Nós, da CONCP, queremos que nos nossos países martirizados durante séculos, humilhados, insultados, nunca possa reinar o insulto, e que nunca mais os nossos povos sejam explorados, não só pelos imperialistas, não só pelos europeus, não só pelas pessoas de pele branca, porque não confundimos a exploração ou os factores de exploração com a cor da pele dos homens; não queremos mais a exploração no nosso país, mesmo feita por negros. Lutamos para construir, nos nossos países, em Angola, em Moçambique, na Guiné, nas Ilhas de Cabo Verde, em S. Tomé, uma vida de felicidade, uma vida onde cada homem respeitará todos os homens, onde a disciplina não será imposta, onde não faltará o trabalho a ninguém, onde os salários serão justos, onde cada um terá o direito a tudo o que o homem construiu, criou para a felicidade dos homens. É para isso que lutamos. Se não o conseguirmos, teremos faltado aos nossos deveres, não atingiremos o objectivo da nossa luta”. AMILCAR CABRAL

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

OS BONS E OS MAUS E A MANIPULAÇÃO DOS MEDIA

bons_e_maus_langer

A manipulação dos media constitui uma verdadeira ameaça à liberdade de expressão e é o resultado directo da sua concentração  em poucas mãos.  Leia aqui

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CGTP, A LUTA DE QUEM TRABALHA



O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO RACISTA: ISRAEL UM DEFEITO DE FABRICO

APARTHEID SIONISTA
O verdadeiro vencedor da II Guerra Mundial não foi a aliança de nações que combateu a Alemanha nazi, nem mesmo esses EUA robustecidos pela debilitação da Europa e muito menos, desde logo, os milhões de vítimas judias do nazismo: o verdadeiro vencedor da II Guerra Mundial foi o movimento sionista fundado por Theod Herzl em 1897.
Por isso mesmo, o verdadeiro perdedor do conflito bélico não foi a Alemanha nem o Japão, nem a Itália, nem mesmo a essa URSS condenada a desaparecer 40 anos mais tarde: o verdadeiro perdedor, em conjunto com os milhões de vítimas do holocausto nazi, foi o povo palestiniano, radicalmente inocente e completamente alheio ao mesmo tempo ao anti-semitismo europeu e às suas lutas interimperialistas. Ignominiosa combinação de interesses espúrios e má consciência, a injustíssima resolução 181 da ONU que em 1947 decidiu a repartição da Palestina conserva hoje toda a sua actualidade destrutiva. Marek Edelman, heróico defensor do gueto de Varsóvia em 1943, soube ver muito bem os motivos: “Se Israel foi criado isso foi graças a um acordo entre a Grã-Bretanha, Estados Unidos e a URSS. Não para expiar os seis milhões de judeus assassinados pela Europa, mas par repartir os negócios do Médio Oriente”. Todos podemos ver hoje os resultados: através dessa pequena ferida está a esvair-se em sangue irremediavelmente o mundo.
Enquanto os EUA e a UE, únicas chaves do conflito, apoiarem política, económica e militarmente os direitos do racismo, do fanatismo, do nacionalismo messiânico e a violência colonial, a humanidade continuará a desgraçar-se sem remédio através dessa ferida aberta na Palestina

NOTA: Depois das expulsões de 800.000 palestinianos em 1948, 350.000 em 1967 e do constante fluxo de palestinianos que saíram e continuam a sair do país nos últimos 60 anos, o número de refugiados ascende a uns seis milhões. Mais de quatro vivem nos Territórios Ocupados, Jordânia, Líbano e Síria. Mais de um milhão vive em acampamentos de refugiados. E mais de 250.000 são deslocados internos em Israel, os conhecidos como “presentes ausentes”. O regresso dos refugiados, ponto-chave na resolução do conflito e com o apoio da resolução 194 da ONU, é completamente repudiado por Israel.
A análise é de Santiago Alba Rico e pode ser lida,na íntegra, aqui

NOTA 2: Entretanto apercebi-me que esta análise também foi publicada por Athena, autora do excelente blogue "Uma Cidadã do Mundo"

domingo, 26 de setembro de 2010

SEM COMENTÁRIOS

AMERICANA CONDENADA À MORTE

Teresa Lewis de 41 anos foi executada, pela madrugada, por injecção letal no Centro Correccional de Greensville, na localidade de Jarratt, que pertence ao Estado norte-americano da Virgínia – estado que, a seguir ao Texas, apresenta a maior taxa de execuções nos Estados Unidos.

Após ter passado os últimos sete anos no corredor da morte, Teresa Lewis foi submetida ao “homicídio legal”. Deu entrada na câmara por volta das 21 horas locais (2 horas em Lisboa) e foi pronunciada morta 13 minutos.

Os apelos ao Supremo Tribunal de Justiça e a repercussão internacional a contestar a pena de morte não foram suficientes para que o governador da Virginia, Robert McDonnell, anulasse a execução da sentença. Um dos autores do pedido foi o embaixador da União Europeia que disse que a União Europeia “considera que a execução de pessoas com problemas mentais de qualquer tipo é contrário aos padrões mínimos dos direitos humanos.

Noticia publicada aqui

Italy Iran Sakineh

O Papa acompanha com "atenção e interesse" o caso de Sakineh Ashtiani, a iraniana de 43 anos condenada à morte por adultério e alegado envolvimento na morte do marido. O porta-voz do Vaticano considerou a execução por apedrejamento uma forma "brutal" de pena de morte, admitindo que os canais diplomáticos da Igreja poderão mobilizar-se para procurar demover a justiça iraniana.

Noticia retirada daqui

MONO JOJOY – O OUTRO LADO DA NOTICIA

jorge_briceno

Tal como aconteceu com o Che, agora voltam a exibir cadáveres,  deixá-los fotografar (por repórteres tão obscenos quanto eles), a assinar colunas "de opinião", nas quais pedem mais e mais sangue, a gerar adesões de mandatários da extrema direita latino-americana e europeia, que se somam assim ao conciliábulo de bruxos e comprazem-se com este festival sanguinolento, os desejos de "paz" das suas respectivas oligarquias. Uma "paz" que todos eles precisam para continuarem a acumular riquezas e continuar a esmagar até o limite os milhões de famintos dos seus respectivos países

Equivocam-se Santos e seus sequazes quando crêem que a morte dolorosa do Comandante Briceño e de suas companheiras e companheiros assassinados vai paralisar a luta da insurgência.

O Comandante Jorge Briceño nasceu de mãe e pai guerrilheiros, viveu praticamente toda a sua vida levantado em armas e nesse andar irmanou-se a Marulanda, Jacobo Arenas, Alfonso Cano, Simón Trinidad, Sonia, Raúl Reyes, assim como Camilo Torres, o Padre Manuel Pérez, o Comandante Gabino e outros insurgentes como eles, que abandonaram todas as comodidades da vida "normal" precisamente para que milhões de pobres possam alcançar a normalidade de ter comida, tecto e terra para eles e seus descendentes.

Alguém acredita que esta situação de pobreza e exclusão não continue a provocar estragos na Colômbia actual? Alguém pensa que a explosiva situação social que gera contínuas greves operárias e estudantis, marchas ou reuniões indígenas e protestos de todo tipo a toda largura e comprimento do território colombiano, são uma invenção da insurgência, ou simplesmente a realidade de um país no qual dez famílias apoderam-se dos 90% do que produz o grosso da população? Mas, além disso, alguém supõe que uma insurgência como a que se desenvolve na Colômbia há cinco décadas poderia haver subsistido se amplos sectores desse povo (operários, estudantes, camponeses) não lhe servissem de viveiro para continuar a gerar respostas dignas a tanto ódio e morte desencadeado pelos governos liberais e conservadores?

Finalmente, basta só desejar que vozes exemplares como as da senadora Piedad Córdoba, mulher íntegra e valente, sejam escutadas. Ela, apelado a toda lógica, sabe que a única solução para um conflito político e armado é a negociação entre as partes. Sabe também que a insurgência não é o problema, como já o demonstrou no Caguán. O obstáculo são os falcões da morte. Enquanto a sua doutrina continuar a ser "a solução militar", que não haja dúvidas: continuará a haver luta.

NOTA: excertos  da análise “O Comandante Jorge Briceño e os falcões da morte”  por Carlos Aznárez

sábado, 25 de setembro de 2010

ISRAEL E O TRATADO DE NÃO-PROLIFERAÇÃO NUCLEAR

israel e asarmas nucleares

No encerramento da Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), celebrada em Viena, a delegação iraniana destacou que Israel é o único Estado do Oriente Médio que não aderiu ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear o que representa uma "ameaça" para a estabilidade regional.

No último dia da reunião dos 151 membros da AIEA a maioria dos países-membros liderada pelos Estados Unidos votou contra um projecto de resolução para fazer Israel assinar o Tratado de Não-proliferação Nuclear (TNP).

Como é público, Israel não confirma nem desmente os relatórios de especialistas que o acusam de possuir amplo arsenal nuclear estimado em mais de 100 ogivas, sendo assim o único com tal armamento no Oriente Médio.

O Irão é signatário do TNP o que o impede de desenvolver armas nucleares, mas concede o direito de uso e desenvolvimento da tecnologia nuclear para fins pacíficos.

IMAGEM DAQUI

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

IV BIENAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA EM MAPUTO: MUVART FIEL À ROTURA

FUMADORA,FREDERICO MORIN

Fiel às posições do seu manifesto inaugural de 2002, em que reivindicou o direito e a capacidade dos artistas plásticos moçambicanos de «participarem na arena internacional, não como um simples espelho de uma África congelada dentro das suas tradições, mas como testemunho do mundo de hoje», o Muvart – Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique – realiza a sua IV Bienal, em Maputo, até 3 de outubro, congregando 17 artistas de seis países, entre os quais Portugal… continue a ler aqui

terça-feira, 21 de setembro de 2010

5ª EDIÇÃO DOCKANEMA, O FESTIVAL DO FILME DOCUMENTÁRIO EM MOÇAMBIQUE

dockanema-2010_blog
Ao todo, de 10 a 19 de Setembro, foram exibidos no Dockanema 99 filmes (oriundos de 29 países, com destaque para Moçambique, França, Brasil e Portugal), que deram origem a outras tantas sessões realizadas em seis salas de Maputo, a capital de Moçambique.
Uma selecção de obras de artistas portugueses e moçambicanos emergentes, de entre os quais se destacam Pedro Barateiro e Rita Sobral Campos ou David Aguacheiro, Idélio Vilankulos e Mário Macilau, a par de uma curta-metragem da jovem cineasta portuguesa Raquel Schefer, fez parte do evento paralelo 25 Frames por Segundo, promovido, à semelhança de 2009, pela Fundação PLMJ, em parceria com a AVÍDEOARTE – Associação de Vídeo-arte de Moçambique.
Confira aqui e aqui
IMAGEM DAQUI

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DIA INTERNACIONALDA PAZ



Dia Internacional da Paz é celebrado em 21 de Setembro, foi foi declarado pela ONU em 30 de novembro de 1981.
Em 21 de Setembro de 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan afirmou: Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz (
Origem: Wikipédia)

VENEZUELA: “TODAS AS MÁS NOTÍCIAS O TEMPO TODO”

menino_venezuela

Os meios de comunicação dos Estados Unidos nunca foram tão monolíticos como no caso da Venezuela. É a cobertura completa de apenas um dos lados da história. Por Mark Weisbrot, The Guardian, aqui

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

AS VÍTIMAS DE BOLONHA

universidade-de-bolonha

Com a Reforma do Ensino Superior (Decreto-Lei 74/2006, de 24 de Março), o título académico de licenciado passou a ser atribuído ao fim de um ciclo de estudos de 3 ou de 4 anos, quando no passado o título equivalente era designado por bacharel. Pelo contrário, antes da Reforma, à formação superior de 5 anos era atribuído o título de licenciado.
Perante a existência no mercado de trabalho de diferentes formações e competências, a que corresponde o mesmo título académico, torna-se necessário referenciar o mesmo com a indicação do período em que foi obtido.

Esta classificação desvaloriza, de forma gravosa, injusta e incompreensível, a qualificação profissional de centenas de milhar de licenciados pré-Bolonha na medida em que, não só colide com o reconhecimento das suas qualificações profissionais, aceite há dezenas de anos pela Sociedade, como também colide com o próprio ordenamento jurídico nacional, em especial na parte referente ao reconhecimento nas formações de nível superior, nomeadamente com o estabelecido na Lei n.º 9/2009, de 4 de Março, relativa a reconhecimento de qualificações profissionais

Nota: Excerto da petição dum grupo de cidadãos, que se dirigiu ao Presidente da Assembleia da República, exigindo a equivalência de Mestre aos titulares das anteriores licenciaturas com formação de 5/6 anos, na designação anterior à reforma de Bolonha.

Leia e assine a petição aqui

IMAGEM DAQUI

ISRAEL E PALESTINA: A SOLUÇÃO DE UM VERDADEIRO ESTADO

um verdadeiro estado
 
Podemos perguntar: "Onde está o Mandela palestino?"  Mas  se estas conversações de paz israelo-palestiniano em Washington falharem   a questão mais urgente pode ser: "Onde está o israelita de Klerk?" Será que um líder israelita emerge com o ex-presidente sul-Africano de [...]

[Este é apenas resumo do conteúdo. Visite o website Sabbah Report ]

terça-feira, 7 de setembro de 2010

MAPUTO: DEPOIS DAS MANIFESTAÇÕES POPULARES GOVERNO CONGELA AUMENTOS DE PREÇOS



No dia em que se comemoram os 36 anos da assinatura dos Acordos de Lusaka, entre a FRELIMO e o Governo colonial português, o Governo moçambicano, liderado pelo Presidente Armando Guebuza, decidiu em Conselho de Ministros extraordinário, congelar todos os últimos aumentos dos preços dos bens de primeira necessidade: nomeadamente do pão, na energia eléctrica e da àgua.
Falando em conferência de imprensa esta terça-feira em Maputo, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento Aiuba Cuereneia, apresentou as medidas de impacto imediato na vida dos moçambicanos que o Governo tomou para fazer face ao elevado custo de vida.
Estas medidas do Governo acontecem depois de dois dias de intensas manifestações populares que paralisaram por completo a cidade capital do país, Maputo e que resultaram em 13 mortos e centenas de feridos. Cerca de metade da população moçambicana vive em pobreza extrema, o PIB per capita do país é de 1083 dólares, um valor que é quase três vezes menos que a média do continente africano.(Publicado pelo http://www.averdadeonline.com/destaques/economia/governo-de-mocambique-congelou-todos-os-aumentos-de-precos.html).

Foi no Diário de um Sociólogo que descobri esta Verdade.
Nesta postagem, Carlos Serra afirma: Face às manifestações populares, o Estado moçambicano acabou de tomar uma medida tardia, mas importante: decidiu evitar a subida dos preços e conter outras despesas. Deve, por isso, ser felicitado

NÃO AO RACISMO E AO PRECONCEITO ANTI-ISLÂMICO

SOLIDARIEDADE COM A COMUNIDADE ISLÂMICA

MANIFESTAÇÃO CONTRA O RACISMO E O ANTI ISLAMISMO

A onda de islamofobia que está ao rubro e, em particular,contra a proposta do Centro Islâmico no Park51 em Lower Manhattan, numa tentativa de intimidar patrocinadores e a comunidade muçulmana como um todo. Escolheram a data 11 de Setembro sem levar em conta os sentimentos dos milhares de sobreviventes, incluindo muitas famílias muçulmanas,

Este ódio intimidatório é típico de grupelhos racistas que têm atacado, em todo o país,

mesquitas e centros comunitários durante o Ramadão disparando ataques - como o desta semana em Carlton, em Nova York;

Estamos preparados em 11/09 em Manhattan para dizer aos racistas que vamos estar sempre que eles ameacem muçulmanos, irmãs e irmãos nossos, que não vamos ceder ante a intimidação ou ataques de qualquer tipo, em qualquer lugar, em qualquer tempo.

IMAGEM E TEXTO (tradução livre) RETIRADOS DAQUI

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PARA LÁ DAS IMAGENS – FALSA PAZ?

 

epa01870829 U.S. President Barack Obama (C) watches Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu and Palestinian President Mahmoud Abbas (R) shake hands at a trilateral meeting at the Waldorf Astoria Hotel in New York City on 22 September 2009. The talks in New York were dampened by a warning from Israeli
President Shimon Peres to the Palestinians that they should not expect an end to all Israeli settlement activities.  EPA/JOHN ANGELILLO / POOL

Click na imagem e aceda ao site. Também pode ler aqui

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

AUTORITARISMO



A DESIGUALDADE TAMBÉM É RACIAL

sobre o racismo

Os negros no Brasil ganham menos, sofrem mais com desemprego e são as maiores vítimas de homicídios em todo o Brasil.

Os negros no Brasil tem menor expectativa de vida, frequentam menos a escola e recebem menos que os brancos. Esse dado demonstra a desigualdade enraizada na sociedade brasileira há 500 anos que impedem que o Brasil supere o racismo contra a população negra.

Os negros e negras tem uma média de desemprego nas regiões metropolitanas 50 % maior do que a população branca. Além de serem a maior parcela da população desempregada do Brasil os negros ganham menos que os brancos exercendo as mesmas funções, isso considerando que os patamares de rendimentos da população em geral são baixos. Os negros recebem, em média, cerca de 60% dos salário oferecido aos não-negros.

A pesquisa mostrou que em 2004, a média nacional de homicídios entre negros foi de 31,7 em 100 mil negros, enquanto para a população branca foi de 18,3 homicídios em 100 mil brancos. Os negros tem uma chance 73,1% de serem vítimas de homicídio a mais do que os brancos.

Retirado daqui

REVOLTA EM MAPUTO, REEDIÇÃO DOS ACONTECIMENTOS DE FEVEREIRO DE 2008

POVO NO PODER

BATATA AGRIDOCE

A população do Maputo saiu à rua para protestar o aumento brutal de bens essenciais: pão, arroz e electricidade, aumentando dramaticamente os problemas de fome e satisfação das necessidades elementares da população.
O pão subiu de 7 para 10 meticais, sendo que um salário baixo, em Moçambique, não ultrapassa 2500 meticais (50,00€) por mês. O aumento dos combustíveis foi o terceiro consecutivo.Houve também aumentos das tarifas da água e da electricidade

O Partido no Poder, a FRELIMO, remeteu para a gaveta da história os princípios e valores caracterizadores dos ideais construídos na luta de libertação e nos primeiros anos pós- independência.

Após o acordo de paz, e a pretexto da sua defesa , capitulou ante as politicas neoliberais impostas por organismos e forças internacionais, perdendo de vista a máxima que, sem justiça social, não há democracia.

Sobre os escombros da utopia independentista, emerge uma burguesia nacional, preocupada em encher as algibeiras o mais rapidamente possível. Esquemas é a palavra mágica que permitiu institucionalizar uma economia subterrânea, sem regras , sem princípios e com a cumplicidade do Poder.

As desigualdades sociais, o fosso entre ricos e pobres cresceu exponencialmente.

Na ausência de sindicatos independentes do Poder, e de uma oposição com experiência e credibilidade, estes protestos são, a um só tempo, manifestações de indignação colectiva, de frustração e de crítica à cumplicidade do país político.

Para obter informações, em detalhe, dos acontecimentos no Maputo, sugiro a consulta do Diário de um Sociólogo , Antropocoiso e Reflectindo sobre Moçambique

IMAGEM DAQUI