Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

terça-feira, 6 de novembro de 2007

DIÁLOGO UE-ÁFRICA NÃO TERÁ 'DOADOR' E 'PEDINTE', DIZ ACADÉMICO


O diretor do Instituto português de Estudos Estratégicos e Internacionais, Fernando Cardoso, defendeu nesta terça-feira que a cúpula Europa-África trará "ganhos" para o continente africano, mas previu a concentração européia na busca de soluções em assuntos estratégicos, em especial de segurança internacional. As declarações foram feitas em Maputo, durante uma palestra de reflexão sobre os benefícios da cúpula que reunirá líderes europeus e africanos em 8 e 9 de dezembro, em Lisboa.

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