Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PELO ALARGAMENTO DA PROTECÇÃO NO DESEMPREGO


PELO ALARGAMENTO DA PROTECÇÃO NO DESEMPREGO
PELA REVOGAÇÃO DO FACTOR DE SUSTENTABILIDADE
PELA ALTERAÇÃO DAS REGRAS DE ACTUALIZAÇÃO DAS PENSÕES E PRESTAÇÕES
ASSINE A PETIÇÃO DA CGTP-IN, AQUI


quarta-feira, 13 de maio de 2009

MAIS DE 180 MIL DESEMPREGADOS SEM DIREITO A SUBSIDIO

IR A FÁTIMA PAGAR PROMESSA POR UM EMPREGO

PEREGRINOS

Sob o signo da crise, as comemorações da aparição de Nossa Senhora deste ano são marcadas pelas promessas para se arranjar trabalho e pelo apelo da Igreja a uma nova ordem económica global.

Conseguir emprego para si ou para os seus é, cada vez mais, razão de pagamento de promessas em Fátima. "Vim pelo meu neto, coitadinho, que esteve dois anos desempregado depois de se formar em educação física . Para continuar a ler o que Carla Aguiar escreve no DN, click aqui

IMAGEM DAQUI

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

OIT ADMITE 28 MILHÕES DESEMPREGADOS NA ÁFRICA SUBSARIANA EM 2009

A região da África subsariana poderá contar com 28 milhões de desempregados este ano, mais três milhões do que em 2008, admitiu hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Com mais de 800 milhões de habitantes, a região subsariana corresponde à maior parte do continente africano e inclui os cinco países africanos de língua portuguesa (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe).
Em 2009, mais de 240 milhões de pessoas terão trabalho precário, segundo o pior cenário traçado pela OIT, que sublinha que a região subsariana continua a destacar-se pelas condições de trabalho duras. Confira
aqui

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

AUMENTO DO DESEMPREGO E DA PRECARIDADE



No 3º trimestre de 2008 o desemprego atingiu 569 mil portugueses; os desempregados com ensino superior aumentaram em 44%; e menos da metade dos desempregados recebe o subsidio respectivo. Confira aqui A reboque da direita, mais conservadora, e a pretexto da transparência do subsídio de desemprego, forjam-se as situações e os pretextos mais caricatos, desonestos e prepotentes de que há memória. Menorizam-se os trabalhadores como se eles fossem a causa e a origem dos grandes crimes que dilaceram a economia portuguesa.
É demagogia, é fraude, falar-se em democracia sem justiça social. E mais:é irrisório evocar-se a maioria para, numa suposta democracia, esmagarem-se os direitos dos trabalhadores. É abusivo, é antidemocrático governar-se contra quem tem a capacidade política e jurídica de eleger os seus representantes. É roçar a fronteira do autoritarismo e do abuso do Poder e da promiscuidade com a deliquência financeira quando se injectam capitais em bancos abandonados no lodaçal pelos seus administradores. É também um insulto aos trabalhadores, aos desempregados involuntários, aos trabalhadores precários e a todas as pessoas de bem, num país onde o combate à grande criminalidade económica tem sido sistematicamente adiado.
É altura de dizer basta. Ninguém pode situar-se à margem da lei, incluindo os governos, embora estes produzam as leis à sua medida em função de regras pré-estabelecidas e que não colidam com os seus interesses fundamentais
É urgente completar Abril e extirpar as condições facilitadoras de autoritarismos e de adulterações grosseiras no projecto de edificação de uma sociedade verdadeiramente democrática

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O BANCO DE PORTUGAL E O DESEMPREGO


O Banco de Portugal considera que o desemprego de longa duração está a aumentar e justifica esse crescimento com o «generoso» regime do subsídio.
Penso, sinceramente, que as mãezinhas destes senhores não podem ser responsabilizadas, acontece às melhores!
Se quiser conhecer a reacção de Carvalho da Silva, clik aqui

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

AINDA O CALL-CENTER - ANÚNCIO DE SÓCRATES

O tipo de emprego anunciado pela Portugal Telecom para o concelho de Santo Tirso foi questionado por Francisco Louçã
"Prometeu empregos para daqui a um ano. Mas de que tipo? Daqueles que dão direitos, que permitem uma carreira? Não. Veio apresentar empregos precários. Um 'call-center' é um conjunto de pessoas que se juntam num salão às centenas para atender telefones". Louçã disse ainda acreditar que Sócrates "não aceitaria trabalhar um dia que fosse" no call-center da PT, acusando-o de "insensibilidade por aparecer lado a lado" com os responsáveis por essa situação.
Às dificuldades impostas à "geração 500 euros", o deputado do Bloco contrapôs as facilidades oferecidas aos poderosos. "O Governo vem afirmar que não há condições para aumentar salários ou pensões mas depois mostra-se carinhoso e atencioso para com alguns que já têm muito".
"Num só ano, o que Américo Amorim comprou ao Governo e que era nosso, feito com o dinheiro de todos nós, valorizou-se em 1.500 milhões de euros. Américo Amorim duplicou a sua fortuna. Sempre que o ministro das Finanças disser que nem pensar em aumentar salários ou pensões, lembrem-se que há uma pessoa a quem o Governo gosta de aumentar", disse Louçã.Confira aqui

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O DESEMPREGO E AS ECONOMIAS DO GOVERNO

O governo tem vindo a poupar dinheiro com a atribuição do subsídio de desemprego. Por mês, a poupança é de 20 milhões de euros, ou 120 milhões no primeiro semestre. Seria bom que esta poupança reflectisse um crescimento do emprego, mas não se trata disso. O que aumenta é o número de desempregados que não recebem subsídio. No final do primeiro semestre deste ano, havia apenas 242,6 mil pessoas a receber subsídio. E o número de desempregados, segundo o INE, é de 427 mil. Confira aqui

segunda-feira, 16 de julho de 2007

TERROR INVISÍVEL: o passado ainda é presente


Gostaria de iniciar esta mensagem recordando Amilcar Cabral: “Não lutamos simplesmente para pôr uma bandeira no nosso país e para ter um hino.Não queremos mais a exploração do nosso país mesmo feita por negros. É para isso que lutamos. Se não o conseguimos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”.
Transposto para a realidade portuguesa, poder-se-à afirmar que os objectivos últimos do 25 de Abril não eram a exploração do nosso país, mesmo feito por anti-fascistas.
Defraudar as expectativas dos trabalhadores, defender a destruição de todos os regimes de Segurança Social em proveito de Fundos de Pensões, dos Bancos e de Companhia de Seguros tem pouco a ver com democracia
Cria-se o desemprego, assumindo uma politica contra os salários e pensões em nome do combate ao défice, demitindo-se da intervenção que ajude este ou aquele sector da economia em obediência cega a politicas neo-liberais. É uma politica avulsa, cega e contrária aos interesses do país e dos trabalhadores.
É preciso reencontrar o verdadeiro sentido da politica social colocando-a no caminho da solidariedade.
Um homem desempregado não é um homem livre. A liberdade pressupõe a oportunidade de conquistar uma vida com o mínimo de dignidade.
Muitos dos procedimentos adoptados por algumas instituições neste país, refém dum passado politicamente tenebroso, é algo preocupante e que nos reporta para períodos históricos mais ou menos longínquos.
A institucionalização da repressão ao nível da linguagem e das próprias relações com o cidadão e com o trabalhador, em particular, é algo que urge combater e desmistificar com coragem.
Qualquer funcionariozeco, qualquer chefezinho duma qualquer instituição assume-se como o Poder.( A arrogância já não é exclusivo de ministro!). É a mediocridade convertida em Poder, é a prepotência e a arrogância a recordar-nos que o passado ainda é presente
Por razões meramente estatísticas, forjam-se razões para se retirar o subsidio de desemprego. Na mente doentia de alguns cidadãos efemeramente instalados no Poder, os trabalhadores são uns malandros e devem ser vigiados permanentemente.
A arbitrariedade é a palavra de ordem. Sobre esta matéria, o signatário está em condições de apresentar exemplos concretos de arrogância e de autoritarismo convertidos numa prática corrente.
No passado, em circunstâncias bem difíceis, muitos de nós não vergaram a espinha ante o Poder autoritário e antidemocrático. Hoje, obviamente que não estamos disponíveis para nos submetermos a decisões arbitrárias, o que equivale a dizer que não nos subordinaremos à Lei da Selva.
A liberdade não é algo fragmentado e fragmentável.Se há igualdade de oportunidades perante as urnas, é legitimo esperar que as mesmas oportunidades sejam concedidas em todos os dominios, nomeadamente no mercado de trabalho.
O circulo vicioso da credibilidade que aprisiona a politica , os politicos (leia-se de Direita, nela incluindo o PS) e certas camadas sociais, mergulha as suas raizes no arrivismo, na impreparação e na ausência de valores éticos e de solidariedade para com os outros cidadãos.
É vulgar dizer-se que Portugal é um país de poetas! Penso que será mais um país onde a arrogância, a mesquinhez, o egoismo e a ausência de valores éticos e de solidariedade social está pegando moda e hoje, infelizmente, não são apenas os politicos de direita os seus agentes e difusores
Muitos deles receberam de bandeja as liberdades democráticas que pretendem hoje recusar aos seus pais e tios.
Vivemos num país mergulhado na mediocridade e na pequenez, num país adiado e mergulhado até às virilhas na corrupção "institucionalizada".
Termino com Mia Couto: " Há um terror invisivel que pode estar alimentando o terrorismo internacional. Esse é o terror da fome, da pobreza, da ignorância, o terrorismo do desespero perante a impossibilidade de mudar a vida"


ZECA AFONSO 20 anos depois