Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 28 de junho de 2008

A TORTURA, OS SEUS APOIANTES E O DIREITO INTERNACIONAL


O recurso à tortura sobre suspeitos de terrorismo é aceite por cerca de metade da população dos Estados Unidos, enquanto é amplamente rejeitado pelos europeus, revela uma sondagem divulgada hoje em Nova Iorque.
O estudo aponta que a maioria dos habitantes de Espanha, França, Reino Unido, Polónia, Ucrânia, China, Indonésia, México e dos territórios palestinianos apoia a proibição absoluta da tortura.
A lei internacional proíbe a tortura e na semana passada o Conselho de Direitos Humanos da ONU adoptou em Genebra uma resolução que reafirma a proibição absoluta deste recurso. Apenas 145 dos 192 Estados membros da ONU são signatários do texto.
Apostila: Eu sei, nós sabemos, o quão indecoroso foram as últimas eleições presidenciais americanas. Não obstante, convenhamos que Bush não foi reeleito por acaso, apesar do enorme respeito que nos merece a outra fatia do eleitorado americano que sempre se opôs à politica belicista defendida pelos sectores mais retrógrados dum país supostamente exportador dos valores da democracia e da liberdade!
Confira aqui

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Agry
Muito embora até hoje se louve o Bill of Rights como a base para o Direito anglosaxônico e até para a Declaração dos Direitos Humanos, poucos se dão ao trabalho de ver que cabe à Common Law,ao Costume, a efetiva definição do que é legal, possível e aceitável por essa sociedade. Assim, se procurarmos entender que a formação histórica dos EEUU foi feita com gente que vivia a partir desses dois ritos processuais: um, válido para nobres e burgueses e o outro, comum aos plebeus que tinha o costume ou a decisão de um juizo como norma a ser seguida, que poderia criar um precedente ou não, veremos que quase nada mudou no Direito dos EEUU.
O uso dos castigos corporais sempre foi uma norma de educação e punição comum a todos os estratos sociais, principalmente para os que pensavam em ter fumaças de nobreza ou serviam na Marinha britânica. Esses hábitos chegaram intactos ao Novo Mundo e na ausência de um poder controlador e que os reprimisse, vicejaram a tal ponto que forçaram a constituição de uma (con)federação de Estados, pois, para esses puritanos era inadimissível alterações no que consideravam um "direito natural", portanto tão divino quanto o lucro e à exploração do trabalho alheio.
Os EEUU são, por conseguinte,o resultado dessa formação histórica e assim irão até chegarem ao fim como organização político-econômica. É como modestamente consigo entender ao que se passa por lá, nos States.