Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quinta-feira, 29 de maio de 2008

AMNISTIA INTERNACIONAL DENUNCIA EXCESSOS NOS PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA


Segundo o novo relatório da Amnistia Internacional, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Timor, Brasil e Portugal continuam alvos de denúncias. Dos países lusófonos, apenas Cabo Verde e São Tomé e Príncipe não citados no relatório
Angola
Em Angola, «defensores e organizações de direitos humanos foram vítimas de ameaças e de crescente intimidação. A liberdade de expressão foi restringida e um jornalista foi preso. Violações de direitos humanos cometidas pela polícia
As autoridades angolanas expulsaram com violência milhares de imigrantes congoleses e muitas das mulheres imigrantes expulsas foram estupradas pelos militares angolanos durante a expulsão.
Guiné Bissau
A liberdade de expressão foi limitada e jornalistas e defensores de direitos humanos foram perseguidos. Crianças foram traficadas para o exterior, a fim de trabalharem como operárias ou para mendigarem.
Moçambique
Aumentou o número de pessoas suspeitas de cometerem crimes que foram mortas ilegalmente pela polícia. A polícia também foi responsável por outras violações de direitos humanos, como prisões e detenções arbitrárias e o uso excessivo da força.
Timor
Continuou a impunidade pelas violações cometidas sob a ocupação indonésia.
Brasil
Os moradores das comunidades marginalizadas continuaram a viver em meio a níveis extremamente elevados de violência, praticada tanto por grupos criminosos organizados quanto pela polícia.
O sistema de justiça criminal falhou em seu dever de fazer com que os responsáveis por abusos prestem contas de seus actos. As mulheres detidas em penitenciárias ou em celas policiais continuaram sendo vítimas de tortura e de maus-tratos.
Activistas rurais e povos indígenas que realizam campanhas por acesso à terra foram ameaçados e atacados por policiais e por seguranças privados. Houve denúncias de trabalho forçado e de exploração do trabalho em diversos estados,
Portugal
As denúncias de maus-tratos por parte da polícia prosseguiram e a impunidade continuou arraigada. Persistiu a violência contra a mulher. O Ministério Público abriu um inquérito para investigar suspeitas de que voos secretos da CIA tenham feito escalas em Portugal. Confira aqui

1 comentário:

ximbitane disse...

De estranhar seria a não presença de Moçambique nessa lista.