Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

KADAFI ENCURRALADO?

OPOSIÇÃO LÍBIA
Kadafi está encurralado. A  dura resolução adoptada hoje pelas Nações Unidas junta-se ao avanço dos rebeldes líbios que têm o controle quase total do país. A cidade de Zawiya, situada a 50 quilómetros da capital, Tripoli, está sob  o controle rebelde, segundo  a agencia de noticias Reuters.
Fidel Castro, em Cuba, na sua coluna "Reflexões" regista o apetite do imperialismo por petróleo e adverte que os EUA estão a lançar as bases para a intervenção militar na Líbia.


Sábado, 26 de Fevereiro de 2011

MAYDAY 2011

Mayday Lisboa 2011

O MayDay é um protesto de trabalhadores/as precários/as que se realiza no 1º de Maio. É uma iniciativa que começou em Milão em 2001 e, desde então, se espalhou por várias cidades europeias e do Mundo. O MayDay Lisboa arrancou em 2007 e em 2009 foi pela primeira vez organizado no Porto

Terça-feira, 1 de Março, às 21h00, primeira assembleia MayDay Lisboa de trabalhadores precários, no Solim - Solidariedade Imigrante (R. da Madalena, 8 - Lisboa).

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

ZECA AFONSO - 24 ANOS



Faz hoje 24 anos que morreu Zeca Afonso. Para assinalar a data a Antena 1 recuperou as palavras do artista português, num som que data de 1984.(AJA)

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

BAHRAIN: “MATEM TODOS!”

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O rei do Bahrain, Hamad al-Khalifa, tem sangue nas mãos: os mercenários de suas forças de segurança – paquistaneses, indianos, sírios e jordanianos – atacaram, sem qualquer aviso, manifestantes que dormiam pacificamente às 3h da manhã na rotatória da Pérola, a versão local, nesse pequeno país do Golfo, da praça Tahrir do Cairo.

O analista político e blogueiro libanês da página “The Angry Arab” As’ad AbuKhalil, que diz: “Os EUA tiveram de apoiar a repressão violenta no Bahrain, para acalmar a Arábia Saudita e outros tiranos árabes, furiosos por Obama não ter defendido Mubarak até o último homem”. Confira aqui

LÍBIA: O DITADOR DESMASCARADO

LIBIA E KADAFI

Vendaval árabe abala Muamar Gaddafi, o coronel que foi aliado do “socialismo real”, estimulou atentados e terminou nos braços de Bush, Blair e Silvio Berlusconi

O país está quase isolado do mundo: a ditadura controla rádio, TV e jornais;  cortou internet, celulares e telefones fixos. Raras notícias e imagens furam o muro de silêncio. São dramáticas. A aviação disparou contra a população rebelde. Há pelo menos 300 mortos, num país cuja população equivale à da cidade do Rio de Janeiro. Mercenários substituem os soldados que desertam. Percorrem as ruas da capital (Tripoli) armados, para reprimir manifestações. O aeroporto de Benghazi, onde começaram os protestos, foi bombardeado. O filho do ditador anunciou domingo que o regime resistirá “até o último homem” e ameaçou iniciar uma guerra civil.

O regime agora pendurado por um fio flertou, ao longo de seus 41 anos, com os dois grandes projetos políticos que marcaram o século 20: “socialismo real” e sociedades de mercado. Em ambos os casos, as multidões foram mantidas à margem, reprimidas, privadas de direitos políticos e de qualquer participação importante sobre seu futuro coletivo. Agora, tateiam em busca de uma alternativa.

Mas, seja qual for seu desfecho, a revolução líbia convida a própria esquerda a uma reflexão autocrítica. O caráter de um governo não está no que ele diz de si próprio, nem apenas nas políticas que conduz, mas também — e cada vez mais — no grau de participação e horizontalidade que é capaz de manter com as multidões. Ao escancarar este fato, o vendaval árabe oferece mais um presente inestimável à nova cultura política que está em construção (excertos duma análise de António Martins)

SOCIALISMO OU BARBÁRIE

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A ofensiva contra a barbárie continua na ordem do dia, pois a superação política resultará de um componente social de mudança, e não de uma vitória eleitoral, mesmo que ela possa parecer espectacular à primeira vista (István Mészáros)
Redefinir toda uma série de acções que hoje se encontra cristalizada na prática política da esquerda, que de uns anos para cá tem se mostrado preocupada sobretudo em atingir maioria no Parlamento, formar alianças espúrias que lhe garantam a “governabilidade”, administrar com “responsabilidade” as crises do capital e instituir, quando muito, paliativos para os males radicais da classe trabalhadora. Contra isso, o que devemos fazer? Não nos iludir quanto às possibilidades do Parlamento e da democracia burguesa, compor uma força de actuação política que vá além desses limites, formar novas mediações extraparlamentares de combate, organizar os trabalhadores, transferir para eles cada vez mais o poder de decisão sobre a actividade produtiva – os processos sócio-metabólicos da humanidade -, fomentar intransigentemente a verdadeira participação, promover o fenecimento do Estado por meio de uma luta que articule o local e o global, o nacional e internacional. Tais são as preciosas recomendações que Mészáros fornece aos revolucionários do presente (Boitempo Editorial)

CHEGOU A VEZ DE KADAFI

KADAFFI

Depois do ministro da Justiça da Líbia, Mustafa Abdeljalil, ter apresentado esta segunda-feira (21) sua demissão em protesto "à sangrenta situação" de seu país e pelo "uso excessivo da força" contra os manifestantes líbios,os embaixadores da Líbia na Índia, na China e na Liga Árabe, assumiram a mesma postura.

O representante permanente da Líbia na Liga Árabe, Abdel Moneim al-Honi, anunciou sua demissão para se unir  à "revolução" e protestar contra a  violência usada no seu país

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

A VEZ DO BALNEÁRIO QUE SERVE DE ESTACIONAMENTO PARA A 5º FROTA

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Enquanto tenta por todos os meios, inclusive mas não apenas pelo Twiter,  semear  um levante popular no Irão, em contrapeso à derrocada do ditador amigo, Hosni Mubarak, no Egipto, o Departamento de Estado norte-americano vê balançar outra peça da colecção de déspotas e tiranias  amigas no Oriente Médio. As luzes da média conservadora estão sendo obrigadas a descascar um novo porco-espinho de direitos humanos e direitos democráticos chamado Bahrein.. O arquipélago estrategicamente localizado no Golfo Pérsico, a leste da Arábia Saudita,  tem um  primeiro-ministro, xeque Khalifa bin Salman Al Khalifa, que está no cargo há apenas 40 anos, não permite vida partidária, nem legislativa.  Na verdade, o rei  Hamad bin Isa Al Khalifa. não dá um piu no seu  reino sem consultar o comando da 5º Frota, que faz do Bahrein uma das mais importantes cabeças-de-ponte do controle norte-americano sobre o fluxo de petróleo na região. Não por acaso, em 2008, George Bush, em visita ao rei, ou à 5º Frota, tanto faz, classificou o lugar, digamos assim, como o mais importante aliado militar dos EUA fora da OTAN. Nas manifestações democráticas dos últimos dias, o  regime do ' mais importante aliado'  já matou três opositores e feriu centenas de outros. A ver

(Carta Maior, 6º feira, 18/02/2011)

IMAGEM DAQUI

EMPODERAMENTO DA MULHER AFRICANA

EMPODERAMENTO DA MULHER AFRICANA

Contribuir para o empoderamento da mulher africana, é o objectivo primeiro da associação DIMA (Diáspora da Mulher Africana).

Recentemente criada em Portugal, a DIMA propõe-se tornar realidade a luta das mulheres africanas pela igualdade de género, pelo multiculturalismo, por uma melhor integração e pela emancipação.

 
Latitudes, Fevereiro 2011

PROTESTOS CONTRA REGIMES DITATORIAIS

PROTESTOS NO ORIENTE MÉDIO
A onda de protestos no mundo árabe contra regimes ditatoriais continua provocando mortes e confrontos entre manifestantes e policiais. No Bahrein, pequeno país do Golfo Pérsico, foram confirmadas nesta quinta-feira a morte de quatro xiitas durante acção da polícia para afastar os manifestantes que mantinham acampamento em uma praça da capital Manama. Na Líbia foram 4 mortos e no Iémen, outros 2. Confira aqui

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

CELEBRAÇÃO EGÍPCIA É PREMATURA

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O escritor e professor britânico Rodney Shakespeare advertiu os egípcios de que pode ser prematuro celebrar a vitória da sua revolução após a expulsão do antigo presidente Hosni Mubarak.
"O júbilo egípcio é prematuro. Os regimes não se desmantelam voluntariamente a si próprios se houver algum meio de evitá-lo", declarou Shakespeare, que também é um importante advogado.

"A dura realidade é que os tiranos, torturadores, sionistas e fantoches americanos ainda estão no poder e a única coisa que os restringe é o medo de uma divisão no exército", afirmou. Confira aqui

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

O 1848 ÁRABE: OS DÉSPOTAS CAMBALEIAM E CAEM

OBAMA MUBARAK

Os levantes populares na Tunísia e no Egipto são revoltas contra o universo da miséria permanente: uma elite cega por sua própria riqueza, corrupção, desemprego massivo, tortura e subjugação ao Ocidente. O resgate da solidariedade árabe contra as ditaduras repelentes e os que as sustentam é um novo ponto de inflexão no Oriente Médio. Trata-se da renovação da memória histórica da nação árabe que foi brutalmente destruída pouco depois da guerra de 1967. Os acontecimentos do último mês assinalaram o primeiro renascer autêntico do mundo árabe desde a derrota de 1967.

Washington quer uma “transição ordenada”, mas as mãos de Suleiman o Fantasma (ou o Senhor da Tortura como algumas de suas vítimas o chamam), que empurraram goela abaixo de Mubarak, também estão manchadas de sangue. Substituir um torturador por outro já não é aceitável. As massas egípcias querem uma mudança total do regime, não uma operação ao estilo do Paquistão, onde um civil sem vergonha substitui a um ditador uniformizado e nada muda verdadeiramente.

Estamos no princípio da mudança. As massas árabes não foram sufocadas pela força desta vez e não sucumbiram. O que oferecerão ao seu povo os que substituirão os déspotas na Tunísia e no Egipto? A democracia, por si só, não pode alimentá-los ou dar-lhes emprego...
excertos dum artigo  de Tariq Ali

TODOS SOMOS KHALED SAID": JUVENTUDE LIDERA REVOLUÇÃO

MINUTO A MINUTO - O EGIPTO ESTÁ LIVRE DE MUBARAK


16h39: Não é só a praça que está em ebulição: “No Cairo, os condutores estão a buzinar, há disparos de tidos para o ar”, conta o correspondente da BBC Jon Leyne na capital egípcia. Havia pessoas aos saltos: “Temos um ex-Presidente!”, gritam. “Conseguimos!”.
16h32: “Este é o melhor dia da minha vida”, reage o opositor Mohamed ElBaradei. “O país foi libertado depois de décadas de repressão”. Agora, o Nobel da Paz espera uma “bonita” transição de poder.
16h28: A alegria nota-se também no espaço virtual: “Hosni demite-se. Ganhámos. Ganhámos”, twita Sandmonkey, um dos conhecidos ciberactivistas egípcios. “Não consigo acreditar... 30 anos de ditadura... depois de 30 anos de ditadura… Mubarak demite-se”, diz uma página de um grupo de jovens anti-regime no Facebook. “Tenho orgulho em dizer. Hosni Mubarak, o antigo Presidente do Egipto”, reage também no Twitter o activista de direitos humanos Ramy Raoof.
16h23: “Em nome de Deus, o misericordioso, cidadãos, durante as difíceis circunstâncias que o Egipto atravessa, o Presidente Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de Presidente e encarregou o Conselho Supremo das Forças Armadas de administrar o país. Que Deus ajude toda a gente”, afirmou o vice-presidente, Omar Suleiman.
16h17: Mubarak transferiu as responsabilidades de governação para o Conselho Superior das Forças Armadas, diz a televisão estatal.
16h07: Hosni Mubarak deixou o poder, anunciou o vice-presidente Omar Suleiman. A praça Tahrir explodiu em festa. "O Egipto está livre, o Egipto está livre", grita a multidão.
16h02: “Queridos governos ocidentais, estiveram em silêncio durante 30 anos a apoiar o regime que nos oprimia. Por favor não se envolvam agora”, twitou Wael Ghonim, o executivo da Google que se tornou num dos líderes da revolta.
16h01: O secretário-geral do Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, dá mais informações sobre a sua saída: “É uma demissão da posição e do partido”, disse o responsável, que na véspera praticamente anunciara a saída de Mubarak. “A formação de novos partidos de uma nova maneira que reflicta um novo pensamento é melhor para a sociedade neste ponto”, disse numa entrevista à Hayah TV.
15h55: Nunca mais ninguém pode dizer que “não sabia”, comenta o escritor Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz. No “New York Times” escreve “Por causa do progresso na tecnologia, especialmente no campo da comunicação, ninguém tem já desculpa para dizer: ‘não sei, não sabia, não tinha noção’.”
15h51: Militares ajudam manifestantes no palácio presidencial: há relatos de que alguns soldados, encarregados de proteger o palácio dos protestos, estão a dar água e comida para os manifestantes, atirando os mantimentos sobre o arame farpado que os divide.
15h46: Os confrontos entre manifestantes e polícias desta manhã em El Arish, no Sinai, terão causado pelo menos cinco mortos e mais de vinte feridos, avança a Al-Arabiyah. Uma multidão armada com pequenas pistolas atacara uma esquadra de polícia com o propósito de libertar prisioneiros.
15h39: A partida de Mubarak para Sharm el-Sheikh é avaliada como “uma primeira etapa positiva” por um alto responsável norte-americano, em declarações sob anonimato à AFP. As televisões Al-Arabiyah e Canal 10 israelita tinham já anunciado a partida do Presidente para a estância balnear, informação confirmada pelo porta-voz do PND.
15h25: “As pessoas decidiram aumentar a pressão ao regime. Há três a quatro mil pessoas à porta do palácio e muitas mais do outro lado. Mubarak não deve estar lá dentro… Mas mantemos o Presidente sob cerco. É outro símbolo do nosso protesto”, explicou ao “Guardian” Karim Ennarah, que passou duas semanas na praçaTahrir e agora se juntou à multidão diante do palácio.
15h21: Nem chegou a uma semana: o novo secretário-geral do Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, disse à BBC que vai anunciar a sua demissão “nas próximas horas”. Badrawi foi um dos que ontem sugeriu ao longo do dia que Mubarak se preparava para abandonar o poder. 15h19: Mubarak “é agora uma figura simbólica, delegou todos os poderes no vice-presidente”, disse à BBC o professor Maged Boutros, um importante membro do PND, o partido no poder.
15h15: Trocas de tiros entre polícias e manifestantes em El Arish, no Sinai, onde umas mil pessoas atacaram uma esquadra para libertar prisioneiros, deitaram fogo a carros e lançaram cocktails molotov contra os agentes, relatam as agências.
15h13: Pelo menos dois helicópteros levantaram voo do palácio presidencial do Cairo, diz a Reuters. Um membro do partido de Mubarak afirmara antes que o Presidente já tinha partido para a estância balnear de Sharm el-Sheikh.
15h01: “Oh Suleiman, oh Suleiman, também não te queremos!” cantam os manifestantes em Tahrir.
15h21: Nem chegou a uma semana: o novo secretário-geral do Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, disse à BBC que vai anunciar a sua demissão “nas próximas horas”. Badrawi foi um dos que ontem sugeriu ao longo do dia que Mubarak se preparava para abandonar o poder. 15h19: Mubarak “é agora uma figura simbólica, delegou todos os poderes no vice-presidente”, disse à BBC o professor Maged Boutros, um importante membro do PND, o partido no poder.
15h15: Trocas de tiros entre polícias e manifestantes em El Arish, no Sinai, onde umas mil pessoas atacaram uma esquadra para libertar prisioneiros, deitaram fogo a carros e lançaram cocktails molotov contra os agentes, relatam as agências.
15h13: Pelo menos dois helicópteros levantaram voo do palácio presidencial do Cairo, diz a Reuters. Um membro do partido de Mubarak afirmara antes que o Presidente já tinha partido para a estância balnear de Sharm el-Sheikh.
15h01: “Oh Suleiman, oh Suleiman, também não te queremos!” cantam os manifestantes em Tahrir.
14h57: A Irmandade muçulmana é um movimento “maioritariamente secular”, diz o conselheiro de topo para os serviços secretos do Presidente norte-americano, James Clapper´
14h45: Mais de um milhão de pessoas estão já nas ruas por todo o Egipto. Só no Cairo estão mais de 200 mil pessoas na Praça Tahrir (Libertação) e dezenas de milhar em frente ao edifício da televisão estatal, a Nile TV.
14h42: Um “comunicado importante e urgente” da presidência egípcia é esperada dentro em breve, anuncia a televisão estatal.
14h40: O "New York Times" considera que a partida de Mubarak para a casa de férias em Sharm el-Sheikh constitui um “momento muito significativo” nos 18 dias de protestos maciços no país, ao mesmo tempo que várias figuras do regime egípcio se esforçam por fazer passar a mensagem de que o Presidente concedeu mesmo transferir os poderes para o vice-presidente, Omar Suleiman. A partida do Presidente pode ter como objectivo acalmar a situação nas ruas, diz a BBC.
14h25: Hosni Mubarak deixou mesmo o Cairo esta manhã e foi para o palacete que possui na estância balnear de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, confirmou o porta-voz do Partido Nacional Democrático (PND, no poder).
14h24: Mubarak terá dito ao deputado trabalhista israelita Benjamin Ben-Eliezer que procurava “uma porta de saída honrosa”. Ben-Eliezer disse que na conversa telefónica de ontem, pouco antes de Mubarak discursar à nação, o líder egípcio “já sabia que era o fim”. Ben-Eliezer, antigo ministro do Comércio de Israel, é considerado um dos políticos israelitas mais próximos de Mubarak.
14h16: É aguardado ainda hoje um novo, e terceiro, comunicado do Conselho Superior das Forças Armadas. A declaração feita esta manhã pelos militares pedia aos egípcios a regressarem à “vida normal” para que depois possa ser oficialmente levantado o estado de emergência em vigor no país desde 1981. O Exército afirmava ainda que será “garante” das reformas prometidas ontem à noite por Mubarak e da realização de eleições livres e justas, além de se comprometer a que não serão perseguidos aqueles que, nas ruas, "rejeitaram a corrupção e exigiram reformas".
14h14: Mais uma música da revolução.
14h08: De dezenas de outras cidades egípcias chegam relatos de manifestações: a multidão em Alexandria já não se mede em número de pessoas mas em dezenas de avenidas repletas de gente a gritar para que Hosni Mubarak abandone o poder; dezenas de milhares em Suez tomaram o controlo de vários edifícios governamentais; 150 mil pessoas cercam o quartel-general da polícia e das forças de segurança do Estado na cidade portuária de Domietta; dezenas de milhares manifestam-se em frente ao edifício do governo local de Sharqiya; mais de 50 mil protestam em Qin, cidade natal do vice-presidente Omar Suleiman, outras 20 mil marcham em Arish.14h02: Os manifestantes avolumam-se junto ao palácio presidencial em Heliopolis, a uns 30 quilómetros de distância do Cairo, rodeado por um aparatoso sistema de segurança, com veículos blindados, tanques armados e centenas de militares. Ali, como no Cairo, grita-se “vai-te Mubarak” e a multidão de mais de três mil pessoas já grita insultos contra os soldados. A Al-Jazira avalia que este é o local com maior potencial de conflito.
13h57 O nosso enviado Paulo Moura, no Cairo , diz-nos ao telefone que a oposição parece estar dividida sobre o que fazer. São já muitos os que acham que chegou a hora de ir para casa, mas admitem que não conseguem comandar todas as multidões que estão na ruas.
13h50: As multidões de manifestantes pró-democracia extravasam hoje da Praça Tahrir e começam a congregar-se aos milhares junto ao edifício da televisão estatal, a Nile TV, e outros pontos estratégicos da capital egípcia. Junto à Nile TV, alguns relatos falam já em mais de seis mil pessoas observadas pelos militares armados que mantêm a segurança no local, onde ninguém está autorizado a entrar nem sair.
13h40: O site de Internet do Partido Nacional Democrático (PND, no poder) foi atacado por hackers. Ao abrir, uma só mensagem na página: “Fechado até à queda de Mubarak e do regime”.
13h34: Baradei no Twitter: “O país está todo nas ruas. A única saída para o regime é partir. O poder do povo não pode ser esmagado” diz o líder oposicionista. “Nós venceremos. Ainda há esperança de que o Exército se junte a nós."
13h25: Hosni Mubarak pode ter já abandonado o Cairo nas últimas horas. O canal árabe al-Arabiya reporta que o Presidente e familiares partiram da capital para “destino desconhecido” a partir de uma base área nos subúrbios do Cairo. Já a televisão israelita Channel 10 diz que Mubarak partiu para a estância do Mar Vermelho Sharm el-Sheikh, onde possui uma casa. E um diplomata ocidental, citado sob anonimato pela BBC News, confirmou que o chefe de Estado egípcio terá abandonado o Cairo por volta das 13h00.
13h22: OS Estados Unidos denunciam entraves do Irão às emissões dos media que estão a cobrir a situação no Egipto. E BBC está a denunciar que o seu serviço persa está bloqueado desde quinta-feira por causa da cobertura que está a fazer a revolução egípcia
13h20: "Se ele está determinado, nós estamos ainda mais, É um contra 85 milhões", disse Chérif el-Araf, um jovem manifestante de 16 anos na Praça Tahrir, à AFP.
13h18: A Irmandade Muçulmana rejeitou os discursos ontem feitos por Hosni Mubarak e o seu vice-presidente, Omar Suleiman. “São só mais palavras enganadoras para tentar pôr termo às exigências do povo”, afirma a organização partidária em comunicado.

Texto retirado do Público

IMAGEM DA RTP N

MUBARAK DEMITE-SE



Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

MUBARAKISMO SEM MUBARAK?

PROVOCADOR MUBARAK

Click ma imagem e aceda ao texto

Adenda: A decisão de Mubarak de não renunciar significa a continuação do mubarakismo com Mubarak.

Para acompanhar os acontecimentos on line, veja

  • BLOCO APRESENTA MOÇÃO DE CENSURA AO GOVERNO

    A gasta desculpa dos brandos costumes não será a armadilha, o pretexto para justificar o grau de cobardia colectiva que consente que um punhado, amordace, atemorize e anestesie toda uma sociedade?

    MUBARAK DE PARTIDA

    MUBARAK
    O secretário-geral do partido de Mubarak, o primeiro ministro egípcio e a chefia do Exército egípcio estão a dar sinais claros de que estará iminente a demissão do ditador. O número dois do Departamento de Estado norte-americano já começou a desenhar cenários para a era pós-Mubarak. E o povo permanece na rua.

    Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

    DIMINUI A INFLUÊNCIA DO OCIDENTE

     

    O apoio a ditadores, a governantes corruptos, traficantes de droga, assassinos, desde que fiéis a Washington, tem sido um dos principais pilares da política externa dos EUA. Por isso, como Noam Chomsky diz  os EUA têm o apoio de 10% dos árabes, enquanto 77% os consideram a sua maior ameaça.

    Washington e seus aliados mantém o princípio bem estabelecido de que a democracia é aceitável só na medida em que se conforma a objectivos estratégicos e económicos: ela é magnífica em território inimigo (até certo ponto), mas em nosso quintal, a menos que possa ser domesticada de forma apropriada.

    Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

    FSM DENUNCIA NEOCOLONIALISMO EM ÁFRICA

    O "MUNDO CIVILIZADO" TEM CONVIVIDO BEM COM AS DITADURAS ÁRABES

    Em entrevista ao esquerda.net, José Goulão faz a análise das revoluções nos países árabes. No caso do Egipto, o jornalista acredita que com o peso da influência externa e do exército, "dificilmente o resultado final corresponderá à dinâmica revolucionária que está nas ruas".

    Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

    REFLEXÃO de SAMIR AMIN SOBRE A CONJUNTURA ACTUAL DO EGIPTO

    SAMIR AMIN E O EGIPTO

    O Egipto é a pedra angular do plano americano para controlar o planeta. Washington não tolerará qualquer tentativa por parte do Egipto para acabar com a submissão total aos interesses imperiais, que exige também a Israel continuar colonizando o resto da Palestina. Esse é o objectivo exclusivo do "envolvimento" de Washington para promover uma "transição suave", no Egipto. (ler o texto, em espanhol, no blogue de Atílio Boron)

    NOTA: Recordo uma postagem de  Samir Amin, aqui

    INVERTER AS PIRÂMIDES DO PODER

     

    hora de inverter as pirâmides do Poder

    IMAGEM DAQUI

    A CONTESTAÇÃO PROSSEGUE NO EGIPTO

    EGIPTO - A CONTESTAÇÃO PROSSEGUE
    Uma imagem bem esclarecedora da determinação dos egípcios!

    CABO VERDE: REELEITO JOSÉ MARIA NEVES

    ELEIÇÕES EM CABO VERDE 

    Crónica de Odair Santos, correspondente na Cidade da Praia, sobre a reeleição de José Maria Neves
    (01:38)

    Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

    O CERCO A HOSNI MUBARAK APERTA-SE

    O CERCO A MUBARAK

    Dezenas de milhar de egípcios concentram-se na Praça Tahir, a Praça de todas as revoluções, naquele que foi apelidado de "dia da partida", por ser o último do prazo dado ao Presidente do Egipto para abandonar o poder. Acossado pelo seu povo, abandonado pelos seus tradicionais aliados, Hosni Mubarak é um homem cada vez com menos liberdade de acção. A grande dúvida no momento já se vira para saber que tipo de regime lhe sucederá.

    “EU SOU ÁFRICA” ESTREIA SÁBADO NA RTP2

    EU SOU ÁFRICA

    A RTP2 estreia no próximo sábado, dia 5 de Fevereiro, «Eu Sou África», às 19:00 horas, uma série documental, de dez episódios, na qual cada um retrata a vida e a obra de uma africana ou africano implicado na história e no desenvolvimento social, político e cultural do país onde nasceu. A realização dos 10 episódios de «Eu Sou África» teve o apoio do Instituto Camões.
    Cada dois capítulos são dedicados a um dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), designadamente Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, desvendando dez heróis desconhecidos do grande público e desfazendo os lugares comuns relativamente a cada um destes países.
    O primeiro programa dá destaque a Luzia Sebastião, que estava no sexto ano quando deixou o liceu para entrar na guerra de libertação. «Os tantos anos de guerra que Angola viveu ensinaram-lhe que se deviam ter sentado a tempo de reconhecer os erros de parte a parte», avança a sinopse. «Vamos ouvi-la falar de justiça, do sistema de direito herdado de Portugal, da Constituição que vinha de 1992 e que, em 2010, foi alterada, dos direitos das mulheres e dos desafios de governação», continua o canal.
    «Veremos também esta supermulher no seu lar de fim-de-semana, nos arredores de Luanda, com um neto ao colo e uma família que vai chegando para o almoço e ocupa dois sofás inteiros. Luzia acredita nas novas gerações e tem vocação para leccionar. Relembra os tempos em que as crianças se sentavam em latas de leite e punham os cadernos nos joelhos para escrever. Sabe que ainda há muito a melhorar. A sua geração viveu na expectativa de um desenvolvimento que demora a acontecer, mas acredita na capacidade de resistência dos angolanos e num futuro melhor para a sua terra», conclui o comunicado de imprensa.

    Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

    QUE SOCIALISMO NO PS?

    socrates

    Segundo ouvi dizer, o PS vai promover um congresso, lá para os adiantes de Março…

    …Que PS deseja o PS ser?, se é que deseja ser alguma coisa que não essa massa amorfa, convencional e reaccionária, perseguidora dos que não alimentam as ideias transeuntes?

    …O poder, não a ideologia; o mando, o ascendente, o domínio e não a causa pública, são os motores que movem o PS. Há trinta e tantos anos que tudo é assim. Vai-se para o PS como quem garante um emprego.

    …O PS nada contém de socialismo, nem parece estar muito interessado com isso. O Congresso será a coroação de José Sócrates, a grande rábula comum às encenações desta natureza. Aos mais cândidos, como aos mais reservados, recomendo que deixem de pensar em socialismo quando ao PS se referem.(excertos duma análise de Baptista Bastos)

    Imagem daqui

    Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

    GERAÇÃO DA CASINHA DOS PAIS



    Que Parva que sou - letra da nova canção do grupo Deolinda


    Sou da geração sem remuneração
    e não me incomoda esta condição.
    Que parva que eu sou!
    Porque isto está mal e vai continuar,
    já é uma sorte eu poder estagiar.
    Que parva que eu sou!
    E fico a pensar,
    que mundo tão parvo
    onde para ser escravo é preciso estudar.

    Sou da geração ‘casinha dos pais’,
    se já tenho tudo, pra quê querer mais?
    Que parva que eu sou
    Filhos, maridos, estou sempre a adiar
    e ainda me falta o carro pagar
    Que parva que eu sou!
    E fico a pensar,
    que mundo tão parvo
    onde para ser escravo é preciso estudar.

    Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
    Há alguém bem pior do que eu na TV.
    Que parva que eu sou!
    Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
    que esta situação dura há tempo demais
    E parva não sou!
    E fico a pensar,
    que mundo tão parvo
    onde para ser escravo é preciso estudar.