Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 12 de janeiro de 2008

A CRISE POLITICA E A VIOLÊNCIA NO QUÉNIA



No meio de apelos a uma investigação internacional das eleições presidências no Quénia, os contínuos distúrbios e a violência nesse país do leste da África ameaçam desestabilizar um aliado dos Estados Unidos na "guerra contra o terrorismo". "O que ocorre no Quénia hoje é uma burla à democracia", afirmou o reverendo Gabriel Odima, presidente do Centro pela África para a Paz e a Democracia, com sede nos Estados Unidos.Artigo de Thalif Deen, da IPS .
A comunidade internacional, especialmente os Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Europeia (UE), deveriam tomar uma posição firme e obrigar o presidente Mwai Kibaki a renunciar e deixar o caminho livre para uma auditoria independente que resolva a actual crise do país", disse Odima. O referendo afirmou que foram vulneradas a causa da democracia e o gozo das liberdades e dos direitos humanos, e que essa situação continuará assim "enquanto a comunidade internacional continuar a dar apoio e credibilidade aos regimes opressores e repressivos da África".
Apresentado como um modelo de democracia multipartidária na África, o Quénia é um dos principais receptores de ajuda militar e para o desenvolvimento dada por Washington nesse continente. "O Quénia é o eixo da estabilidade da África oriental e é a vanguarda na luta contra o terrorismo", Confira aqui

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