Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

PETIÇÃO PELO RIGOR NA COBERTURA MEDIÁTICA DO ACORDO COM A “TROIKA":

EMPRÉSTIMO NÃO É AJUDA

Uma comunicação social livre, exigente, isenta e plural é uma condição fundamental da democracia…

Neste sentido, torna-se manifestamente inaceitável que a generalidade dos órgãos de comunicação social continue a reproduzir, displicentemente, a ideia de que o empréstimo da "troika" FMI-BCE-UE constitui uma "ajuda externa", optando assim, implicitamente, pela aceitação acrítica desta noção.

Ora, em primeiro lugar, um empréstimo com uma taxa de juro tão elevada dificilmente pode ser considerado uma ajuda. E, em segundo lugar, este empréstimo, encontra-se associado a um acordo, que obriga o Estado Português a cumprir - a troco do empréstimo - um conjunto de contrapartidas que se materializam em medidas de austeridade fiscais, sociais e económicas. Por último, assumir acriticamente que se trata de uma ajuda significa ignorar a profunda controvérsia, contestação e discussão quanto à pertinência e adequação destas medidas, cujos impactos sociais e económicos nefastos são amplamente reconhecidos.

A petição está disponível aqui

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

RITUAL

200013707-001
a vida e o sangue
das vítimas
bode expiatório
sinal de aliança
deuses e fiéis
o ritual
excursões e feiras
almoçaradas e abraços
torrente de palavras
inúteis
promessas do costume
altruísmo balofo
sedução ao voto
anestesia e amnésia
colectivas
os mesmos de sempre
perversamente
vomitam palavrões
e sapos
que outros digerem

na margem esquerda
moram os indesejados
apesar de tudo
lúcidos e despertos
resistentes, insubmissos
mulheres e homens
precários e descartáveis
unidos na subversão
sistémica
presente aprisionado
direitos sequestrados
horizonte sombrio
toque de finados
estertor democrático
apesar de tudo
resistem e caminham
convocam a esperança
uma estranha paz interior
cresce e avança
dribla o presente
antecipa o futuro
NOTA: Retirado do sítio do costume

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

1º MANIFESTO DO ROSSIO

DEMOCRACIA VERDADEIRA

Os manifestantes, reunidos na Praça do Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram declarar o seguinte:

Nós, cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, trabalhadores, trabalhadoras, migrantes, estudantes, pessoas desempregadas, reformadas, unidas pela indignação perante a situação política e social sufocante que nos recusamos a aceitar como inevitável, ocupámos as nossas ruas. Juntamo-nos assim àqueles que pelo mundo fora lutam hoje pelos seus direitos frente à opressão constante do sistema económico-financeiro vigente.

De Reiquiavique ao Cairo, de Wisconsin a Madrid, uma onda popular varre o mundo. Sobre ela, o silêncio e a desinformação da comunicação social, que não questiona as injustiças permanentes em todos os países, mas apenas proclama serem inevitáveis a austeridade, o fim dos direitos, o funeral da democracia.

A democracia real não existirá enquanto o mundo for gerido por uma ditadura financeira. O resgate assinado nas nossas costas com o FMI e UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Nos países em que intervém por todo o mundo, o FMI leva a quedas brutais da esperança média de vida. O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo. Rejeitamos que nos cortem salários, pensões e apoios, enquanto os culpados desta crise são poupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações, aquilo que pagámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a retirada do plano da troika. A exemplo de outros países pelo mundo fora, como a Islândia, não aceitaremos hipotecar o presente e o futuro por uma dívida que não é nossa.

Recusamos aceitar o roubo de horizontes para o nosso futuro. Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas. Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.

ISTO É SÓ O INÍCIO, AS RUAS SÃO NOSSAS.

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

CRESCE EM ESPANHA A REVOLUÇÃO DOS INDIGNADOS

REVOLUÇÃO DOS INDIGNADOS

O movimento que iniciou no dia 15 de Maio, chamado 15-M ou a “revolução espanhola”, cresceu quinta-feira com panelaços que reuniram multidões em dezenas de cidades de todo o país para exigir a mudança de um sistema que consideram injusto. A revolta cresce a cada hora. Começou com uma convocatória nas redes sociais e internet para repudiar a corrupção endémica do sistema e a falta de oportunidades para os mais jovens. A também chamada Revolução dos Indignados acusa, pela situação actual, o FMI, a OTAN, a União Europeia, as agências de classificação de risco, o Banco Mundial e, no caso da Espanha, os dois grandes partidos: PP e PSOE. O artigo é de Armando G. Tejeda, do La Jornada.

ADENDA:

As manifestações promovidas pelo movimento "Democracia Real Já", que decorrem há vários dias nas principais cidades espanholas, já têm seguidores noutros países, muito por causa das redes sociais.
Lisboa não é excepção. Para a capital portuguesa estão já marcadas convocatórias para manifestações e acampamentos. Os protestos estão marcadas para hoje às 20h00 no Rossio, em Lisboa, praça da Batalha no Porto, e praça 8 de Maio, em Coimbra, segundo uma nova convocatória que começou a circular no facebook.

Mas Paris, Londres, Roma, Berlim e Bruxelas também estão na convocatória.

Terça-feira, 17 de Maio de 2011

O MEDO

LUTA CONTRA O DESEMPREGO

O terror invisível: “esse é o terror da fome, da pobreza, da ignorância, o terrorismo do desespero perante a impossibilidade de mudar a vida” (Mia Couto)
o temor constante
de perder o emprego,
a casa,a saúde,
a educação dos filhos
o pão de todos-os-dias
a reforma
muros de medo
a subserviência,canina
os camaleões
pratos de lentilhas
escória da sociedade
capitulação
fosso de desigualdades
repressão musculada
o medo, muros de medo
alimentadores dos poderes
das consciências,os impérios
os aparelhos, o voto,
os eleitos,
parasitariamente instalados

o medo
raíz da violência
basáltica como o ódio
naturalizado
restritivo, silencioso
manipulador
repressivo, reprodutor
excludente
o medo
gerador de revolta
de protestos e desespero
construtor de utopias
capital de esperança
convertido, audaz
desmistificador
determinado
reinterpretador do presente
devolve e alimenta
a esperança num futuro
sem medo

RETIRADO DE POESIA DE AGRY

ISRAEL MATA “PARA PREVENIR”

Israel "mata para prevenir", "dispara quando se aproximam do muro", e a responsável é dona Violência na Fronteira.
Vamos ver então se houve violência palestina. Assista ao vídeo abaixo, feito por um norte-americano na Faixa de Gaza. Repare que os manifestantes palestinos estão desarmados. Param até para fazer suas orações. E são alvejados covardemente por helicópteros Apache, made in USA, a serviço das forças israelitas.

 

Crédito: Blogue do Mello

PORTUGAL TEM ALTERNATIVA

EXISTE ALTERNATIVA AO SAQUE

É preciso travar a batalha do esclarecimento contra a campanha de desinformação e mostrar que há alternativa.

QUATRO RAZÕES PARA A RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA

QUATRO RAZÕES PARA NEGOCIAÇÃO DA DIVIDA

A primeira, o exemplo da Grécia

A segunda, uma auditoria para saber o que é a dívida.

A terceira razão, a razão social: “Combater a política do calote contra os pobres”.

A quarta razão: ter sensatez no sistema financeiro.

Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

APARTHEID NA PRAIA DE CANDA EM MOÇAMBIQUE

Cópia de PRAIA DE CANDA 1_001_002

Com este título,  a Revista Rubra, nº 10 Primavera de 2011, publica um texto assinado por Hélder Gune.

A história reporta-nos para os períodos mais tenebrosos  da presença colonial. Por outro lado, o autor mergulha num fatalismo acomodado que provoca calafrios! Gune termina o seu texto escrevendo: “Fiz a minha “partidinha”! Pouco, mas é alguma coisa que me conforta um pouco a alma”.

É de facto pouco, muito pouco,  sobretudo quando se convoca “quem de direito para tomar as rédeas e repor a dignidade e se evocam os heróis que sacrificaram as suas vidas para libertar as terras e os homens”. Quer-me parecer que a melhor formar de prestar homenagem a esses heróis é prosseguir a sua luta, não lhe parece?

PRAIA DE CANDA 1_001_002

PRAIA DE CANDA 1_001_001

Pressione as imagem para as ampliar

MOVIMENTO “É O POVO,PÁ” VISITA CENTROS DE EMPREGO

É O POVO PÁ IMAGEM

Na última madrugada, os alvos do movimento É o povo pá! foram os centros de emprego e, nos cartazes que deixaram colados nos vidros, lê-se “Não queremos subsídios, queremos emprego”.

Foi assim nas instalações do IEFP na Rua da Saudade, no centro do Porto, foi assim em mais 30 cidades do país. Objectivo: “Chamar a atenção para a questão do desemprego e para a forma como são chamados os desempregados deste país, porque achamos que os centros de emprego perderam a vocação que tinham, centrada numa política nacional de combate ao desemprego e de criação de emprego, para se transformarem em centros fiscalizadores dos desempregados”, explicou ao PÚBLICO um dos membros do movimento.
“Não aceitamos que [os centros de emprego] sejam locais onde somos ameaçados, vigiados e fiscalizados como se não ter emprego fosse um crime que nos devesse ser imputado”, lê-se no texto que acompanhou o protesto (PÚBLICO)

Sábado, 14 de Maio de 2011

OITO PROPOSTAS URGENTES PARA UMA OUTRA EUROPA

OITO PROPOSTAS PARA REDUÇÃO DA CRISE.IMAGEMpdf

A crise abalou a União Europeia nos seus alicerces. O laço da dívida fechou-se sobre vários países que estão agora presos pelo pescoço pelos mercados financeiros. Com a cumplicidade activa dos governos no poder, a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI, as instituições financeiras por detrás da crise enriquecem, especulando sobre as dívidas dos Estados. Os empregadores aproveitam-se da situação para lançar uma ofensiva brutal contra uma série de direitos sociais e económicos da maioria da população…

..A redução radical da dívida pública é uma condição necessária mas não suficiente para tirar da crise os países da União Europeia. Deve ser complementada por uma série de medidas de grande alcance em vários domínios.

1.      Realizar uma auditoria da dívida pública a fim de anular a parte ilegítima.

2.      Parar os planos de austeridade, pois são injustos e aprofundam a crise.

3.      Estabelecer uma verdadeira justiça fiscal europeia e uma redistribuição justa da riqueza. Proibir as transacções com paraísos fiscais e legais. Lutar contra a fraude fiscal em massa das grandes empresas e dos mais ricos.

4.      Regular os mercados financeiros, nomeadamente através da criação de um cadastro de detentores de títulos, da proibição de vendas a descoberto e da especulação numa série de áreas. Criar uma agência pública europeia de avaliação.

5.      Transferir sob controlo dos cidadãos os bancos para o sector público.

6.      Socializar as numerosas empresas e serviços privatizados desde 1980.

7.      Reduzir drasticamente o tempo de trabalho para criar empregos aumentando salários e pensões em paralelo.

8.      Repensar democraticamente uma outra União Europeia baseada na solidariedade.

por Eric Toussaint

NÃO AO ACORDO

NÃO AO ACORDO

Domingo, 8 de Maio de 2011

TERRITÓRIO DE FROUXOS


país de marinheiros
homens-sem-terra,
ricos e pobres,
explorados e exploradores,
prostitutas e proxenetas,
progressistas e conservadores,
verticais e subservientes,
corruptos e íntegros,
heróis e cobardes,
eleitores e candidatos,
manipulados e manipuláveis,
FMI, agiotagem e canalhas,
muitos canalhas,
num território
onde a ignorância, o arrivismo,
a cobardia
rimam com arrogância

é assim, no país
faz-de-conta
simulacro de soberania
cheirinho de liberdade
condicionada
vendilhões indecorosos
obscurantismo analgésico
soporífico e entorpecedor
território de frouxos
acomodados na placidez
consumista
mimeticamente instalados
predadores de promessas
trituradores de sonhos
branqueadores de consciências

é o espantalho da crise
é a submissão
é arbitrariedade
menos arbítrio
mais corte
menos corte
mais mistificações
controle totalizante
amnésia colectiva
costumes brandos
enjoo crescente
a nossa resposta
estruturalmente antagónica
reagimos
quem nos impede?

Sexta-feira, 6 de Maio de 2011

PALAVRAS?

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TERRORISMO, O QUE É?

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Ao contrário do que se alardeia, a operação americana no Paquistão não foi uma vitória contra terrorismo. Quando um Estado se concede licença para matar, se vangloria do uso da tortura para obter do terror. A execução sumária de inimigos, a profanação e o desaparecimento de resultados, viola a legislação internacional, atropela a soberania alheia, sem dúvida, pratica uma fieira de crimes que alimenta o ciclo de cadáveres nunca foram marcos positivos do processo civilizacional. Ler mais…

MATAR BIN LADEN, RESSUSCITAR AL-QAEDA

BIN LADEN

Uma das grandes surpresas que os levantamentos populares no mundo árabe suscitaram foi terem deixado momentaneamente fora de jogo todas as forças islamistas e muito em particular, está claro, a mais suspeita e extremista – a Al-Qaeda -, marca comercial de conteúdo obscuro largamente instrumentalizada para apoiar ditadores, reprimir todo o tipo de dissidência e desviar as atenções dos verdadeiros campos de batalha. Com orientações de amplo espectro, como a aspirina, Bin Laden reaparecia de cada que era necessário reacender a “guerra contra o terrorismo”; e era mantido vivo para agitar o seu espantalho em disputas eleitorais ou para justificar leis de excepção. Desta vez a situação era demasiado grave para que não fosse utilizado por uma derradeira vez, numa orgia mediática que chega a eclipsar o casamento do príncipe Guilherme e produz repercussões muito inquietantes no mundo inteiro.

Quando parecia relegada ao esquecimento, definitivamente arrumada pelos próprios povos que se supunha apoiá-la, a Al-Quaeda reaparece. Em nome dessa sigla um grupo desconhecido assassina Arrigoni na Palestina; dias depois, em plena efervescência dos protestos anti-monárquicos em Marrocos, explode uma bomba na praça Yama el Fna de Marraquexe; agora reaparece Bin Laden, já não vivo e ameaçador, mas em toda a glória de um martírio planeado, estudado, cuidadosamente encenado, um pouco inverosímil. “Fez-se justiça”, diz Obama, mas a justiça reclama tribunais e juízes, procedimentos judiciais, uma sentença independente. George Bush foi mais sincero: “É a vingança dos EUA”, disse. “É a vingança da democracia”, e milhares de democratas estado-unidenses sapateiam de alegria em frente à Casa Branca, pulando com bárbara euforia sobre caveiras e tíbias. Mas democracia e vingança são tão incompatíveis como a pedagogia e o infanticídio, como o alfabeto e o solipsismo, como o xadrez e os jogos de azar. Os EUA apreciam os linchamentos, sobretudo em vista aérea, porque sabem que o seu poder é superior ao dos princípios. “O mundo sente alívio”, afirma Obama, mas ao mesmo tempo alerta para “ataques violentos em todo o mundo após a morte de Bin Laden”. Alerta? Avisa? Promete? Que alívio pode produzir um assassínio que – é dito em simultâneo – põe em perigo aqueles mesmos que presumivelmente pretende salvar?

A ocasião era esta. A Al-Qaeda volta a dominar o palco; A Al-Qaeda volta a saturar o imaginário ocidental. Ao mesmo tempo que o alegado cadáver de Bin Laden é lançado ao mar, o fantasma de Bin Laden apodera-se de todas as lutas e de todos os desejos de justiça. Cumprir-se-à a previsão de Obama: haverá ataques violentos em todo o lado e o mundo árabe-muçulmano voltará a ser um alvoroço de fanatismos e decapitações, queiram ou não queiram as suas populações. Entre democracia e barbárie os EUA não hesitam: a barbárie adapta-se muito mais ao “sonho americano” (e, naturalmente, ao delírio israelita).

Não sabemos se Bin Laden foi realmente morto; o que fica claro é que o esforço para ressuscitar a todo o custo a Al-Qaeda pretende liquidar os processos de mudança iniciados há quatro meses no mundo árabe. (O TEXTO É DE SANTIAGO ALBA RICO)

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

A MORTE DE BIN LADEN E O TRIUNFO DO “COMANDANTE OBAMA”

BIN LADEN

Uma volta da história parece ir se completando. Obama acaba de anunciar o corte de impostos para os mais ricos, uma medida que vai no sentido inverso de sua promessa de voltar à sociedade menos desigual dos anos 60. E, com a morte de Bin Laden, obteve uma vitória no campo que parecia o seu flanco mais débil: o militar. Nesta madrugada, conservadores e liberais, direitistas e progressistas dos EUA, festejavam nas ruas a vitória do “comandante Obama”. 

O artigo é de Martín Granovsky.

UMA REVISÃO DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA TIPO GOLPE DE ESTADO

constituição golpe

O secretário-geral da CGTP instou hoje os partidos políticos a clarificarem posições sobre uma eventual alteração da Constituição na sequência das medidas que venham a ser impostas pela 'troika' que está a negociar a ajuda externa a Portugal.

"Os partidos têm que clarificar a sua posição sobre esta importantíssima questão durante a campanha eleitoral", disse Manuel Carvalho da Silva na sua intervenção nas comemorações do 1.º de Maio, em Lisboa.

O sindicalista levantou a questão se estaria a ser preparada "uma revisão da Constituição da República tipo golpe de Estado", tendo em conta que a Lei Fundamental integra um conjunto de valores que não podem ser alterados e iriam impedir a aplicação de algumas medidas determinadas pela 'troika'.

Domingo, 1 de Maio de 2011

O XII PLANO QUINQUENAL CHINÊS: ADEUS À “CHIMÉRICA”

CHIMÉRICA

A Assembleia Popular Nacional da China aprovou o XII Plano Quinquenal. Com suas novas linhas directrizes, dentro de cinco anos a República Popular da China pretende ser mais verde e mais social, igualitária, urbana e educada. O plano propõe a despedida da “Chimérica”, a assombrosa interdependência económica entre a China e os Estados Unidos. Os chineses querem, em um futuro próximo, exportar melhores produtos, produtos de alta qualidade, e, para isso, estão investindo massivamente em educação, na pesquisa tecnológica em suas indústrias estratégicas e na importação de tecnologia. O artigo é de Michael Krätke.

JOAQUIN PÉREZ BECERRA NAS MÃOS DO REGIME COLOMBIANO

assim não hugoi chávez

A decisão do governo venezuelano de entregar às autoridades do criminoso regime colombiano o jornalista Joaquín Pérez Becerra, director da agência ANNCOL, é um gesto que suscita as maiores preocupações. Em primeiro lugar pela ameaça que assim passa a pesar sobre a sua integridade física e a sua vida às mãos de um regime para o qual o assassínio de opositores é prática corrente.

 

E a posição da rede Bolivariana Antiimperialista? Leia aqui

A DIVIDA DA BANCA E DAS EMPRESAS AO ESTRANGEIRO É MAIOR QUE A DIVIDA DO ESTADO

Banqueiros obrigam Sócrates a pedir a intervenção estrangeira, e o valor das acções dos 4 Bancos do Psi 20 aumenta 320 milhões de euros num único dia ( ODiário.info)

BancosPt

Segundo o Banco de Portugal, entre 2000 e 2010, a divida líquida externa do País aumentou em 269%; a divida líquida externa do Estado cresceu 122,6%, ou seja, menos de metade (45,6%) do crescimento da divida líquida total do País. No entanto, a divida da banca e das empresas ao estrangeiro aumentou 629,2%, isto é, cinco vezes (5,13) mais do que o aumento percentual da divida externa do Estado. Portanto, a situação da banca e das empresas é ainda mais grave do que a do Estado. No entanto, os media e os banqueiros nunca falam dela.

POEMA DE AGRADECIMENTO À CORJA

CLEPTOCRACIA

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

WIKILEAKS: METADE DOS PRESOS EM GUANTÁNAMO ERA INOCENTE

guantanamo15796

Os EUA se arvoram em donos do mundo e erguem a bandeira dos direitos humanos para bombardear países que não rezam pela sua cartilha, mas a vida mostra que a prática imperialista é a negação da teoria. A prisão de Guantánamo, que Obama prometeu fechar, é uma entre muitas provas!