimo das taxas moderadoras nos hospitais - eis alguns aspectos da política obscena deste Executivo, que tende a agravar-se cada vez mais.
A pátria tornou-se num regabofe. Enquanto as classes trabalhadoras são oneradas com o peso de uma vida que se lhes afigura sem direcção nem sentido, continua a haver ordenados e reformas insultuosos".(Baptista Bastos)
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DEBATE: O QUE É A AUDITORIA CIDADÃ À DÍVIDA
"Na Convenção de Lisboa vamos debater e discutir em profundidade a Auditoria Cidadã à Dívida Pública. Como se organiza, que âmbito terá, quem a faz. Vamos mandatar a Comissão que a vai fazer e aprovar o seu documento fundador.
Aproveitamos a presença em Lisboa de diversos economistas portugueses e estrangeiros, muitos dos quais estão ou estiveram envolvidos em processos de auditoria cidadã na Europa e na América do Sul, para explorar o que é a Auditoria, porque lhe chamamos Cidadã, porque deve fazer-se agora. Éric Toussaint, Costas Lapavitsas e Ana Benavente vêm desmistificar todo o discurso, que afinal só é novo na Europa: «é inevitável», «andámos a viver acima das nossas possibilidades», «agora temos que trabalhar a sério», «somos preguiçosos». Todos eles conhecem de cor estas frases mentirosas.
Venha saber como se dá a volta à «inevitabilidade». Como é que aconteceu no Brasil, na Argentina, como está a acontecer agora na Grécia.
Quando somos chamados a pagar, temos direito a saber o quê, a quem, quais as condições, de que nos serviu a nós, população, esse dinheiro — e se não nos serviu, quem se serviu dele e porque estamos nós a pagá-lo? No debate de sexta-feira haverá espaço para as perguntas da plateia, para que todos possam perguntar o que quiserem. Fomos chamados a pagar, venham tirar as vossas dúvidas"
Obrigado,
Mariana Avelãs
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
BANDEIRA DA UNESCO É HASTEADA NA SEDE DA UNESCO, EM PARIS
A Unesco admitiu a Autoridade Palestina como Estado-membro em 31 de Outubro passado. A decisão provocou protestos de vários países incluindo os Estados Unidos que anunciaram a suspensão da verba americana para a organização.
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domingo, 11 de dezembro de 2011
HONORIS CAUSA A ADRIANO MOREIRA
Adriano Moreira foi distinguido ontem, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Mindelo. A Associação Cabo-Verdiana de Ex-Presos Políticos considera o ato um “insulto”, “porque foi ministro do Ultramar e foi sob a sua liderança que o campo de concentração do Tarrafal foi reaberto”. Adriano Moreira nega, mas a portaria comprova.Numa opinião, publicada no blogue Entre as brumas da memória de Joana Lopes e com o título “A amnésia do leão é a glória do caçador”, Diana Andringa realça:
“Não pondo em causa as qualidades académicas do Professor-Doutor Adriano Moreira, não posso deixar de pensar que conceder-lhe o Doutoramento Honoris Causa no Dia Internacional dos Direitos Humanos, tendo sido ele o autor da Portaria 18.539, de 17 de Junho de 1961, que instituiu o Campo de Trabalho de Chão Bom – onde estiveram presos, em condições de inumanidade, mais de duas centenas de nacionalistas de Angola, Guiné e Cabo Verde – é, além de uma notável demonstração de humor negro, uma afronta à memória dos homens e mulheres que lutaram pela libertação dos seus países do jugo colonial português. Não se trata de perpetuar ódios, mas de respeitar a memória das vítimas.”
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17:09
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
A ARMADILHA DA DÍVIDA
Todas as comunidades cidadãs europeias são, hoje, alvo de um consenso fabricado que impediu, até agora, uma compreensão mais rigorosa dos processos que estão a destroçar conquistas sociais e civilizacionais. Esse consenso está a ruir, lenta mas decisivamente. A emergência de auditorias cidadãs, na Europa de hoje, é uma consequência dessa barragem de artilharia ideológica e, ao mesmo tempo, uma resposta à pulsão austeritária de quem não conhece alternativas. Olhámos para baixo, para Sul, com cujos povos devíamos ter aprendido mais: no Equador, a «Auditoría Integral del Crédito Público», exemplo inspirador para quem não reconhece a ditadura da inevitabilidade; no Brasil, a incansável «Auditoria Cidadã», que trabalha, há dez anos, em substituição do Congresso Nacional. ( Luis Bernardo no site Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública)
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AGRY
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12:39
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