Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 16 de agosto de 2008

ADAM SMITH EM PEQUIM


Giovanni Arrighi é professor do Departamento de Sociologia da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos. Fez pesquisas nas áreas de mercado e desenvolvimento económico na África e na Europa. Dedica-se ao estudo das origens e transformações do sistema capitalista global.
Da sua autoria, foi lançado quase simultaneamente no Brasil e em dezenas de países, Adam Smith em Pequim: origens e fundamentos do século XXI. Uma referência incontornável para todos os que querem entender o fenómeno chinês. O livro também aborda a preocupação do governo dos Estados Unidos e suas tentativas de conter a expansão chinesa, originada do crescimento económico ocorrido nos anos 1990.
Arrighi, rejeita análises simplistas e investiga as causas e as consequências do crescimento da China. Ele prevê ameaças de confrontos futuros, a decadência da hegemonia dos Estados Unidos e a criação de uma nova ordem internacional.
A obra,mais uma excelente publicação da Boitempo Editorial, tem como duplo objectivo interpretar a transferência do epicentro da economia política mundial da América do Norte para a Ásia oriental, à luz da teoria de desenvolvimento económico de Adam Smith, e apresentar uma releitura do clássico A riqueza das nações a partir dessa transferência. No fim do século XVII, Adam Smith, o pai do liberalismo económico, previu uma igualização de poder entre os impérios do Ocidente e o Oriente colonizado. Confira aqui

1 comentário:

Pedro Ayres disse...

Agry
O Arrighi há muito faz parte daqueles economistas de esquerda que tentam entender o mundo a partir do pensamento capitalista. Tem produzido coisas bem originais e interessantes, imagino que o presente livro será algo assim. Achei muito interessante que o Theotônio dos Santos, um velho amigo, também economista, seja chamado de sociólogo na resenha feita pela Boitempo. As editoras da Boitempo são esposa e filha de um grande amigo meu, o falecido líder comunista do Pará, Raimundo de Souza Jinkings, um lutador que não pode e nem deve ser esquecido.