Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

terça-feira, 26 de agosto de 2008

GUERRA E PAZ


Grande derrotada da Guerra Fria, a Rússia conservou, porém, seu arsenal nuclear e potencial militar e económico. Será a principal questionadora da nova ordem mundial, conforme a equação do norte-americano Morgenthau. Por isso, a guerra na Geórgia não reproduz o passado: ela anuncia o futuro (Por José Luís Fiori)

Ainda que muito breve, a guerra entre Geórgia e Rússia revelou algo chocante para o pensamento convencional. Menos de vinte anos após vencerem a Guerra Fria, os EUA já perderam a condição de poder mundial solitário. Na verdade, deixaram até mesmo de ser superpotência... (Por Immanuel Wallerstein)

2 comentários:

Paula Crespo disse...

A demonstração de poder dada pela Rússia é um sinal de que está viva e não tão moribunda quanto a imagem que dela transparece no ocidente. Pelo menos é o que pretende transmitir. Parece evidente que a próxima potência vai ser a China, já que deve ser incontornável um país daquela dimensão e com a sua capacidade extraordinária de trabalho e de organização. Quanto à Rússia, não sei bem qual vai ser o seu papel. Mas parece-me que não vai se propriamente um papel pardo...
Uma boa semana!

Pedro Ayres disse...

Agry
Embora tenha alguma má vontade para com os ianques, confesso que sei qual a razão de custarem a entender o que se passa no seu entorno. É uma questão alimentar, digestiva e degustativa. Não há ser humano que consiga se manter imune aos diabólicos venenos dos hamburguers, hot-dogs, colas e maioneses comuns ao dia-a-dia alimentar daquele pobre povo.
Não consigo entender porque se deve analisar o comportamento dos países do mundo tomando a praxis dos Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha como padrão? A China, por exemplo, o milenar reino do Meio, não tem tradição ou vocação para isso e quanto aos russos, eles precisarão primeiro gerir e bem gerir os problemas da FEI, o que lhe tomará muito tempo.