Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

sábado, 20 de novembro de 2010

PORTUGAL BLINDADO PARA CIMEIRA DA NATO


manifrestauradores2
PAZ SIM NATO É QUE NÃO
PAZ SIM

Todo o aparelho repressivo português foi mobilizado por causa da cimeira da NATO.
A GNR mobilizou meios para patrulhar a costa. O espaço aéreo foi condicionado; milhares de agentes de segurança no terreno; câmaras de videovigilância nas ruas e estradas cortadas.
Este aparato contagiou muitos comerciantes que decidiram reforçar a segurança: o restaurante da cadeia norte-americana McDonald's, no Rossio, tapou o símbolo da marca e a loja italiana Prada, que fica na Avenida da Liberdade, fez o mesmo às montras.
Em nome da paz e contra a NATO, milhares de pessoas desfilaram este sábado pela Avenida da Liberdade, em Lisboa “protegidas” por um forte dispositivo policial

NATO-SUMMIT/
Quarenta e dois activistas anti-NATO, que se prenderam à estrada com correntes e se pintaram de vermelho imitando sangue, foram hoje pelas 10:20 detidos pela PSP por desobediência à autoridade na zona do Parque das Nações.
Os activistas serão ouvidos no Tribunal de Monsanto e passarão, seguramente, o resto da cimeira presos.
IMAGENS: daqui, e daqui

LISBOA EM ESTADO DE SÍTIO

MANIFESTAÇÃO ANTI-NATO

TODOS À MANIFESTAÇÃO DO DIA 20: LISBOA, MARQUÊS DO POMBAL, 15 HORAS


Lisboa em estado de sítio, fronteiras encerradas, tráfego aéreo condicionado, trânsito automóvel cortado, circulação de pessoas sob vigilância apertada. Milhares de polícias e de militares colocados em alerta. Dez milhões de euros gastos em medidas de policiamento.
São estes os primeiros efeitos da cimeira da NATO.
Foi posta em marcha uma gigantesca campanha de confusão para fazer crer que Lisboa e o país estavam debaixo de ameaças à ordem pública e mesmo de actos terroristas.
As verdadeiras ameaças vêm, porém, de outro lado.
Os chefes de Estado e as delegações presentes na cimeira da NATO não são desejados em parte nenhuma do mundo por razões bem palpáveis:
1999. NATO bombardeia a Jugoslávia (11 semanas): 2 mil mortos e 7 mil feridos.
2001/2010. EUA e NATO invadem e ocupam o Afeganistão: 20 mil mortos e 49 mil feridos.
2003/2010. EUA invadem e ocupam o Iraque: 1,3 milhões de mortos e 1,7 milhões de feridos.
Os mortos no Afeganistão e no Iraque são 434 vezes os mortos norte-americanos no 11 de Setembro de 2001; e 186 vezes as vítimas de todos os ataques terroristas verificados no mundo entre 1993 e 2004.
Em 2009, os gastos militares dos 28 países da NATO (770 mil milhões de euros) foram 2/3 do total mundial (1155 mil milhões de euros). Previsão para os próximos anos: crescer mais que a economia, apesar da crise.
EUA e NATO devastaram a Jugoslávia, o Iraque e o Afeganistão. São os grandes responsáveis pela corrida aos armamentos. O seu método é o terror de Estado. Os terroristas estão reunidos no Parque das Nações. (Publicado por Resistir.info)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A LINTIFADA SAHARAUI

Marrocos devorou pela força o acampamento de protesto que milhares de saharauis tinham erguido nos arredores de El Aiun e reprimiu selvaticamente os protestos posteriores que se viveram na cidade



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PAZ SIM, NATO NÃO!

MANIFESTAÇÃO ANTI-NATO

NÃO À GUERRA - ANTI NATO

Nesta cimeira, a NATO prevê rever o seu conceito estratégico e expandir o seu campo de actuação e disfarçar a ilegitimidade das suas actuais intervenções no Afeganistão e no Paquistão

O empenhamento do governo português na NATO colide com princípios fundamentais inscritos na Constituição da República Portuguesa e na Carta das Nações Unidas, de que Portugal é signatário.

A NATO apresenta-se como uma organização eminentemente bélica  em defesa do terrorismo de Estado. O seu carácter expansionista responde aos interesses dos imperialismos e, muito em particular, do ianque.

O aparato militar e policial que acompanha as suas cimeiras desmistificam toda a verborreia dos seus ideólogos e donos da guerra.

A comunidade internacional (leia-se os EUA e seus aliados) tem os olhos postos numa cimeira realizada num pequeno País que num passado recente envolveu-se em missões militares desta organização tenebrosa.

O terror das armas nucleares e a corrida aos armamentos é o que esta gente tem para nos oferecer! Rejeitar o investimento na indústria de guerra e dirigir os recursos para o bem-estar dos povos é a alternativa que os defensores da paz contrapõem.

Apoiamos a manifestação de dia 20 contra a NATO e a guerra, convocada para a Avenida da Liberdade por diversas organizações numa clara recusa ao intervencionismo militar de uma “santa aliança” que está a arrastar-nos para um estado permanente de ocupação colonial , destruição e massacre

PAZ SIM, NATO NÃO!

domingo, 7 de novembro de 2010

MANIFESTAÇÃO JUNTOU CEM MIL EM LISBOA

CONTRA O ROUBO NOS SALÁRIOS

A manifestação da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública, juntou ontem, em Lisboa, cerca de 100 mil pessoas , entre as quais se fizeram notar os reformados, médicos, enfermeiros e polícias, contra as medidas de austeridade do Governo.

O PS e o PSD foram os alvos da crítica, nas figuras de Sócrates, Cavaco e Passos Coelho. E foi ao som de frases como "a redução salarial enche a pança ao capital", "injustiças sociais, arre porra, que já é demais" e "não ao roubo dos salários", que a multidão desfilou na avenida da Liberdade até à praça dos Restauradores (Correio da Manhã)

Num dos passeios da Avenida, a voz sumida de uma mulher já idosa que tentava repetir as palavras de ordem. "Estou sozinha. Venho, porque tenho medo que eles [Governo] me tirem a reforma que recebo do meu marido [já falecido]. São 70 ou 80 contos, não sei bem. Pago 35 [contos] de renda de casa e depois tenho a água, a luz, o gás, a comida e os remédios... Se me tiram a reforma do meu marido, não tenho nada. Por isso é que venho sempre", contou ao PÚBLICO Maria Rita Marques, que passou "47 anos a limpar o chão, as paredes e os tectos da Shell".(Público)

IMAGEM DAQUI

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A PROPÓSITO DOS CRÍTICOS EM MOÇAMBIQUE

 criticos de moçambique
Figuras proeminentes do nacionalismo e da revolução no país - criticaram e criticam a governação do país, o que deixa indispostos certos círculos e seus intelectuais orgânicos. (Carlos Serra)
Recentemente fui surpreendido por uma espécie de guerra ideológica que tem como cenário os blogues do costume, em Moçambique!
O pretexto, o pano de fundo, são as declarações produzidas por Jorge Rebelo e outros “críticos”nomeadamente Marcelino dos Santos e Graça Machel.
Adulterando, reinventando a linguagem e os conceitos num mero exercício apologético do neoliberalismo e das democracias ocidentais (leia-se burguesas), investe-se na diabolização de cidadãos que pensam diferente e que reclamam o direito à indignação.
Tenho a ideia que a grande maioria dos trabalhadores moçambicanos retém uma boa imagem do primeiro presidente do País. E os outros?
Recordando Fannon: “A burguesia colonialista tinha metido, a golpes de pilão, na cabeça do colonizado a ideia de uma sociedade de indivíduos em que cada qual se encerra na sua subjectividade e que as essências continuam a ser eternas, apesar de todos os erros imputáveis aos homens. As essências ocidentais, bem entendido…”
Numa crítica velada aos sistemas socialistas evoca-se a veleidade igualitarista, em contraponto com a democracia política e económica que é oferecida pelos regimes “modernaços” (leia-se ao serviço de poucos)!
Desde o primeiro momento que os regimes progressistas foram (continuam a sê-lo) acossados, cercados e objecto de uma conspiração à escala global. Em termos históricos, a sua existência é efémera quando comparada com a longa noite capitalista. Depois, não se pode responsabilizar uma boa receita quando o preparado se queimou no forno. Não se confunda a árvore com a floresta.
Noutros territórios da ideologia, inúmeros intelectuais comunistas criticaram severamente determinadas politicas. Ninguém os ouviu, ninguém os conhece, nem é relevante falar deles. O melhor é apropriarmo-nos de algumas das suas ideias e desencadearmos campanhas infames contra os regimes socialistas
A este propósito ocorre-me recordar que o capitalismo tem séculos de existência! já se esgotou há muito como modelo de desenvolvimento ideal. É ao nível das relações de produção e da distribuição da riqueza que radicam as verdadeiras razões da sua ineficácia e agonia permanentemente adiada.
As suas crises, cíclicas e/ou estruturais são endémicas, cumulativas, crónicas e permanentes; e suas manifestações são o desemprego estrutural, a destruição ambiental e as guerras permanentes. (István Mészáros)
O instinto de posse (ou instinto de propriedade privada) é o antípoda da solidariedade e da justiça social. São mais que muitos os que almejam engrossar o exército dos detentores de capital, dos privilegiados, dos donos do Poder.
Aos que se contentam com algumas migalhas é-lhes reservada a tarefa de divulgação e defesa dos ideais do capitalismo puro e duro!
No entanto, as realidades económicas, as desigualdades e a enorme diferença dos modos de vida nunca conseguem encobrir as realidades humanas.
O empobrecimento de quem trabalha cresce e, contrariamente ao que os sectores mais retrógrados defendem, o desenvolvimento económico não pode cavalgar perpetuamente à custa dos sacrifícios e da exploração dos mesmos de sempre.
O ímpeto revolucionário e socializante da FRELIMO, pertence ao passado. Completamente descaracterizada e esvaziada de valores de progresso e de justiça social, encontra-se na defensiva. O chamado socialismo democrático é uma área opaca e híbrida e que se traduz numa fuga para a frente: são eufemismos, são álibis e recursos linguísticos habilmente manipulados para justificarem a sua adesão a projectos e politicas neoliberais e penalizadoras da grande maioria dos cidadãos.
Graças a uma espécie de linguística política, nunca se chama violência à acção policial!
A delapidação do erário público, os crimes económicos, a arrogância e o abuso do Poder, as desigualdades sociais, a fome e o desemprego são uma forma
infame de violência.
Mas chama-se violência, com toda a facilidade, à acção dos populares, estudantes, e operários que reivindicam os seus legítimos direitos, se defendem da polícia e exigem o respeito pelos direitos humanos. A moralização da vida politica em Moçambique, que constitui um dos objectivos dos moçambicanos progressistas pode muito bem ser o pretexto, a rampa de lançamento, para que este sector possa emergir e contribuir para tornar possível o impossível, aprendendo a ler os sinais que a sociedade emite.
Finalizo, recordando Mészáros: “a posição das ideologias conflituantes é decididamente assimétrica. As ideologias críticas, que procuram negar a ordem estabelecida, não podem sequer mistificar seus adversários pela simples razão de não terem nada a oferecer - nem mesmo subornos ou recompensas pela aceitação – àqueles já bem estabelecidos em suas posições de comando, conscientes de seus interesses imediato palpáveis. Portanto o poder de mistificação sobre o adversário é privilégio exclusivo da ideologia dominante”
IMAGEM DAQUI