Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

MENINA DE 10 ANOS GRÁVIDA IMPEDIDA DE ABORTAR


A gravidez de uma menina de 10 anos da Nicarágua, violada por um primo, está a dividir as autoridades governamentais e religiosas e a sociedade civil do país, e a despertar a polémica sobre a penalização do aborto terapeutico imposta na Nicarágua.
Enquanto as organizações não governamentais reclamam que Evita, como foi identificada a criança, tenha a possibilidade de praticar um aborto devido ao risco que corre a sua vida, o governo recorda que essa intervenção está proibida no país desde o ano passado.
O aborto terapêutico foi negado a 26 de Outubro de 2006, dez dias antes das eleições lesgislativas, a pedido das igreja católica e evangélica, assim como de outros movimentos anti-aborto do país.
«Evita» ficou grávida aos 9 anos em resultado de abusos alegadamente cometidos pelo primo Alejandro Torres, de 22 anos, em El Tortuero, uma recôndita comunidade numa das zonas mais pobres da Nicarágua.
A menina, agora com 10 anos, está a 12 semanas de dar à luz, segundo os médicos que a acompanham.
As autoridades da Nicarágua reconhecem que a sua gravidez é de «alto risco» e que não está preparada para dar à luz, embora tenham advertido que não podem interromper o processo de gestação.
«Evita» está numa casa de acolhimento de mães na cidade de Bluefields, estando previsto que hoje seja transferida para Managua.
A subdirectora do hospital de Bluefields, Jeaneth López, explicou à imprensa que o corpo da menor «não está apto para o parto» e que vai ser necessário fazer uma cesariana.
Susy Mayorga, funcionária do Ministério da Saúde, sustentou que não se pode interromper a gravidez de «Evita» porque o bébé já tem 27 semanas de gestação e o aborto poderia colocar em perigo a sua vida, e porque o aborto é proibido no país.
A mãe da criança denunciou o caso em Julho, embora só se tenha tornado público esta semana. O presumível violador está desaparecido desde então.

Diário Digital / Lusa

2 comentários:

sheila disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
sheila disse...

que horror esse tal primo deve ser preso e pagar pelo ato q fez ele não é um ser humano será q ele não se comove onde estiver.Devem colocar fotos dele em todo lugar pra ser reconhecido esse abusador de crianças.A justiça de Deus tarda mais não falha.