Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 7 de junho de 2008

MBEKI RESPONSABILIZADO POR ATAQUES XENÓFOBOS


Neo Simutanyi, professor de Ciências Políticas na Universidade da Zâmbia acusou quinta-feira em Lusaka o Presidente Thabo Mbeki, da África do Sul, de ter criado as condições que favoreceram os ataques xenófobos contra imigrantes africanos no seu país.
Acusou igualmente o Presidente Robert Mugabe do Zimbabwe de ter permitido ao Governo criar as condições dum genocídio e de guerra civil no seu país.Afirmou que Mbeki traiu África mostrando-se incapaz de dirigir o seu país
Simutanyi insistiu que, por não ter conseguido satisfazer as expectativas políticas, económicas e sociais dos cidadãos sul- africanos, o Governo de Thabo Mbeki criou as condições susceptíveis de permitir a elementos descontentes começar a considerar os imigrantes africanos como alógenos. "Hoje, Mbeki perdeu toda a legitimidade.
O professor universitário, conhecido pela sua franqueza, criticou igualmente a pretensa "diplomacia tranquila" de Mbeki na crise no Zimbabwe, qualificando-a de astúcia que privou o povo zimbabweano da possibilidade de conhecer os benefícios da boa governação.
"A guerra civil paira hoje sobre o Zimbabwe e é surpreendente ver a União Africana (UA) e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) incapaz de tomar consciência desta calamidade, enquanto eles continuam a comportar-se como se tudo vai bem, o que não for o caso", indicou. Confira aqui

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Caro Agry

Embora a minha experiência africana seja bem menor que a latinoamericana, creio que a resposta para o problema da xenofobia sulafricana é bem simples. Basta reorientar a sua economia para padrões anti-neoliberais, fortalecendo o Estado e seu pode de agir como agente e estímulo para práticas democráticas reais, bem longe das fantasias "representativas" da tradição capitalista. O ruim é que o fim do "apartheid" não significou um novo Estado e um novo compormisso social, apenas se carnavalizou uma lenda política.